<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-4347702941676018135</id><updated>2011-07-07T19:34:08.946-03:00</updated><category term='Crônicas'/><category term='Filmes'/><category term='Citações'/><category term='Internet'/><category term='Reflexões'/><category term='Noticias'/><category term='Cotidiano'/><category term='Poemas'/><category term='Fait Divers'/><title type='text'>Folhetins Insanos</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://folhetinsanos.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4347702941676018135/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://folhetinsanos.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Yujistock</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11709655413526900860</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_tb4xmuWERUY/R2dCwnUy2oI/AAAAAAAAAAs/lg4bAbhQaIg/S220/woodstock.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>95</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4347702941676018135.post-1818079199533430962</id><published>2010-07-17T19:04:00.003-03:00</published><updated>2010-07-17T19:32:17.760-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões'/><title type='text'>Tanto faz</title><content type='html'>Começar tirando a poeira. Sobrou-me um tempo, coisa que não acontecia. Somado ao dia horrível lá fora - e aqui dentro-, meus aforismos me atormentam (&lt;span id="SPELLING_ERROR_0" class="blsp-spelling-error"&gt;uh&lt;/span&gt;, como se eu me banhasse na moralidade...). Saiu, está saindo, sei lá. Junte a saudade dos meus amigos, e a sensação de ser um &lt;span id="SPELLING_ERROR_1" class="blsp-spelling-error"&gt;fodido&lt;/span&gt;, e pronto. Filosofar o pessimismo é tirar o dedo mindinho da &lt;span id="SPELLING_ERROR_2" class="blsp-spelling-error"&gt;bunda&lt;/span&gt;. Não coloco como um paradoxo à auto-estima, até porque mesmo pessimista, ela vai muito bem, obrigado. Mas me falta aquele pingo de narcisismo.&lt;br /&gt;Até agora, nada que me dê vontade está ao meu alcance. Vontade, &lt;span id="SPELLING_ERROR_3" class="blsp-spelling-error"&gt;taí&lt;/span&gt;. No sistema pessimista, a vontade é inútil. Qual é a meta ou finalidade dela? Uma merda de querer irracional e inconsciente, isso sim. Nada mais que um mal inerente à condição humana, a vontade gera dor (entendam por sofrimento, angústia, aquela porra toda), mas esta necessária e inevitável. Digo isso porque àquilo que se conhece como felicidade seria somente a interrupção temporária do contrário (portanto, você se sentindo &lt;span id="SPELLING_ERROR_4" class="blsp-spelling-error"&gt;like&lt;/span&gt; a &lt;span id="SPELLING_ERROR_5" class="blsp-spelling-error"&gt;piece&lt;/span&gt; &lt;span id="SPELLING_ERROR_6" class="blsp-spelling-error"&gt;of&lt;/span&gt; &lt;span id="SPELLING_ERROR_7" class="blsp-spelling-error"&gt;shit&lt;/span&gt;, &lt;span id="SPELLING_ERROR_8" class="blsp-spelling-error"&gt;know&lt;/span&gt; &lt;span id="SPELLING_ERROR_9" class="blsp-spelling-error"&gt;what&lt;/span&gt; i &lt;span id="SPELLING_ERROR_10" class="blsp-spelling-error"&gt;mean&lt;/span&gt;, &lt;span id="SPELLING_ERROR_11" class="blsp-spelling-error"&gt;right&lt;/span&gt;?) caso a vontade não andasse de mãos dadas com a dor. Seria deprimente dependermos de uma ou outra lembrança de um sofrimento passado para criarmos ilusão de um bem presente. Mas temos as vontades, os prazeres, as &lt;span id="SPELLING_ERROR_12" class="blsp-spelling-error"&gt;xoxotas&lt;/span&gt;. Para &lt;span id="SPELLING_ERROR_13" class="blsp-spelling-error"&gt;Shopenhauer&lt;/span&gt;, as &lt;span id="SPELLING_ERROR_14" class="blsp-spelling-error"&gt;xoxotas&lt;/span&gt; - digo, os prazeres - são momentos fugazes de ausência de dor e não existe satisfação durável. Logo, tiramos que viver é sofrer. Logo, se viajarmos um pouco, chegamos à conclusão de que a vida é uma prostituta. Se é ou não é, quem liga?, pra mim é fato.&lt;br /&gt;Portanto, agora, me coloco com um ser deprimente, afogando minhas vontades nas ilusões de um prazer passado. Afinal, talvez o contrário também funcione. Ficarei bem e feliz, com passarinhos, campos floridos e freiras taradas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4347702941676018135-1818079199533430962?l=folhetinsanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://folhetinsanos.blogspot.com/feeds/1818079199533430962/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4347702941676018135&amp;postID=1818079199533430962&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4347702941676018135/posts/default/1818079199533430962'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4347702941676018135/posts/default/1818079199533430962'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://folhetinsanos.blogspot.com/2010/07/tanto-faz.html' title='Tanto faz'/><author><name>Rodolfo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06723250135310569352</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_LDwMFUTzBuI/SUKDcJztHrI/AAAAAAAAAA8/zsOjcJALN6k/S220/DSC00411.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4347702941676018135.post-1312315649271942129</id><published>2010-02-08T20:48:00.003-02:00</published><updated>2010-02-08T20:50:40.198-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões'/><title type='text'>O Movimento</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_YmyMzW19Jbw/S3CU3SAcaZI/AAAAAAAAACI/peK9LGVX9EA/s1600-h/s%C3%ADsifo.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 286px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_YmyMzW19Jbw/S3CU3SAcaZI/AAAAAAAAACI/peK9LGVX9EA/s320/s%C3%ADsifo.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5436008427683604882" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De certa forma há sempre aquilo que não foi dito ou que se gostaria de dizer, agir, mostrar, enfim, restos intocados de uma situação lamentável por seu final, sempre trágico, que acontece por, ironicamente, não haver mais nada a dizer, fazer ou mostrar. E todo final tem esse gesto de fácil compreensão que é o de "deixar de...", seja pelas convenções do que é possível, do que se deve ou apenas por preservação da moral, do humor ou da consciência. Há quem prefira afirmar  inconsistentemente e acolher uma culpa que não existe apenas para não perder o pouco que tem a custo da verdade, que um lado não sabe que existe e o outro finge que não vê. As relações humanas tem dessas coisas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E no fim das contas, que geralmente não é o fim de nada, soma-se muito para totalizar o mesmo. Para onde vão todos os coeficientes é um mistério. Armazenam-se não sabemos onde para ressurgirem não sabemos como exatamente no momento que temos certeza de nossas certezas. E então os coeficientes as quebram, nos deixando em outro lugar mas exatamente na mesma condição: a de nos vermos novamente começando. É aí que entram as divisões, essa taxonomia ineficiente de classificarmos cada fracasso ou vitória como final ou início quando tudo isso não passa de uma certa forma de consolo. O chão é sempre o mesmo, assim como o que há abaixo e acima dele. O homem também é sempre o mesmo, ensimesmado e olhando para o que lhe convém, fiel ao que arrasta atrás de si e ansioso pelo que espera vir, crente de serem seus passos os responsáveis pelo movimento do mundo, sem saber que quanto mais andar em frente, maior a chance de acabar no mesmo lugar de onde saiu. A única verdade revelada ao se provar a fisionomia redonda do planeta e, consequentemente, da vida de cada um.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada mudou. Descobrimos coisas sobre nós mesmos apenas para percebermos que, na verdade, sabemos cada vez menos. Outro coeficiente que se perde numa totalização de nada. O benefício de ver realmente o que existe é a recompensa da descrença, ainda que a crença esteja armazenada não sabemos onde, esperando para ressurgir não sabemos como quando temos certeza de nossas mais novas certezas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo isso para dizer que não há certeza alguma, assim como não existe início, fim, mérito, sorte ou acaso. As coisas acontecem sem motivo. Assim, aceito o que chega como aceito o que se vai, sem mais desprezos, análises ou sentimentos. Só se aprende a receber quando se aprende a perder. A filosofia é besta, a vida é inventada e tudo que fazemos ao analisar os outros é analisarmos a nós mesmos. Há um pouco de todos em tudo e vice-versa, pois só tocando é que conhecemos o mundo e descobrimos que o que existe são os nossos movimentos ao redor de nossas aspirações.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4347702941676018135-1312315649271942129?l=folhetinsanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://folhetinsanos.blogspot.com/feeds/1312315649271942129/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4347702941676018135&amp;postID=1312315649271942129&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4347702941676018135/posts/default/1312315649271942129'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4347702941676018135/posts/default/1312315649271942129'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://folhetinsanos.blogspot.com/2010/02/o-movimento.html' title='O Movimento'/><author><name>Dógui</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05195772382422327732</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_YmyMzW19Jbw/SXEshXvMfvI/AAAAAAAAAA4/JDuvDgYDTV4/S220/031.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_YmyMzW19Jbw/S3CU3SAcaZI/AAAAAAAAACI/peK9LGVX9EA/s72-c/s%C3%ADsifo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4347702941676018135.post-9082314254285489416</id><published>2010-01-29T02:13:00.002-02:00</published><updated>2010-01-29T02:17:42.667-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões'/><title type='text'>Poesia</title><content type='html'>É um mistério, você, que é o lado esquerdo sem ser canhota. E esse seu silêncio barulhento a respeito das coisas subentendidas, sonhando acordada e vivendo de olhos fechados, desacreditando todos os sentidos. É um mistério, você... Um mistério construindo sempre na diagonal, abolindo o horizontal monótono, destruindo o vertical que te amedronta, desenhando com baldes o caminho à frente dos seus pés mesmo sabendo que ele é impossível de ser criado de acordo com as vontades. E ainda assim você se move imperceptível entre as partes, como o percurso da luz entre objeto e reflexo.&lt;br /&gt;Um mistério, você...&lt;br /&gt;Você e suas sete sombras, seus passos dançados no teto que, em sua qualidade misteriosa, fazem sentido apenas àqueles a quem você resolve se mostrar. Uma vitória-régia no ceu, suportando de uma multidão os sonhos que flutuam até sua superfície, habilidosamente, sem afundar-se e perder-se no imenso espaço que a cerca e a espreita; as estrelas que tanto busca e admira e das quais tem tanto receio de tocar... &lt;br /&gt;No entanto, em outros momentos, você é quieta, morna. A folha que não compreende a ausência de vento e que já não cai nem se move. De repente seu mundo fica igual ao de todos. Por um lado você se convence de que é certo, mas há o seu íntimo que pede o avesso, as coisas no chão, a chuva de lado molhando um só lado do corpo. É aí que você sorri, quando põe cores no cinza sem graça do dia de todo o mundo. E isso é seu e é lindo, sereno. É a poesia que você exerce em gestos objetivos ainda que incompreensíveis. São os versos que você tira da terra com as mãos em concha e joga entre todos, em pequenos punhados, em paz.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4347702941676018135-9082314254285489416?l=folhetinsanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://folhetinsanos.blogspot.com/feeds/9082314254285489416/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4347702941676018135&amp;postID=9082314254285489416&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4347702941676018135/posts/default/9082314254285489416'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4347702941676018135/posts/default/9082314254285489416'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://folhetinsanos.blogspot.com/2010/01/poesia.html' title='Poesia'/><author><name>Dógui</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05195772382422327732</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_YmyMzW19Jbw/SXEshXvMfvI/AAAAAAAAAA4/JDuvDgYDTV4/S220/031.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4347702941676018135.post-1451328914026142678</id><published>2010-01-09T12:07:00.004-02:00</published><updated>2010-01-09T12:58:33.358-02:00</updated><title type='text'>Parceirinha</title><content type='html'>Não tenho mais presentes para te dar, por isso, tudo o que posso fazer é aproveitar minhas pequenas e esporádicas epifanias inspiracionais para te fazer uma pequena homenagem nesse canto empoeirado da internet que pertence a mim e mais três. Mas tenho certeza de que eles não vão se incomodar em receber alguém por quem tenho tanto carinho.&lt;br /&gt;Infelizmente preciso te desmentir. A minha intenção é não transformar esse texto em um bando de palavras sobre a minha pessoa. Você, no momento, é o foco principal. Por isso fico só com um pedacinho do teu espaço. No começo do ano foi publicado no Puro Charme um desabafo sobre minha partida com uma série de afirmações que, de certa forma, são equivocadas. Você disse que, quando faço algo, sou o melhor nisso. Não é verdade. Acontece que eu me dedico ao que faço - principalmente ao que gosto - integralmente. Para certas coisas, meus dias tem mais de vinte e quatro horas. Já o resto das afirmações creio serem verdade. Dizem os mais antigos que a beleza está nos olhos de quem vê, por isso não a culpo por me transformar em algo que não acredito ser. A isso, meus sinceros agradecimentos. E fica por aqui o meu protesto que não é protesto, apenas um choro de quem perdeu pra uma declaração tão bonita.&lt;br /&gt;Mas você... Que não fez com que o ano em que estivemos juntos passasse rápido, mas o transformou em algo extremamente fácil de lidar. Durante cada dificuldade são pequenas coisas que nos motivam a continuar. E você, pequena, me fez levantar o queixo incontáveis vezes quando o peso se tornava praticamente insuportável. Me corrigiu a postura e, quando necessário, um tapa na cara para eu parar de reclamar. Ou para mostrar quem manda, não sei. Eu não danço, mas você sim. E com propriedade. Uma bailarina mais moderna que aprendeu a sambar nesse carnaval constante que é a vida de quem tem muito mais do que aparenta. Um carnaval que corre sem pensar que, mais à frente, existe uma ameaçadora quarta-feira de cinzas. E se essa quarta-feira chega na sua frente, com a mesma classe imperturbável você a contorna, sabendo que toda "tristeza é um intervalo entre duas felicidades". &lt;br /&gt;Se há algo em você que eu admiro é a sua capacidade de dar felicidade ao outro sem se privar dela. Sua capacidade de carinho regida por uma fidelidade extremamente verdadeira com o que o recebe e consigo mesma. Mais do que amiga, você é cúmplice e isso é verdadeiramente bonito, mas ao mesmo tempo é grave. A isso te peço apenas cuidado. Se te invejo é somente porque você sabe ser você, sem dar muita bola para o pensamento dos diversos outros que também te invejam. Mas a minha inveja é boa, de querer bem, só outro nome para uma "admiração exagerada".&lt;br /&gt;Eu não pretendo te falar o óbvio. Você é linda, física e moralmente. Isso é de conhecimento geral e não há quem discorde. Pode ser que exista quem torça o nariz, mas aí já é pura babaquice. É negar o que está na cara só para fazer birra. E eu discordo quando te chamam de princesa. Você não é bobinha nem boazinha. Você saca as coisas bem depressa e, de alguma forma, tem sempre algum plano para sair por cima. Fora que sabe judiar quando acha necessário. O teu silêncio foi, talvez, a coisa que mais tenha me machucado durante certo tempo. E princesas cantam bem.&lt;br /&gt;O que eu acho, na verdade, é que a nossa amizade funciona bem pois, a partir do momento em que percebemos que não seria possível sustentá-la a partir de pequenos gestos que não eram verdadeiramente nossos, decidimos ser sinceros um com o outro. Foi estranho no começo, mas funcionou. Quando eu mereço você me manda à merda e vice-versa. Entre a gente não existe o medo do ridículo, do fracasso, do julgamento. De peito aberto eu era contigo há muito tempo. Hoje, um com o outro, creio sermos do avesso.&lt;br /&gt;Por isso tenho por você um carinho imenso que é muitas vezes incompreensível para quem olha essa relação do lado de fora. E é bacana demais porque é algo nosso, particular, que não existe com mais ninguém. Pelo menos do lado de cá. Um tipo de amizade diferente que aprendi a desenvolver com outras pessoas. Você me ensinou, entre inúmeras outras lições, a ser simples, limpo, a amar quem eu chamo de amigo. E quando penso que você não pode se superar, eu me surpreendo. Até hoje acho impossível um coração enorme assim caber dentro desse toco de gente. Você não tem tamanho, mas tem colhão e isso merece respeito. Mas, novamente, por esse fato te peço cuidado.&lt;br /&gt;Você fez uma falta do cão para mim esse ano. Mas "os rumos, às vezes opostos, que a vida da gente possa tomar não interessam. Interessa é esse movimento natural de se voltar e sorrir, não importa de onde, com o mesmo sorriso e dizer: 'Hello, girl, anything I can do?'" A gente só se separa para se encontrar novamente.&lt;br /&gt;Essa tua personalidade feérica, fantasiosa é extremamente raro de se achar. Quanto a isso acho que posso me considerar uma pessoa de sorte.&lt;br /&gt;Qualquer dia desses a gente senta e eu te conto tudo sobre você, parceirinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em tempo: você só diz que é mais macho que eu e que tem um pau maior do que o meu porque tem inveja.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4347702941676018135-1451328914026142678?l=folhetinsanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://folhetinsanos.blogspot.com/feeds/1451328914026142678/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4347702941676018135&amp;postID=1451328914026142678&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4347702941676018135/posts/default/1451328914026142678'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4347702941676018135/posts/default/1451328914026142678'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://folhetinsanos.blogspot.com/2010/01/parceirinha.html' title='Parceirinha'/><author><name>Dógui</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05195772382422327732</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_YmyMzW19Jbw/SXEshXvMfvI/AAAAAAAAAA4/JDuvDgYDTV4/S220/031.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4347702941676018135.post-8220201984747584144</id><published>2009-12-12T17:40:00.000-02:00</published><updated>2009-12-12T17:42:42.168-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônicas'/><title type='text'>Brasileiro</title><content type='html'>O sujeito que o contratara por um salário mínimo lhe dissera que ele ainda tinha sorte, pois onde já se viu, contratar numa crise dessas que grassava o país. Era um sujeito que gostava de usar verbos desse tipo, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;aureliados&lt;/span&gt;, pomposos, que pareciam conceder dignidade às suas palavras, muito embora ele não chegasse a materializar em sua mente tais &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;abstrações&lt;/span&gt;. Grassar, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;retecer&lt;/span&gt;, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;conscupar&lt;/span&gt;; e por aí vai. E por detrás de sua cara amassada, toda a imponência autoritária, sim. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;Prerrogativa&lt;/span&gt; da qual ele se revestia no seu cargo. Ele &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;alí&lt;/span&gt;, sentado, com a gravata e a palavra, ao passo que os homens que passavam por sua mesa permaneciam mudos, na submissão que a ele agradava, a não ser por rompantes &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;monossilábicos&lt;/span&gt; do tipo “sim senhor” ou “não senhor”. Estivesse de bom humor, discorria também um pouco sobre os problemas do país. Culpava aos políticos, embora adorasse uma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;corruptela&lt;/span&gt; diária. Ostentava diplomas nas paredes – pintadas às pressas, de amarelo ocre – , todos falsos. Quem ousaria inquiri-lo sobre sua veracidade?&lt;br /&gt;Achava que ganhava pouco, e por isso era inflexível. Julgava sua empresa importante a ponto de proibir que os empregados manchassem o santo nome dela envergando seus uniformes nos mais “infames &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;botequins&lt;/span&gt;”.&lt;br /&gt;Ele, à frente do tal sujeito, murmurou um muito obrigado. Conseguira, mas conteve o entusiasmo, afinal foram três meses de gravatas e palavras. Tantos narraram as condições &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;socioeconômico&lt;/span&gt;-culturais da classe operária antes de brandir o típico “sinto muito” ou “você não se encaixa nos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;quesitos&lt;/span&gt; da corporação”. Não é preciso dizer que uma aura poética o havia rodeado. E isso o fez esquecer até mesmo da melancolia, poderia voltar a saborear o pão na chapa com mortadela daquelas de padaria mesmo. Poderia – há quanto tempo não o fazia – pegar um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;cineminha&lt;/span&gt; despretensioso no final de semana. Esticar pra uma porção de fritas e meia dúzia de garrafas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;geladíssimas&lt;/span&gt;. Pensar nisso o fez sorrir, lábios curvados tal qual arco de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;Eros&lt;/span&gt;. Ele não era burro, apenas não havia crescido num ambiente onde pudesse aprimorar sua educação. Faltava o tal canudo, mesmo sendo ele fervoroso devorador de livros. Resignava-se por saber das artes. De nada adiantava as belezas reconhecíveis de um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;Monet&lt;/span&gt;, as graciosas pinceladas de um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;Fragonard&lt;/span&gt;, a força de um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;Portinari&lt;/span&gt;; se sempre se sentia um Van Gogh, cuja morte solitária o provocava. Revoltava-o saber da literatura. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;Poe&lt;/span&gt;, Goethe, Kafka, Rachel de Queiroz, José de Alencar, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;Quintana&lt;/span&gt;. Pra quê, se seu sofrimento era extensão dos meandros literários?&lt;br /&gt;Sabia da dinâmica dos oceanos, da diferença entre evolução vertical e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;especiação&lt;/span&gt;, das relações &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;inseto&lt;/span&gt;-planta. Mas, dele só queriam a mecânica de seus braços. A força que engorda as barrigas e bolsos do sujeito que o contratara. Que paga as &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;gravatinhas&lt;/span&gt; de seda e ternos que escondem a burrice dos patrões.&lt;br /&gt;Já havia pensado em se atirar na frente do trem, como um desejo de retorno aos braços e seios maternos, e por que não, à vida uterina, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;indiferenciada&lt;/span&gt; e que todos iguala. Trem esse do sofrimento diário, do atropelamento metafórico. Não fosse o café com açúcar (a doçura na boca acalentadora do amargor da vida), tomado às pressas, não o aguentaria.&lt;br /&gt;Sabia como ninguém dar valor às trivialidades da vida, essa tão &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;efêmera&lt;/span&gt; e paradoxal.&lt;br /&gt;E, certo dia, no meio do balanço da condução, um pensamento abafado sob as discussões da novela começou a ganhar a cabeça do tal homem. Foi percebendo, com clareza, que seu vazio não era só &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;econômico&lt;/span&gt;. Estendia-se ao uniforme da firma em que fora contratado. Mero invólucro, dentro do qual ele se enfiava diariamente. O oco que o impedia de ser feliz. Resolveu, então, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;metamorfosear&lt;/span&gt;-se. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_26"&gt;Empupou&lt;/span&gt;, virou borboleta e voou. Era brasileiro, mas ser &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_27"&gt;pentacampeão&lt;/span&gt; não era suficiente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4347702941676018135-8220201984747584144?l=folhetinsanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://folhetinsanos.blogspot.com/feeds/8220201984747584144/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4347702941676018135&amp;postID=8220201984747584144&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4347702941676018135/posts/default/8220201984747584144'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4347702941676018135/posts/default/8220201984747584144'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://folhetinsanos.blogspot.com/2009/12/brasileiro.html' title='Brasileiro'/><author><name>Rodolfo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06723250135310569352</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_LDwMFUTzBuI/SUKDcJztHrI/AAAAAAAAAA8/zsOjcJALN6k/S220/DSC00411.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4347702941676018135.post-484678793728553850</id><published>2009-11-01T18:55:00.002-02:00</published><updated>2009-11-01T19:12:03.992-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões'/><title type='text'>Mas que merda, rapaz..</title><content type='html'>Acaba sendo assim. De tudo que se aprende nada funciona na hora da ação. Por mais que eu analisasse todas as possibilidades, revisasse todos os meus discursos mentalmente e me achasse preparado, a situação transformava meu preparo em um trabalho sem utilidade, me fazia uma pessoa cujo conhecimento da realidade era uma simples pretensão. A simplicidade não existe, assim como a facilidade. É tudo uma questão de sorte.&lt;br /&gt;E nesse meio tempo eu fico tentando entender por que certas coisas são como são. Eu, com todo o meu discurso, fico aqui quebrando a cabeça por causa de uma pessoa. Uma pessoa que nem o tempo e a ausência puderam afastar. Se eu durmo, penso nela. Quando acordo procuro notícias suas no espaço, algum recado e tudo que vejo é um nome escrito no ceu. Se a procuro, não a acho. Se a acho, ela está de partida. E quando tudo parece se encaixar ela aparece e me derruba, rindo. E eu sinto raiva dela, de mim, do mundo e tenho vontade de quebrar portas, janelas, rasgar papeis, fotografias e no fim, sempre, eu sinto falta dela. Ela me mata devagar todos os dias...&lt;br /&gt;Só que eu já disse tudo, já fiz tudo e ainda assim ela está longe. E é sempre essa sensação de miséria, de que, na vida dela, tudo está perfeitamente claro e limpo, enquanto eu, em um domingo a tarde, despejo uma paixão desigual em cima de algo que não ela, porque, talvez, ela achasse ridículo.&lt;br /&gt;Talvez eu tenha perdido. Me perdido. O fardo de quem fala sem pensar no que vem depois do ato. A consequência de um jeito imperdoavelmente louco, egoísta e solitário no meio do mundo. Uma vida que é do outro, para o outro e nunca para si mesmo, esse "eu" esquecido em algum lugar do passado, atrás de uma linha riscada no chão da adolescência.&lt;br /&gt;Mas ela não liga, não fala, ouve, mas não presta atenção, pensa, mas em outra coisa. E, no domingo de hoje, ela sossegada. Eu, não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem sabe não passa amanhã?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4347702941676018135-484678793728553850?l=folhetinsanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://folhetinsanos.blogspot.com/feeds/484678793728553850/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4347702941676018135&amp;postID=484678793728553850&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4347702941676018135/posts/default/484678793728553850'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4347702941676018135/posts/default/484678793728553850'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://folhetinsanos.blogspot.com/2009/11/mas-que-merda-rapaz.html' title='Mas que merda, rapaz..'/><author><name>Dógui</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05195772382422327732</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_YmyMzW19Jbw/SXEshXvMfvI/AAAAAAAAAA4/JDuvDgYDTV4/S220/031.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4347702941676018135.post-3591327614143171940</id><published>2009-10-26T23:54:00.004-02:00</published><updated>2009-10-27T00:36:08.650-02:00</updated><title type='text'>Nostalgia</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;(...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dei-me conta de que havia esquecido um lado importante da vida, me esquecia de ler. Explico melhor, afinal, leio como um condenado para os meus parâmetros hoje. Esqueci de ler meus companheiros, meus melhores amigos. Havia esquecido o quão bela é a nossa amizade e o quão belo esses malandros escrevem. Que saudade de sentir o refúgio de suas palavras. Essa vida intensa me acaba, toma conta de mim e de meus pensamentos, devo simplesmente colocar minhas memórias numa caixa ao fundo do armário, reabrindo-a como um albúm de infância ao relento da memória? Absolutamente, não! Que saudade de extrair os sentimentos em palavras.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Será essa vida a melhor escolha? Nostalgia dos tempos de "escritor", preciso voltar a ler.&lt;br /&gt;Maldita sociologia! Posso ficar horas e horas discutindo sobre a relação dos indivíduos com o mundo social, sobre o quão a cultura molda os indivíduos, sobre como somos etnocêntricos em muitos momentos, sobre como o indivíduo é descontínuo, mas não consigo mais escrever um texto, ou o tão desejado por mim, o poema. Ah! Não!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Faulkner, Vinícios, ai vamos nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obrigado por me fazer lembrar desta vida, menina dos sonhos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4347702941676018135-3591327614143171940?l=folhetinsanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://folhetinsanos.blogspot.com/feeds/3591327614143171940/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4347702941676018135&amp;postID=3591327614143171940&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4347702941676018135/posts/default/3591327614143171940'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4347702941676018135/posts/default/3591327614143171940'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://folhetinsanos.blogspot.com/2009/10/nostalgia.html' title='Nostalgia'/><author><name>marcos.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02939184245877707372</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_60oyKWnofE4/SGZKW_JDYJI/AAAAAAAAAAY/R3Cqo6iHPw0/S220/_and_we_become_____by_lithp.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4347702941676018135.post-6825558922939902482</id><published>2009-10-13T01:32:00.010-03:00</published><updated>2009-10-13T03:25:00.596-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônicas'/><title type='text'>Ventania</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estavam lá os quatro, vencidos pelo tempo, cada qual na sua velhice. Vinham de longe - claro, tudo fica longe quando se tem a idade que eles tem. Gosto de observá-los como um terceiro - ou quinto, não sei - reparo nos trejeitos, como cada sorriso torto forma novos desenhos nas rugas de um; como o outro, de tempo em tempo ajeita cuidadosamente o bigode que cultiva; enquanto os outros dois dividem um maço de cigarro filtro amarelo. Conversam. Entre uma pigarreada e outra riem de uma época que agora só existe em suas memórias fracas e questionáveis. Calam-se ao mesmo tempo, como se tivessem combinado, e a fumaça desenha entre os quatro uma melancolia amarga ao passo que param para ouvir a serenata nostáligca que segue silenciosa na mesa. Restam apenas as bolachas úmidas dos chopes que escorrem espumas enquanto eu os observo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhando de longe, os velhos aparentemente relembram os tempos aureos, tirando sarro dessa juventude perdida. Mas os perdidos são eles. A terceira idade tinha chegado e não tinham tomado rumo na vida. Casaram-se, tiveram filhos e netos, mas não sabiam que diabos tinham ainda para fazer nesse mundo. O que pairava era a sensação de que ainda estavam por fazer algo grandioso, só não sabiam o que, nem quando. Cada um carregava em suas costas a própria cruz, em seus olhos pesados o conhecimento penoso de uma existência caótica e nos seus lábios secos e cansados de discussão, os sermões que antes proclamados com vigor, eram agora apenas inutilidades verborrágicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estavam cansados, eu sei. Cansaram-se de escolher caminhos, de se apaixonarem, de discutir futebol e sexualidade, não se importavam mais se a culpa era do caos ou se o princípio era genético. Apenas agravavam suas feridas naquele silêncio perturbador, a perda da inocência, a falta de sentido, "a militância eterna". O niilismo barato já não servia mais àqueles velhos que antes achavam que podiam tudo. Mártires por excelência, hipócritas e egoístas, apreciaram a angústia por um momento, até que um deles olhou o relógio de pulso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A despedida ainda continuava a mesma, mesmo após quarenta anos de encontros esporádicos, cada vez mais distantes um do outro. Um deve partir pois não pode se atrasar para o encontro familiar, os outros três aproveitam a deixa. Nesse momento, cada um levanta na velocidade que a coluna permite, apoiam-se nas cadeiras e um no outro. Um beijo, um abraço longo, e me vem à mente algo que Machado de Assis disse sobre o vento: "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;A dispersão não lhes tira a unidade, nem a inquietude a constância&lt;/span&gt;".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os velhos pagam a conta e saem, me viro para minha mesa de amigos. Marcos, Rodolfo, Guilherme e eu brindamos à nossa própria sorte.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4347702941676018135-6825558922939902482?l=folhetinsanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://folhetinsanos.blogspot.com/feeds/6825558922939902482/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4347702941676018135&amp;postID=6825558922939902482&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4347702941676018135/posts/default/6825558922939902482'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4347702941676018135/posts/default/6825558922939902482'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://folhetinsanos.blogspot.com/2009/10/ventania.html' title='Ventania'/><author><name>Yujistock</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11709655413526900860</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_tb4xmuWERUY/R2dCwnUy2oI/AAAAAAAAAAs/lg4bAbhQaIg/S220/woodstock.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4347702941676018135.post-2265582788469356411</id><published>2009-10-10T15:40:00.003-03:00</published><updated>2009-10-10T16:09:29.901-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônicas'/><title type='text'>Lições</title><content type='html'>Não se pode esquecer que as coisas são como são. A possibilidade da mudança é apenas uma possibilidade e a mudança é uma ilusão, um eco. Sonhos, pensamentos e preces continuarão sendo sempre sonhos, pensamentos e preces. Por isso é melhor que os tenhamos e as façamos em silêncio. O ridículo é uma realidade em potencial, vindo à tona sempre que nos expomos e contamos aquilo que esperamos em nosso íntimo.&lt;br /&gt;E ainda que procuremos algo a dizer, nos veremos de frente para uma parede que não tem nem sombra. Não é possível ao menos um reflexo. Talvez o que reste a dizer é: não espere, não precise, não fale, não dependa. E se prepare ao seu modo, com uma disciplina religiosa. Não tenha paciência, não tenha fé, não se desculpe. O caminho para frente é duro, é cruel e irá machucá-lo a cada passo através de lembranças e pegadas. Mas é o único caminho existente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não foi esse o método que escolhi quando tive a chance de escolher. Preferi acreditar que os caminhos são muitos e que, por mais que me machucassem, chegariam, eventualmente, ao fim. Resolvi acreditar que a mudança acontece a todo instante e que o ridículo é apenas momentâneo, suportável, e seria possível rir dele depois de um tempo.&lt;br /&gt;Decidi que sempre é possível dizer tudo. E aquilo que já foi dito antes poderia ser colocado de forma diferente, na ideia de reforçar, reafirmar, consolidar um sentimento, um pensamento, uma crença, e que isso seria sempre válido. Eu sabia da existência da parede e, até encontrá-la, tive em mim a certeza de que nenhum obstáculo seria intransponível. Contei a todos os meus sonhos, meus pensamentos e minha fé. Me expus. Esperei, precisei, falei e dependi. E vi que a parede tinha sombra e ela cobria tudo que eu havia deixado atrás de mim: desculpas, confissões, memórias...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o que eu posso dizer é que, de um jeito ou de outro, o caminho é o mesmo não importa a forma com a qual você o encare. E é estreito demais para seguir de outro jeito que não sozinho. Por mais que eu tenha tido paciência, me estressei. Por mais que eu tenha me desculpado, me arrependi de tê-lo feito. Por mais que eu tenha rido, eu tive uma fúria cega que não distinguia nada à sua frente. Porque não importa o que se faça, o que se sinta, o que se pense: a solidão é inevitável. E ela tem no rosto uma expressão de quem diz: "não me leve a mal, é assim que as coisas são".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então levem como quiserem levar. Não há moral no fim da história, não há lição a se aprender, por isso sejam como quiserem. Todos os caminhos são iguais, todas as pessoas são iguais e, por mais incríveis que sejam, insensivelmente o deixarão como estava antes de encontrá-las: só. E nós, em nossa inocência - ou incapacidade de aceitar o mundo, ou incompreensão diante de mistérios maiores que nós - continuaremos a acreditar na possibilidade da mudança por meio de nossos sonhos, palavras, gestos ou pensamentos. Nossa ternura é vista apenas pelo canto dos olhos, pelo franzir de sobrancelhas. Somos estranhos em nossas crenças pois rezamos a um deus que só existe para nós e que responde apenas à nossa sandice. Eu, por minha vez, mudei. Quem sabe apenas instantaneamente, pois a possibilidade da mudança é apenas uma possibilidade, e a mudança é apenas uma ilusão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4347702941676018135-2265582788469356411?l=folhetinsanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://folhetinsanos.blogspot.com/feeds/2265582788469356411/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4347702941676018135&amp;postID=2265582788469356411&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4347702941676018135/posts/default/2265582788469356411'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4347702941676018135/posts/default/2265582788469356411'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://folhetinsanos.blogspot.com/2009/10/licoes.html' title='Lições'/><author><name>Dógui</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05195772382422327732</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_YmyMzW19Jbw/SXEshXvMfvI/AAAAAAAAAA4/JDuvDgYDTV4/S220/031.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4347702941676018135.post-2323701905700496665</id><published>2009-10-07T18:35:00.002-03:00</published><updated>2009-10-07T19:17:18.321-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônicas'/><title type='text'>Aos meus queridos mineiros</title><content type='html'>Sei também que a partir daquele dia nos fizemos amigos. Amigos, pois, desde o primeiro choro. Amizade que nunca sofrera pausa, embora &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;imaginosa&lt;/span&gt;.  Vale dizer quase amigos de infância, se pensarmos na graciosa efemeridade do tempo, esse sim astuto com suas ampulhetas, sabido como só ele, nos nossos joelhos rotos de tardes de futebol, das batalhas de gude, de disputas quixotescas pueris.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Melancolicamente, seguimos correntes divergentes. Talvez pelo fato de sabermos que, quando menos esperaríamos, nossas andanças convergissem. E então relembraríamos, guardadas nítida e caprichosamente, as &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;bonitezas&lt;/span&gt; espontâneas de aventuras passadas. Riríamos, primaveris. Afinal, creio eu, se extende o étimo das palavras às amizades. Originadas do nada, irradiadas ao infinito. Deve ser por isso o vazio. Deve ser por isso a neblina.&lt;br /&gt;Pudera eu brincar com o mar, deixando os deveres se cumprirem sozinhos; somente para me sentir melhor. Quisera eu, nas mesinhas, aquelas de plástico mesmo, pedir quatro copos duas garrafas. Beberíamos ao nada, no vaivém das bundas na calçada. Citaríamos a literatura, cada qual puxando a sardinha pro seu lado. Discutiríamos polêmicas, já embriagados. Trivialidades iriam e voltariam no passo apressado dos goles. Mulheres, mulheres, mulheres. E, somente com a certeza do retorno, faríamos a despedida. -Mais uma, pra fechar!&lt;br /&gt;E então o poeta, o latino, o japonês e eu nos abraçaríamos. Felizes. Integralmente. Satisfeitos, ficaremos. Como quatro irmãos de sangue, verdadeiros mineiros, na hulha que nos foi honrada. Afinal, disse Cícero, Verae amicitiae sempiternae sunt.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4347702941676018135-2323701905700496665?l=folhetinsanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://folhetinsanos.blogspot.com/feeds/2323701905700496665/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4347702941676018135&amp;postID=2323701905700496665&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4347702941676018135/posts/default/2323701905700496665'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4347702941676018135/posts/default/2323701905700496665'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://folhetinsanos.blogspot.com/2009/10/aos-meus-queridos-mineiros.html' title='Aos meus queridos mineiros'/><author><name>Rodolfo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06723250135310569352</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_LDwMFUTzBuI/SUKDcJztHrI/AAAAAAAAAA8/zsOjcJALN6k/S220/DSC00411.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4347702941676018135.post-2889997890798543597</id><published>2009-09-20T17:10:00.003-03:00</published><updated>2009-09-20T17:19:30.984-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Citações'/><title type='text'>Hélio Pellegrino: Carta-Poema</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_YmyMzW19Jbw/SraOCOnFy8I/AAAAAAAAABg/ydep9TQ7Vho/s1600-h/quatromineiros.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 215px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_YmyMzW19Jbw/SraOCOnFy8I/AAAAAAAAABg/ydep9TQ7Vho/s320/quatromineiros.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5383646573500943298" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Revivo aqui, 64 anos depois de escrita, a homenagem aos que a vida teve a graça e a malícia de colocar em meu caminho; o que ela reservou de melhor para que o dia sempre nascesse depois de todas as noites sombrias em que estivemos, os quatro, envolvidos desde que nascemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Fernando Sabino, meu amigo, as rosas estão frias&lt;br /&gt;E estremecem nas hastes como uma voz de eternidade.&lt;br /&gt;Não te contarei nada, ou quase nada.&lt;br /&gt;Nada adiantarei, nem de meus lábios sairá o aviso&lt;br /&gt;ou a presença,&lt;br /&gt;Nem o olhar entenderás - é tarde! Na Rua da Bahia&lt;br /&gt;é tarde,&lt;br /&gt;Faz tarde na Praça, nos bancos adolescentes, nas rosas&lt;br /&gt;e nos jardins,&lt;br /&gt;Nas fontes incansáveis é a tarde a marulhar o crepúsculo&lt;br /&gt;entre flores.&lt;br /&gt;Uma vez houve flores reais, não puras abstrações&lt;br /&gt;de quem soluça.&lt;br /&gt;Nesse tempo, Fernando, tudo era leve, calmo e exato.&lt;br /&gt;A alma se alimentava da tempestade,&lt;br /&gt;Mas a tempestade é a fome das águias invencíveis.&lt;br /&gt;Nesse tempo, havia a glória e havia a morte.&lt;br /&gt;A voz de meus amigos era quente de poesia,&lt;br /&gt;Sua áspera ternura me inundava.&lt;br /&gt;E de sua revolta saltavam os artigos,&lt;br /&gt;As confissões, os diários, os poemas.&lt;br /&gt;Lembra-te, Otto? A manhã no Parque,&lt;br /&gt;Cintilante como uma aurora que nascesse muda,&lt;br /&gt;Calma e grave, na agitação dos momentos supremos?&lt;br /&gt;Os caminhos da terra eram ampliados pela dor que &lt;br /&gt;nos possuía,&lt;br /&gt;Conquistávamos o mundo e o perdíamos num sorriso&lt;br /&gt;sem segredo,&lt;br /&gt;Avançávamos no tempo e o tempo nos acolhia&lt;br /&gt;distribuindo seus frutos,&lt;br /&gt;Amargos ou doces, escorrendo uma experiência para sempre.&lt;br /&gt;Nestas horas os compromissos com o futuro se enriqueciam&lt;br /&gt;no sangue,&lt;br /&gt;As palavras vinham carregadas de uma firmeza&lt;br /&gt;que não há mais.&lt;br /&gt;Nenhum atropelo, nenhum cansaço, nenhum amor.&lt;br /&gt;Solitários e puros,&lt;br /&gt;Nascíamos para a vida como quem recebe uma herança&lt;br /&gt;e a despreza.&lt;br /&gt;Tu, Otto, tinhas nas mãos o grande fogo sinaleiro,&lt;br /&gt;Capaz de acender na noite a vasta bandeira das conquistas.&lt;br /&gt;Carregavas nos lábios um sabor de aventura e de tédio,&lt;br /&gt;E de teus braços esguios brotavam marujos acostumados&lt;br /&gt;à peleja do mar.&lt;br /&gt;Eras belo como uma flor rebelada,&lt;br /&gt;Puro como um jato de aurora,&lt;br /&gt;Limpo e profundo como a água onde os musgos envelhecem.&lt;br /&gt;Nada te detinha, e nos cafés como no quarto eras&lt;br /&gt;o mesmo punho aceso,&lt;br /&gt;A mesma coragem e o mesmo heroísmo que te fazia&lt;br /&gt;o querido entre todos,&lt;br /&gt;O amado entre todos, o procurado, o puro.&lt;br /&gt;Tua estirpe era a melhor e a mais lúcida,&lt;br /&gt;Tua estrela a mais rubra, se bem que a mais frágil,&lt;br /&gt;Tua voz a mais velada, se bem que a mais firme,&lt;br /&gt;A mais clara, a mais carregada de esperança, a mais ouvida.&lt;br /&gt;Nem um momento te arrastavas. O teu vulto negro&lt;br /&gt;ainda se projeta&lt;br /&gt;Como um grito de perenidade.&lt;br /&gt;O teu capote encharcado de estrelas,&lt;br /&gt;A voz rouca embebida de caminhos inesperados,&lt;br /&gt;A fé no teu Deus, a confiança na Caridade,&lt;br /&gt;o irrevelado amor pelos homens.&lt;br /&gt;E tu, Fernando, príncipe encantado surgido entre lírios,&lt;br /&gt;Pálido cavaleiro que se arrasta entre o blue&lt;br /&gt;e uma sinfonia desesperada,&lt;br /&gt;O incompreendido, o querido vulto mundano&lt;br /&gt;que arrebenta nos salões&lt;br /&gt;Como uma rosa de inverno, sufocada e pura ainda,&lt;br /&gt;apesar da sevícia.&lt;br /&gt;Teu sonho resplandece sempre, cavaleiro armado de prata,&lt;br /&gt;Teu sorriso é uma fogueira, uma mensagem e um apelo.&lt;br /&gt;De tua infância quieta tens a fronte pensativa&lt;br /&gt;E as mãos enormes, interrogativas e espalmadas.&lt;br /&gt;Os caminhos te legaram músculos longos e ligeiros,&lt;br /&gt;Sabes nadar, medes a direção do vento e conheces&lt;br /&gt;os caminhos do mar.&lt;br /&gt;No entanto te perdes, amigo,&lt;br /&gt;E tua bússola não é mais do que um catavento alucinado,&lt;br /&gt;A tua segurança se refaz em passo de bêbado&lt;br /&gt;e se amplia na aurora,&lt;br /&gt;Teu vulto se desenhando nítido e inesquecível&lt;br /&gt;entre as árvores.&lt;br /&gt;Nada sabes, e és a sabedoria, o consolo e a palavra.&lt;br /&gt;Te lembras, amigo? Na bicicleta de fogo varamos&lt;br /&gt;a madrugada intraduzível,&lt;br /&gt;Consultamos o frio dos astros e nos precipitamos &lt;br /&gt;enlouquecidos.&lt;br /&gt;Nossas confidências venciam o vento e caíam por terra&lt;br /&gt;como um fruto farto.&lt;br /&gt;Então eras o príncipe comandando o seu reinado,&lt;br /&gt;Eras o sábio penetrando os arcanos da vida,&lt;br /&gt;Eras o irmão, carne da mesma carne, raça da mesma raça,&lt;br /&gt;Superando o silêncio e a morte.&lt;br /&gt;E tu, Paulo, dor de minha ternura, ternura desta mágoa,&lt;br /&gt;Tu pequeno, ardendo entre ciprestes&lt;br /&gt;de uma cidade desconhecida.&lt;br /&gt;Tu que carregas os nossos destinos e por isso repousas,&lt;br /&gt;E por isso te deitas na relva, fixando o sol de fogo&lt;br /&gt;Que oscila sobre a tua amorável cabeça.&lt;br /&gt;És triste, Paulo, e por isso te compreendo&lt;br /&gt;Apenas nas horas em que a madrugada fertiliza as encostas.&lt;br /&gt;És profundo e grave, e por isso o teu gesto às vezes dói&lt;br /&gt;Como quem se despede e vai para longe.&lt;br /&gt;És generoso mas tímido, tens medo&lt;br /&gt;E por isso há em ti a contextura dos heróis,&lt;br /&gt;Dos que se arriscam, dos que não temem,&lt;br /&gt;dos que se precipitam&lt;br /&gt;E dos que se perdem.&lt;br /&gt;Ainda embarcarás. Ouço já o teu grito&lt;br /&gt;comandando a largada - e fico triste.&lt;br /&gt;Violarás portos sem nome e te renderás escravo.&lt;br /&gt;Depois, a vitória. Pois a vitória está contigo,&lt;br /&gt;No teu gesto de desmedida loucura,&lt;br /&gt;Na tua roupa de marinheiro,&lt;br /&gt;na tua vocação de esquecimento,&lt;br /&gt;Na tua voz que despreza para amar numa ardência secreta,&lt;br /&gt;No teu jeito de olhar, esquivo movimento&lt;br /&gt;de quem se furta ao efêmero&lt;br /&gt;Para se entregar após, fecundo e grande,&lt;br /&gt;ao tempo sem tempo ou território.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para vocês três, o coração cheio de ternura de sempre.&lt;br /&gt;Gui.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4347702941676018135-2889997890798543597?l=folhetinsanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://folhetinsanos.blogspot.com/feeds/2889997890798543597/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4347702941676018135&amp;postID=2889997890798543597&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4347702941676018135/posts/default/2889997890798543597'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4347702941676018135/posts/default/2889997890798543597'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://folhetinsanos.blogspot.com/2009/09/helio-pellegrino-carta-poema.html' title='Hélio Pellegrino: Carta-Poema'/><author><name>Dógui</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05195772382422327732</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_YmyMzW19Jbw/SXEshXvMfvI/AAAAAAAAAA4/JDuvDgYDTV4/S220/031.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_YmyMzW19Jbw/SraOCOnFy8I/AAAAAAAAABg/ydep9TQ7Vho/s72-c/quatromineiros.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4347702941676018135.post-7549169234005586487</id><published>2009-06-28T16:50:00.001-03:00</published><updated>2009-06-28T16:51:14.679-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônicas'/><title type='text'>Inevitabilidade.</title><content type='html'>Que podiam fazer? Não era prostração, não se perdiam. A mesa olhava curiosa os olhares fixos no nada dos quatro que a cercavam. Passivos. Vez ou outra podia se perceber os olhos fechados de um deles, atento à música. Lembravam-se de futuros imaginados milhares e milhares de vezes nos instantes de solidão, como era o caso agora. Tinham um ao outro, mas sempre falta alguém no coração dos que os sonhos tornam passíveis. Quatro pobres, molhando os dedos no suor do chope.&lt;br /&gt;Aquela seria então sua militância eterna. Por aquilo lutaria toda sua vida até que não restasse mais nada de si ou do sonho, até que morresse ou morressem os outros. Teria por fim aquela justa de manter por perto o que a vida, em seus sopros de medo e incerteza, insiste em levar para fora do alcance das mãos. Até então não entendiam que aquilo também era uma forma de amadurecimento: perder.&lt;br /&gt;Qual... Ocasionalmente se olhavam sem expressão, tal como animais que, diante da morte, sabem seu destino. Viam os risos dos outros sem entender, ouviam suas histórias que contavam erguendo os punhos, gesticulando ferozmente fatos merecedores de silêncio. Existem momentos em que qualquer palavra é sem sentido e, se pronunciada, perde seu valor, tendo em vista a gravidade da hora em que se encontra. Por muitas vezes - e eles sabiam disso - qualquer esboço de pronúncia arruína um momento.&lt;br /&gt;Seja então o silêncio a condição da união. Não é preciso dizer nada. Muito do que sentimos se perde sem a merecida magnitude ao transmutarmos dores em sentenças. Mas não aprendemos e não aprederemos nunca...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De alguma forma seguimos repetindo erros na esperança de que a exceção, algum dia, se transforme em regra e vejamos, finalmente, versos mudarem opiniões. Nunca...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós, pobres, seres que choram palavras, os eternos errantes entre iguais que já não querem mais ler. Erraremos sempre em favor de nossa tola e infantil espera. Seja esse o marco zero do infinito funeral de nossas memórias. No fundo nada nunca muda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deitemos, sonhemos. Que podemos fazer? Nunca estivemos tão próximos de nossa própria verdade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4347702941676018135-7549169234005586487?l=folhetinsanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://folhetinsanos.blogspot.com/feeds/7549169234005586487/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4347702941676018135&amp;postID=7549169234005586487&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4347702941676018135/posts/default/7549169234005586487'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4347702941676018135/posts/default/7549169234005586487'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://folhetinsanos.blogspot.com/2009/06/inevitabilidade.html' title='Inevitabilidade.'/><author><name>Dógui</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05195772382422327732</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_YmyMzW19Jbw/SXEshXvMfvI/AAAAAAAAAA4/JDuvDgYDTV4/S220/031.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4347702941676018135.post-3100994484266447245</id><published>2009-06-12T18:28:00.005-03:00</published><updated>2009-06-12T19:20:19.947-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões'/><title type='text'>O homem antônimo</title><content type='html'>Era o homem-&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;antônimo&lt;/span&gt;, insistia com a existência da crase mesmo após ela ser declarada extinta. Torcia pela chuva, quando o dia o amanhecia sob os feixes de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;Hélios&lt;/span&gt;. Chorava ao ver qualquer filme com trilha do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;Enio&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;Morricone&lt;/span&gt;. Ia à praia pra ficar enterrado na areia. Dormia sujo, mas tinha mania de limpeza. Comprava livros e mais livros, embora não os lesse. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;Fazia&lt;/span&gt; planos de viajar, mas intimamente sabia que nunca se afastaria de lá. Abria a janela para o vento entrar, de cachecol e pantufas. Ria pra agradar falsos amigos. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;Fazia&lt;/span&gt; cursos de culinária, mas mal sabia afiar uma faca. Se dizia a "nata pensante", mas assinava revistas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;tendenciosas&lt;/span&gt;. Criticava o conformismo da sociedade, mas não tinha opinião própria. Comia no banheiro, pra economizar tempo. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;Colecionava&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;gadgets&lt;/span&gt;, mesmo sem ao menos saber o conforto que um abraço pode trazer. Usava remédios pra dormir, mesmo não sofrendo de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;insônia&lt;/span&gt;. Tirava fotos, na esperança de um falso sorriso o convencer de que sua vida era feliz o suficiente. Citava a simplicidade, sempre que podia. Gostava das filas do banco, especialmente em dia de pagamento. Torcia pra Argentina. Mas não era do contra, só oscilava. Até suas oscilações eram &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;antônimas&lt;/span&gt;. Conversava sobre tudo, mesmo que isso nunca o levasse a nada. Talvez só pensasse sem agir. Quiçá seu eu real se escondesse por detrás de múltiplas facetas, estarrecidas com a frequente oposição de valores, de regras. E, mesmo sabendo que a mudança constante tem um quê de evolução, negava a si mesmo novas oportunidades. Jamais havia se apaixonado. Temia ser largado. Mais que tudo, de ser trocado. Mas saía de qualquer relacionamento assim que sentia a iminência de se sentir completo. Não se permitia a erros, embora repetisse os mesmos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;tropeços&lt;/span&gt; inconscientemente. Sentia-se incapaz de agir &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;inatamente&lt;/span&gt;, até seu coração era sistemático. Preferia evitar o primeiro passo. Não por ócio, era um descrente. Era um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;simbiótico&lt;/span&gt; de pequenas coisas, mas nessa parte, não o posso julgar. Sofria de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;desmazelos&lt;/span&gt; futuros, alimentava seu ódio pensando o quão o futuro seria pior que o "presente". Virou hipocondríaco, lógico. Em suma, não vivia. Para ele, claro. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;Costumeiramente&lt;/span&gt;, se mirava no espelho. Espelho. E no auge de sua infelicidade, talvez em alguma ranhura de testa, me fitava, com desprezo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4347702941676018135-3100994484266447245?l=folhetinsanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://folhetinsanos.blogspot.com/feeds/3100994484266447245/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4347702941676018135&amp;postID=3100994484266447245&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4347702941676018135/posts/default/3100994484266447245'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4347702941676018135/posts/default/3100994484266447245'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://folhetinsanos.blogspot.com/2009/06/o-homem-antonimo.html' title='O homem antônimo'/><author><name>Rodolfo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06723250135310569352</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_LDwMFUTzBuI/SUKDcJztHrI/AAAAAAAAAA8/zsOjcJALN6k/S220/DSC00411.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4347702941676018135.post-9186206678318804994</id><published>2009-06-08T02:03:00.007-03:00</published><updated>2009-06-08T02:17:46.071-03:00</updated><title type='text'>A própria sorte</title><content type='html'>Era o melhor dos tempos, o pior dos tempos, uma época de transição para alguns, a época para outros, enfim, uma época de grandes mudanças. Os velhos amigos perdiam o seu tempo, mas eram reproduzidos sempre no seu jeito, no seu discurso. Perdia-se a intimidade por um instante, o conforto do silêncio transformava-se em desconforto.&lt;br /&gt;Não sei o que fazer - pensou - talvez estivesse enganando a si mesmo ao evitar - evitar não - esquecer de pensar sobre os rumos da vida. Vivia tão intensamente a nova vida, a segunda vida, que aquela desejada antes perdera-se no esquecimento, era lembrada apenas ao sentar na mesa da cozinha, ao deitar na cama virado para o lado direito, ao ver uma foto daquilo que poderia ser o autor. A vida passada, cada vez mais ligada àquela, perdeu a conexão com a paixão. Talvez uma nova paixão se desenvolvesse, mas nem um pouco a altura da antiga.&lt;br /&gt;Deixar pra depois foi sempre uma atitude do garoto - quando eu mudar de casa eu vou aprender violão - mudou-se, e nada aconteceu. Os planos não eram concluídos.  Não sentia-se dono da própria sorte. Insólito, não sabia como terminar o texto.&lt;br /&gt;- Que merda.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4347702941676018135-9186206678318804994?l=folhetinsanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://folhetinsanos.blogspot.com/feeds/9186206678318804994/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4347702941676018135&amp;postID=9186206678318804994&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4347702941676018135/posts/default/9186206678318804994'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4347702941676018135/posts/default/9186206678318804994'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://folhetinsanos.blogspot.com/2009/06/propria-sorte.html' title='A própria sorte'/><author><name>marcos.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02939184245877707372</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_60oyKWnofE4/SGZKW_JDYJI/AAAAAAAAAAY/R3Cqo6iHPw0/S220/_and_we_become_____by_lithp.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4347702941676018135.post-5581164699715820785</id><published>2009-04-26T02:30:00.004-03:00</published><updated>2009-04-26T03:06:15.479-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônicas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cotidiano'/><title type='text'>Una cosa que me molesta</title><content type='html'>Me tornei epicurista, ao menos aos finais de semana. Afinal, embora o corpo insista em informar-me de seu eterno cansaço, a noite (diferenciada do dia somente pelo escuro, viste a atmosfera "ligeiramente" abafada, sustentada 24 horas por dia) permite que eu escolha, dentre os infinitos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;zigue-&lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;zagues&lt;/span&gt; de informações, uma. E, como todo indivíduo, munido do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;know&lt;/span&gt;-&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;how&lt;/span&gt; para o tal, escolho a que mais me toca. Simples raciocínio: sei que a minha percepção sensível é inata, assim como em todos os outros. Mas, vou além. Mantendo essa percepção, a persistência retida traz consigo algo incomparável, a impressão sensível na alma. E, como disse certa vez um grego metido a besta de nome Sócrates, da sensação vem aquilo a que chamamos lembrança. E, indubitavelmente, do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;coletivo&lt;/span&gt; de todas essas a que mais fundamenta tudo o que foi escrito antes, são vocês, AMIGOS. E nem preciso salientar o quanto, tanto já foi dito e ouvido. Muito menos mencionar a tal da saudade, ainda incompreensível à minha (limitada) reflexão. Coberto de carvão ou semelhante que o valha, me vejo como um mineiro, de lanterna na cabeça e picareta na mão, procurando lapidar das grossas paredes da amizade, tesouros &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;inestimáveis&lt;/span&gt; os quais guardarei na minha bolsa das lembranças. Preciosos, é isso que vocês são. Espero, pacientemente, que tudo esteja ó-cá por aí. E, porra, como eu queria compartilhar una &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;cerveza&lt;/span&gt; com meus colegas mineiros.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4347702941676018135-5581164699715820785?l=folhetinsanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://folhetinsanos.blogspot.com/feeds/5581164699715820785/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4347702941676018135&amp;postID=5581164699715820785&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4347702941676018135/posts/default/5581164699715820785'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4347702941676018135/posts/default/5581164699715820785'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://folhetinsanos.blogspot.com/2009/04/una-cosa-que-me-molesta.html' title='Una cosa que me molesta'/><author><name>Rodolfo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06723250135310569352</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_LDwMFUTzBuI/SUKDcJztHrI/AAAAAAAAAA8/zsOjcJALN6k/S220/DSC00411.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4347702941676018135.post-8054785584191880735</id><published>2009-03-26T18:08:00.002-03:00</published><updated>2009-03-26T18:31:39.412-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônicas'/><title type='text'></title><content type='html'>Não era questão de haver silêncio ou das palavras serem incessantes. Nos comunicávamos com o mundo físico apenas por uma necessidade, vivíamos mesmo era em uma realidade inventada, planejada minuciosamente no decorrer de instantes misteriosos em que não há uma regra pra tudo: improvisa-se de acordo com o que se recebe da vida. E foi assim que, de uma forma ou de outra, aprendemos a viver sem grandes preocupações. Uma tarefa, uma obrigação, mas nada insuperável, nada que fosse eterno. Nossa memória tinha de se ocupar com coisas mais importantes do que a incerteza.&lt;br /&gt;Andávamos em um passo acelerado demais para quem não queria deixar o outro, eu e a Amiga. Nos olhávamos curiosos e ríamos dessa curiosidade, como se ela fosse uma coisa constrangedora, desnecessária naquele momento. Ergui a mão para coçar o olho e vi uma mãe trazendo a filha pela mão. A criança gritava à figura materna um desejo importantíssimo e estava a ponto de chorar, de bater naquela mulher se fosse preciso. Só as crianças sabem desejar com verdade. A mãe, como toda mãe que, chegando o final da tarde vive também fora do mundo, negou, não verbalmente, mas ignorando a súplica voraz da criança. Trágica ou não, ri da cena. Pensei que é a ordem natural das coisas uma criança querer e a afirmação dessa ordem é a mãe negar. O troco surgirá de um rancor que, voluntário ou não, se manifesta anos depois. Mães negam aos filhos. Crescidos, são os filhos que negam as mães - e às mães, posteriormente, completando o ciclo.&lt;br /&gt;Naquele momento éramos crianças, aquela a quem escolhi chamar de Poesia e eu. Nos enchíamos de desejos e rogávamos a Deus ao mesmo tempo, em segredo, como o desejo deve ser mantido. De certa forma ouvíamos a voz risonha nos dizendo "não dá, não dá!"&lt;br /&gt;Nos calávamos mais intensamente. De súbito um céu de outono seguido de vento nos cortava os olhos. Os fechamos parcialmente. A criança tinha ido com sua mãe e o dia nos seguia lentamente em nossa marcha quase acelerada. O que restou no chão que pisamos foram os desejos que descartamos. Ficamos com os sonhos e com a nossa realidade fantasiosa, dos quais não nos separamos nunca e onde, incompreensivelmente, os desejos nos seguem de volta, nos alcançando mais rápido do que podemos imaginar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4347702941676018135-8054785584191880735?l=folhetinsanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://folhetinsanos.blogspot.com/feeds/8054785584191880735/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4347702941676018135&amp;postID=8054785584191880735&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4347702941676018135/posts/default/8054785584191880735'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4347702941676018135/posts/default/8054785584191880735'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://folhetinsanos.blogspot.com/2009/03/nao-era-questao-de-haver-silencio-ou.html' title=''/><author><name>Dógui</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05195772382422327732</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_YmyMzW19Jbw/SXEshXvMfvI/AAAAAAAAAA4/JDuvDgYDTV4/S220/031.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4347702941676018135.post-8101557772863498713</id><published>2009-03-23T21:54:00.003-03:00</published><updated>2009-03-23T22:07:22.371-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônicas'/><title type='text'>No mais, o aniversário</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os olhos ardiam devido ao forte sol que atravessava a janela, insistiam em se fechar, se era o cansaço ou o marasmo, não sabia. Parecia voltar da escola, estranho, pois esta acabara a dois anos atrás. embora a nostalgia fosse constante, não havia saudade, apenas satisfação. O amanhã lhe parecia mais interessante, não era promissor, somente diferente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre 365 possibilidades, veio ao mundo justamente neste dia. Poderia ter nascido no dia 12 de outubro, seria a eterna criança; primeiro de abril, o mentiroso nato; 25 de dezembro, o mártir da humanidade. No entanto, a aleatoriedade que rege o universo se fez presente pela segunda vez (já que mais incontáveis vezes estariam por vir) e nasceu num dia qualquer que não importaria a ninguém mais a não ser a si mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comemoração engraçada essa, uma convenção baseada em outra, marco que não faz sentido. Quantas vezes passara em branco esta data, sem nenhum profundo sentimento de que crescera? Todos, eu diria. Claro, seus pais ficariam indignados, mas faria muito mais sentido comemorar o dia em que dera o seu primeiro beijo em uma menina, bebera da primeira cerveja, tragara do primeiro cigarro, no dia em que lera a última página de "O Apanhador no Campo de Centeio", ou mesmo no dia que aprendera a jogar truco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Usava camisa preta em pleno calor de março, duas da tarde, como que por martírio de tais pensamentos. O suor gotejava, fazendo o papel das lágrimas que não ousavam se derramar dos olhos cerrados, sem foco. Por martírio também, não enxugava a testa, queria sentir cada gota escorrer em sua face a prova de que ainda estava vivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim vivia, em constante provação consigo mesmo, constantes dúvidas cheias de "não sei". Mas bobagem pensar que daqui dez ou vinte anos as dúvidas acabariam, que a angústia cessaria. A pedido do próprio, se um dia a angústia acabar, devo enterrá-lo gentilmente como quem cumpriu seu papel em vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar da aparente tortura em que se encontrava, muito melhor do que um feliz aniversário era um "obrigado por existir" de suas cúmplices amorosas, estes sim, deveriam ser comemorados e ditos todos os dias, mesmo que não declarados. Com alguma pretensão e um discreto sorriso, ouvia, mesmo sem palavras, um sussurro "obrigado por existir" e lhe enchia o ego. Mesmo que a frequência com que tal frase era dita fosse mil vezes menor do que a frequência com que era esquecida, não são todos que lembram do seu aniversário, não é?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim, de banho tomado e sapatos novos, juntou-se à única certeza que ainda lhe restava: a família. Tal qual a Última Ceia de DaVinci, distribuiu o bolo de limão (chocolate é coisa de criança) e já perdendo a conta, por mais um ano, registrou para a eternidade aquele momento vazio. Todos sorriam, o primogênito está ficando mais velho. Será?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;No mais, obrigado a todos por exisitirem, e para mim, um feliz aniversário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/k4SLSlSmW74&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/k4SLSlSmW74&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" height="344" width="425"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4347702941676018135-8101557772863498713?l=folhetinsanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://folhetinsanos.blogspot.com/feeds/8101557772863498713/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4347702941676018135&amp;postID=8101557772863498713&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4347702941676018135/posts/default/8101557772863498713'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4347702941676018135/posts/default/8101557772863498713'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://folhetinsanos.blogspot.com/2009/03/no-mais-o-aniversario.html' title='No mais, o aniversário'/><author><name>Yujistock</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11709655413526900860</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_tb4xmuWERUY/R2dCwnUy2oI/AAAAAAAAAAs/lg4bAbhQaIg/S220/woodstock.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4347702941676018135.post-8248503372040632877</id><published>2009-02-28T11:06:00.000-03:00</published><updated>2009-02-28T11:11:44.178-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões'/><title type='text'>Férias</title><content type='html'>Foram 91 dias. Três meses. Óbvio que em muitos não fiz nada além das necessidades fisiológicas. E, embora tenha feito (aparentemente) tudo o que eu realmente quis, tenho a sensação de que alguns dias mais não me faria mal. Caberiam alguns abraços, algumas (muitas) &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;risadas&lt;/span&gt;, algumas (&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;pouquíssimas&lt;/span&gt;) conversas úteis. Numa espécie de quebra-cabeça, onde sempre falta a tal bendita peça para o fecharmos, sempre aquela quina exigindo desesperadamente o componente único a ela. Vou ameaçar o calendário, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;chantagear&lt;/span&gt; a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;Cronos&lt;/span&gt;; usar de algum artifício para esticar o que resta das minhas férias. Ou ao menos congelar o tempo em ocasiões promissoras.&lt;br /&gt;Coisas boas me aconteceram nessas férias, admito. Tenho que parar com esse meu egoísmo frenético que me faz querer os bem quistos por perto. Esqueço eu a força desses laços de amor, perpétuos como as linhas de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;Nazca&lt;/span&gt;, atemporais como as artes, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;incansáveis&lt;/span&gt; como os vírus. Invariavelmente, caio num daqueles &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;clichês&lt;/span&gt; água com açúcar. Amigos por perto. Cada qual com seu requinte de personalidade, de convívio absurdo, de asneiras mitológicas.&lt;br /&gt;Sempre fui emotivo. Mas não tendendo ao descontrole, que é como agem os vazios de razão.&lt;br /&gt;Vou mirar meu arco-íris, sabendo que vocês estarão no encerrar da outra ponta.&lt;br /&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;Coincidentemente&lt;/span&gt; ou não, essa é a 100ª &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;postagem&lt;/span&gt; do blog. Que venha mais outra(s) centena(s). Afinal, público melhor não há pra ler nossos desabafos mais interiores.&lt;br /&gt;Amo vocês, em stop &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;motion&lt;/span&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4347702941676018135-8248503372040632877?l=folhetinsanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://folhetinsanos.blogspot.com/feeds/8248503372040632877/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4347702941676018135&amp;postID=8248503372040632877&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4347702941676018135/posts/default/8248503372040632877'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4347702941676018135/posts/default/8248503372040632877'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://folhetinsanos.blogspot.com/2009/02/ferias.html' title='Férias'/><author><name>Rodolfo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06723250135310569352</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_LDwMFUTzBuI/SUKDcJztHrI/AAAAAAAAAA8/zsOjcJALN6k/S220/DSC00411.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4347702941676018135.post-328486161437770498</id><published>2009-02-11T22:08:00.003-02:00</published><updated>2009-02-11T22:14:27.583-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cotidiano'/><title type='text'>Zero Oito</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pois bem. Pensei em milhares de textos para começar o ano, milhares de maneiras de fazê-lo, e como ainda não passou o Carnaval, ainda tenho direito de colocá-lo aqui. O ano não começou para muitos de nós, mas alguma coisa acabou a um tempo atrás. O texto eu escrevi para amigos pessoais no dia 30 de dezembro de 2008, chegou aos olhos de poucos, muito menos do que eu esperava, mas agora compartilho aqui com vocês. Seja quem for.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Notavelmente, não nos mantemos todos unidos como diziam nossas juras de amizade, mas isso era tão certo quanto o dia seguinte. Cada um segue seu caminho, na incerteza que só a juventude traz e a saudade que só o colegial consegue deixar. Olho pra trás e um ano já se foi, sem que eu tenha conquistado metade das coisas que tinha prometido e me afastado de pessoas que jurei manter por perto. No entanto, de maneira alguma foi um ano ruim, nunca o é quando se tem vocês - alguns mais, alguns menos, mas sempre vocês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas vejam bem, não culpo nenhum de vocês pela distância. Ela se faz necessária para que exista a saudade, essencial para a amizade. Pelo contrário, acho até melhor que cada um siga seu caminho. Como descobrimos recentemente, o que faz da vida uma coisa tão bonita é o caminho que se escolhe, não o objetivo final. Portanto faço aqui um apelo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chega de nostalgia. Se me permitem dizer, o colegial acabou na hora certa. Não vou negar que foi a melhor época da minha vida, mas justamente por isso teve que acabar, vocês são responsáveis por tudo que me tornei, e por isso agradeço do fundo do coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acabou. Acabou e a lembrança se faz saudade, a saudade se faz dor e surge um aperto no peito. Mas me deixem essa dor, ela é tudo que me resta. Assim me lembrarei de vocês, não importa o que aconteça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fecho os olhos, vejo vocês sentados ao meu lado, rindo. É assim que quero lembrar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prezo muito por cada um de vocês, amo incondicionalmente, ninguém em especial, mas todos ao mesmo tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É... 2008 foi um bom ano...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4347702941676018135-328486161437770498?l=folhetinsanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://folhetinsanos.blogspot.com/feeds/328486161437770498/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4347702941676018135&amp;postID=328486161437770498&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4347702941676018135/posts/default/328486161437770498'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4347702941676018135/posts/default/328486161437770498'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://folhetinsanos.blogspot.com/2009/02/zero-oito.html' title='Zero Oito'/><author><name>Yujistock</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11709655413526900860</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_tb4xmuWERUY/R2dCwnUy2oI/AAAAAAAAAAs/lg4bAbhQaIg/S220/woodstock.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4347702941676018135.post-2262957163472746130</id><published>2009-02-06T18:25:00.000-02:00</published><updated>2009-02-06T18:29:07.503-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões'/><title type='text'>Companhia perfeita</title><content type='html'>Em vão tento explicar o porquê de sufocá-la, mas os muros são surdos. Vejo-os sensibilizados, numa &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;prosopopéia&lt;/span&gt; só minha. Não tendo a quem recorrer, apelei ao silêncio. Talvez este, quieto como o analista, compreendesse minha inquietação e sua insistência em inundá-la de palavras. Sinceras, admito, todas.&lt;br /&gt;Sempre quis ser aquela pessoa de alguém; há muito, a dela. Inexplicável a sensação de me arrepiar por dentro, centenas de cifras sob a pele das palavras,  sussurradas ao mero abrir de um sorriso. Esse é o meu álibi. Não existe juiz que não me daria ganho de causa, sabendo que ando iluminado pela luz &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;edênica&lt;/span&gt; da paixão. Sou simples pirilampo atraído pela luz maior, estrela que ela, Gabriela, emite. A desejo cada dia mais, e dane-se o resto, pago o preço por pronunciar essa irresponsabilidade de cabeça erguida.&lt;br /&gt;A tal parte que sempre nos falta, no meu caso, parece estar em escorregar meus dedos por suas madeixas louras, ou no encostar dos meu lábios àqueles lábios. Falta-me a certeza clara do quê seria, mas está nela, sinto isso. Deve ser por esse motivo que ando a sufocando, pelo querer de tê-la perto. Com ela ao meu lado no tribunal da vida e o silêncio advogando ao nosso favor, o infinito é breve limite à minha felicidade. Pronto, falei.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4347702941676018135-2262957163472746130?l=folhetinsanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://folhetinsanos.blogspot.com/feeds/2262957163472746130/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4347702941676018135&amp;postID=2262957163472746130&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4347702941676018135/posts/default/2262957163472746130'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4347702941676018135/posts/default/2262957163472746130'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://folhetinsanos.blogspot.com/2009/02/companhia-perfeita.html' title='Companhia perfeita'/><author><name>Rodolfo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06723250135310569352</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_LDwMFUTzBuI/SUKDcJztHrI/AAAAAAAAAA8/zsOjcJALN6k/S220/DSC00411.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4347702941676018135.post-6547076592129682118</id><published>2009-02-04T15:48:00.002-02:00</published><updated>2009-02-04T16:17:23.275-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões'/><title type='text'>Sim</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Sim&lt;/strong&gt;. Repito: sim! Não dei chance à dúvida, não nesta oportunidade. Ensaiei algo parecido, mas o sim me invadiu. Apressado, assustado; mas muito seguro de si. Um sim único, universal. Não que fosse impossível barrá-lo de pular os portões à figura de um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;molecote&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;arredio&lt;/span&gt; a ir buscar o fruto da certeza no meio do meu jardim dos receios. Soltaria os cães da covardia em cima dele, no intuito de exterminar sua insolência. Demovi-me dessa ideia, talvez na certeza de que ele não chegasse à metade do caminho. Não o ouviria, decerto. Porém, diferente do que eu pensava, como era petulante o tal sim. Ousado como ele só, esquivava-se com tamanha habilidade de todos os bloqueios que eu criava para impedi-lo. Já não podia pará-lo, sabia. Então me preparei para o inevitável impacto, na esperança deste não ser tão fatal como haviam me dito. Abandonei qualquer cerco àquele pé de certeza, outrora miúdo. Sabia o quão difícil era escalá-lo. Tantos &lt;strong&gt;sim&lt;/strong&gt; já haviam tentado, todos fracassaram. Mas confesso que dei uma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;torcidinha&lt;/span&gt;, singela, para o sucesso desse. Por curiosidade, eu acho. Ou por ter acompanhado ele tomar face, corpo, coragem. O fruto, já maduro, escorregou pela copa frondosa da árvore, vindo a depositar-se, suave, às mãos do sim. Ele, sorriso no rosto, sabia que havia conseguido. &lt;strong&gt;Sim&lt;/strong&gt;, é você, Gabriela. Decidi me entregar, de corpo e alma.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4347702941676018135-6547076592129682118?l=folhetinsanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://folhetinsanos.blogspot.com/feeds/6547076592129682118/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4347702941676018135&amp;postID=6547076592129682118&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4347702941676018135/posts/default/6547076592129682118'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4347702941676018135/posts/default/6547076592129682118'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://folhetinsanos.blogspot.com/2009/02/sim.html' title='Sim'/><author><name>Rodolfo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06723250135310569352</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_LDwMFUTzBuI/SUKDcJztHrI/AAAAAAAAAA8/zsOjcJALN6k/S220/DSC00411.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4347702941676018135.post-7493208724064007906</id><published>2009-02-04T12:54:00.008-02:00</published><updated>2009-02-04T23:42:12.094-02:00</updated><title type='text'>A chuva</title><content type='html'>- Não me lembro da última vez que tomei chuva. - indagou o garoto ao sentir o bater das gotas de chuva no corpo. A chuva trazia consigo um acolhimento que há muito tempo não sentia. Apesar da cena parecer um tanto lúgubre, um garoto na chuva sozinho sentado ao degrau da escada, não era isso que o garoto sentia. Sentia-se impetuoso, corajoso, condescendente com tudo e com todos. Como no discurso arrebatador que precede o campo de batalha, queria gritar como um leão demonstrando toda sua vitalidade, sentir o sangue correndo pelas veias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca foi de desrespeitar a obviedade das coisas, mas naquele dia sim. Havia beijado sua primeira garota, isso mudava tudo. Pensava numa frase que escutara no filme uns minutos atrás, achou que a ele encaixava-se perfeitamente, "You were meant for greatness", quiçá muito presunçoso de sua parte, filosofava sobre a vida e como havia encarado os fatos que assistia pelos próprios olhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao ligar para casa perguntando o porquê da demora do pai, voltou a lucidez. Tomou uma bronca de mãe por ter ficado na chuva, sua mãe não entenderia o que estava sentindo naquele momento, inventou uma desculpa qualquer e buscou um teto ao abrigo da chuva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com os pés no chão, era apenas um garoto de novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mal chegara ao abrigo quando seu pai apareceu para buscá-lo. No caminho para casa, tudo o que o garoto conseguia pensar era nela, o escorrer dos dedos nas mechas de cabelo, os perfumes se misturando, a sensação dos corpos amparando-se um ao outro. Para evitar perder o que restava da excitação da chuva, era lacônico com as perguntas do pai. O pai sabia que algo havia acontecido, mas respeitou a imersão que o filho sentia. Mal sabia ele que o garoto sentia-se como um homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegou em casa, tomou o chá, fez alguns comentários do filme e foi tomar banho. Deitou na cama e tentou se lembrar do cheiro dela, não conseguiu. Cheirou a roupa, imaginou - Talvez ao beijá-la algum aroma de seu perfume tenha se prendido em minha camisa! - Não deu certo. A chuva havia tomado o lugar dos aromas daquela noite. Então o garoto pensou, tudo aquilo que passara naquela noite, iria acabar tão rapidamente como a chuva acabou com o que restava dela com ele.&lt;br /&gt;- É uma pena, tudo que é bom se acaba. - pensou.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4347702941676018135-7493208724064007906?l=folhetinsanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://folhetinsanos.blogspot.com/feeds/7493208724064007906/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4347702941676018135&amp;postID=7493208724064007906&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4347702941676018135/posts/default/7493208724064007906'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4347702941676018135/posts/default/7493208724064007906'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://folhetinsanos.blogspot.com/2009/02/chuva.html' title='A chuva'/><author><name>marcos.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02939184245877707372</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_60oyKWnofE4/SGZKW_JDYJI/AAAAAAAAAAY/R3Cqo6iHPw0/S220/_and_we_become_____by_lithp.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4347702941676018135.post-3864547607527109408</id><published>2009-02-02T14:58:00.002-02:00</published><updated>2009-02-02T15:07:14.904-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões'/><title type='text'>Perfume</title><content type='html'>Por alguns segundos, fiquei estático. Uma sensação vertiginosa me preenchia, convidativa. Seguido de uma pane total dos demais sentidos, o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;olfato&lt;/span&gt; atingiu seu clímax funcional. Decerto aprisionado por aquela essência divina, nada pude fazer a não ser respirá-la. Quisera eu respirá-la por inteira, mas me detive em seu pescoço, reduto das almas das flores – quando essas morrem. Não tive pena das flores, não desta vez. Sentir-se-iam honradas por terem o privilégio de encerrar as formas de tão linda criatura.&lt;br /&gt;Como se fadas voassem ao encontro das minhas narinas, em lânguido compasso, absorvi ao máximo do cálice dos aromas que aquele colo me ofertava. Procuraria a essência daquela essência até o sumir do lusco-fusco, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;sutilmente&lt;/span&gt; escravizado. Provocante, me atraía mais e mais, denunciando a forma feminil que palpitava sob aquele perfume. E que perfume! E que colo, par perfeito a ele. Flutuei na imensidão do tal mar de cheiros. Incrédulo, quando dei por mim, já era tarde. E fico, agora, sonhando acordado, na esperança de me encontrar novamente com aquele pescoço (meu refúgio favorito), em uma simbiose toda única.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O perfume é o invólucro invisível,&lt;br /&gt;Que encerra as formas da mulher bonita.&lt;br /&gt;Bem como a salamandra em chamas vive,&lt;br /&gt;Entre perfumes a sultana habita.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Castro Alves&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4347702941676018135-3864547607527109408?l=folhetinsanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://folhetinsanos.blogspot.com/feeds/3864547607527109408/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4347702941676018135&amp;postID=3864547607527109408&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4347702941676018135/posts/default/3864547607527109408'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4347702941676018135/posts/default/3864547607527109408'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://folhetinsanos.blogspot.com/2009/02/perfume.html' title='Perfume'/><author><name>Rodolfo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06723250135310569352</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_LDwMFUTzBuI/SUKDcJztHrI/AAAAAAAAAA8/zsOjcJALN6k/S220/DSC00411.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4347702941676018135.post-5893286033956975098</id><published>2009-01-28T15:49:00.000-02:00</published><updated>2009-01-28T15:52:16.721-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônicas'/><title type='text'>I'm in the tunnel of love</title><content type='html'>I’m &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;in&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;the&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;tunnel&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;of&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;love&lt;/span&gt;. A passagem aparenta ser estreita, aparentemente moldada à passagem de um casal por vez. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;Tíquetes&lt;/span&gt;, só os de ida. Sabe-se lá onde vai desembocar esse túnel. Muitos embarcam ansiosos, talvez passageiros de primeira viagem. Por entre beijos apaixonados se deixam levar ao sabor da brisa através do procurado túnel. Outros, ligeiramente nervosos, escondem travessias feitas e, por temerem o corriqueiro destino, ensaiam risos amarelos a seus companheiros.&lt;br /&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;Dizem&lt;/span&gt; que esse túnel cega os passantes. Não cegueira física, mas deslumbramento. Algumas dessas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;cegueiras&lt;/span&gt; perduram anos, décadas. Outras cessam num piscar de olhos e lá se vão esses desiludidos tomar a fila do túnel de novo. O movimento é intenso. Vendedores de flores, de maçãs-do-amor, de chocolates de todos os sabores misturam-se à multidão de esperançosos. E como lucram!&lt;br /&gt;Mais um casal inicia a travessia. Sob uma ressoada de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;assovios&lt;/span&gt;, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;entreolham&lt;/span&gt;-se e como se dissessem “&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;arrisquemo&lt;/span&gt;-nos”, somem no escuro do túnel. Tragados pela arte de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;Eros&lt;/span&gt;, mãos unidas; se aceitam, complacentes. Tolos! – murmuraria a consciência.&lt;br /&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;Dizem&lt;/span&gt;, também, que esse túnel julga com propriedade cada par que se arrisca a tão almejada travessia. Impiedoso, age &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;dialeticamente&lt;/span&gt;. Tanto que os ingressos são distribuídos livremente. Basta chegar. Bastaria estar apaixonado, porém feições alegres mascaram relacionamentos dúbios, pares totalmente fora de sintonia. “Cada um que assuma os seus riscos” – diz uma placa por sobre a entrada do túnel.&lt;br /&gt;Há dias em que se formam filas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;astronômicas&lt;/span&gt;. Apaixonados de todos os lugares aguardam sua vez. Alguns, assim como nas igrejas, desistem na hora &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;agá&lt;/span&gt;. Corações partidos se multiplicam, elos aparentemente perpétuos são quebrados pela simples presença da entrada do tal túnel. Vítimas do amor, por mais &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;irônico&lt;/span&gt; que isso possa soar.&lt;br /&gt;Já pensaram em demoli-lo, para que os escombros servissem como esclarecedor às gerações futuras. Fui um dos que foram contra. Afinal, nunca havia sido transportado ao outro lado. E parece que esse tempo chegou. Sintomas não me faltam, vontade, tampouco. Mas os receios perduram. E se? – quantos já não pronunciei. Conselhos, recebi aos montes. E, por desconhecer o grau de reciprocidade que ela deposita sobre mim, adio ao máximo essa tentativa. É intrínseco de a minha pessoa cultivar aquele pouco de dúvida, admito. Que seja! Penso, pela primeira vez em toda a minha curta existência, de me jogar de cabeça nesse túnel. E a escolhi, ela, com toda a graça e defeitos. E torço, no meu íntimo, que o caminho seja o mais tortuoso possível. Quero, mais que tudo, que valha a pena.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4347702941676018135-5893286033956975098?l=folhetinsanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://folhetinsanos.blogspot.com/feeds/5893286033956975098/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4347702941676018135&amp;postID=5893286033956975098&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4347702941676018135/posts/default/5893286033956975098'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4347702941676018135/posts/default/5893286033956975098'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://folhetinsanos.blogspot.com/2009/01/im-in-tunnel-of-love.html' title='I&apos;m in the tunnel of love'/><author><name>Rodolfo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06723250135310569352</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_LDwMFUTzBuI/SUKDcJztHrI/AAAAAAAAAA8/zsOjcJALN6k/S220/DSC00411.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4347702941676018135.post-4896631534193278530</id><published>2009-01-28T00:09:00.001-02:00</published><updated>2009-01-28T00:14:48.310-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões'/><title type='text'>Sonhe outro mundo</title><content type='html'>Vida oscilante. Em um mundo (feito) feio pelos “&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;human&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;being&lt;/span&gt;”, cada qual &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;enfurnado&lt;/span&gt; em seu respectivo buraco, na busca incessante por acumular, meros escravos do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;calvinismo&lt;/span&gt;-moderno. Tal aspecto &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;reflete&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;diretamente&lt;/span&gt; no que chamamos de vida em comunidade. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;Afastamo&lt;/span&gt;-nos da graça do viver, do conforto sem exorbitância, do ter o necessário, já que dessa vida não levaremos mais que lembranças. Lembranças essas, pelo andar da carruagem, horríveis. Dignas de serem enterradas, com perdão do trocadilho. Mirem seus semelhantes, mas sem o olhar crítico e cínico. Se o puderem. Utopia ou não, me arrisco a rascunhar possíveis soluções. Fantasias de um Zé ninguém, meras palavras de indignação, como que cuspidas ao ar, na esperança de atingir em cheio o rosto de alguém. Sonhei outro mundo. Onde quatro caminhos tinham cinco destinos, onde a fortuna era &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;sinônima&lt;/span&gt; de alegria. Onde mãos calejadas apertavam milhões. Onde abraços eram sinceros e, de fato, marcavam encontros. Onde a morte não era temida, mera passagem para outras dimensões. Sonhei respeito mútuo, tolerância inabalável a crenças, costumes, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;fé&lt;/span&gt;. Sonhei grande, admito. Mas só consegui sonhar outro mundo sonhando. Tão perto e tão longe. Um sonho de sete léguas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4347702941676018135-4896631534193278530?l=folhetinsanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://folhetinsanos.blogspot.com/feeds/4896631534193278530/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4347702941676018135&amp;postID=4896631534193278530&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4347702941676018135/posts/default/4896631534193278530'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4347702941676018135/posts/default/4896631534193278530'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://folhetinsanos.blogspot.com/2009/01/sonhe-outro-mundo.html' title='Sonhe outro mundo'/><author><name>Rodolfo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06723250135310569352</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_LDwMFUTzBuI/SUKDcJztHrI/AAAAAAAAAA8/zsOjcJALN6k/S220/DSC00411.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4347702941676018135.post-471468082030887707</id><published>2009-01-25T21:22:00.005-02:00</published><updated>2009-01-25T21:54:48.275-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões'/><title type='text'>Exercício à angústia</title><content type='html'>Já disse &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;Drummond&lt;/span&gt;, penso eu que acometido pela mesma angústia &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;crônica&lt;/span&gt; que tomou-me há algumas semanas, que o que pode fazer uma criatura entre as demais senão amar e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;malamar&lt;/span&gt;?&lt;br /&gt;Angústia essa que não se &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;desvencilha&lt;/span&gt;, ao contrário, agarra-se cada vez mais forte à minha alma. Talvez por saber que o hospedeiro (ou qualquer que seja o nome dado), num delírio masoquista, aceita-a. Condenando a mim mesmo uma escravidão perpétua, tal &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;Caronte&lt;/span&gt; no mundo inferior, aceitei-a também. Devaneio ou não, ilusão passageira... quem sabe?&lt;br /&gt;Que culpa tenho eu se essa angústia se &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;maquia&lt;/span&gt; na saudade daquele olhar de menina com firmeza de mulher, naquele sorriso devastador, mil sóis a dizer-me "bom dia!"; na boca convidativa leve hálito sabor &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;chiclete&lt;/span&gt;?&lt;br /&gt;Chamem-me do que quiserem, essa angústia me cegou. Me cegou das demais tristezas que vez ou outra me acometiam. Antes uma do que todas, diria o mais simplista. Mas essa tem um quê de retorno, não me perguntem qual, apenas sei que usa a minha inércia, numa física só dela, para se lançar, infalível, sobre mim. Aparece e arrebata-me. Diariamente, quieta e um tanto mordaz, se replica no meu corpo a torto e a direito. Não tem horário pra chegar, embora eu a espere. Invariavelmente, prefere um dia chuvoso como hoje. Ou uma madrugada solitária, na tentativa de ser a "companheira" e por pena, me persegue.&lt;br /&gt;No meu íntimo alimento-a da minha própria carne, dos meus mais profundos medos, na esperança de dizimá-los. E enquanto ela estiver sob a forma da saudade mais cabal e verdadeira, aceito prontamente &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;barganhar&lt;/span&gt; uma troca justa: me pungindo ou não, nunca gostei tanto de estar angustiado. Gabriela, obrigado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Sou a Saudade, a tua companheira&lt;br /&gt;Que punge, que consola e que perdoa..."   Olegário Mariano&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4347702941676018135-471468082030887707?l=folhetinsanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://folhetinsanos.blogspot.com/feeds/471468082030887707/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4347702941676018135&amp;postID=471468082030887707&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4347702941676018135/posts/default/471468082030887707'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4347702941676018135/posts/default/471468082030887707'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://folhetinsanos.blogspot.com/2009/01/exerccio-angstia.html' title='Exercício à angústia'/><author><name>Rodolfo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06723250135310569352</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_LDwMFUTzBuI/SUKDcJztHrI/AAAAAAAAAA8/zsOjcJALN6k/S220/DSC00411.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4347702941676018135.post-6362055825202581653</id><published>2009-01-21T03:21:00.003-02:00</published><updated>2009-01-21T04:05:39.640-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões'/><title type='text'>Ainda (e sempre) sobre a existência - pt. II</title><content type='html'>"Porque há muito tempo eu sou a alimária de um anjo cuja missão eu desconheço" V. M.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A relação entre escolhas e atos é cíclica e termina quando termina a vida, obviamente, pois mortos não escolhem nem agem. Mas quero pensar agora sobre as propriedades das escolhas e dos atos.&lt;br /&gt;Ultimamente a impressão que tenho é que, por mais que eu tente, tomo as atitudes erradas. Falo quando devo calar, ouço quando devo falar, toco quando devo distanciar, enfim, a personagem de "Poema em Linha Reta", de Álvaro de Campos.&lt;br /&gt;Talvez - e tenho usado muito o "talvez" - não exista uma atitude ou uma escolha na qual não machuquemos alguém. Quando amamos alguém, talvez estejamos magoando alguma outra pessoa que nos ama. Por outro lado, pode ser que, errando, estejamos favorecendo o acerto de alguém. Quem sabe devamos pensar em nós mesmos e tornar esse caos um individualismo cooperativo. Mais um paradoxo para a conta.&lt;br /&gt;Acontece que o erro tem sido frequente em minhas atitudes e, por mais que eu me esforce, acabo agindo de forma a gerar mágoas, decepções, frustrações, ou pior, silêncios. O silêncio é a pior forma de resposta. O outro não sabe a que responder nem de que forma agir. O silêncio é essa faca invisível que nos atinge sem que percebamos e que nos faz sangrar, nos expondo, nos ridicularizando a cada tentativa de rebatê-lo. E o que tenho encontrado como resposta às minhas atitudes é o silêncio.&lt;br /&gt;E pergunto a mim mesmo: o que fazer diante do erro? O bom senso nos ensina a corrigi-los, mas cada tentativa de repará-lo é capaz de torná-lo maior, de distorcê-lo, de dar-lhe novas faces e significados, novas interpretações. Cada vez mais tenho percebido que a solução é deixá-lo se resolver sozinho. Por mais que, eventualmente, nós o reparamos, a marca fica. Nosso nome fica gravado naquele pedaço marcado da vida que caminha conosco, enquanto os acertos se deixam ficar para trás, irresgatáveis. Por isso deixo que o erro se conserte. Evito assim o esforço inútil de fechar uma ferida que permanecerá sempre aberta na minha memória e mais ainda na dos outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já que os outros não nos dão créditos, que se virem sozinhos como farei a partir de hoje.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4347702941676018135-6362055825202581653?l=folhetinsanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://folhetinsanos.blogspot.com/feeds/6362055825202581653/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4347702941676018135&amp;postID=6362055825202581653&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4347702941676018135/posts/default/6362055825202581653'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4347702941676018135/posts/default/6362055825202581653'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://folhetinsanos.blogspot.com/2009/01/ainda-e-sempre-sobre-existncia-pt-ii.html' title='Ainda (e sempre) sobre a existência - pt. II'/><author><name>Dógui</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05195772382422327732</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_YmyMzW19Jbw/SXEshXvMfvI/AAAAAAAAAA4/JDuvDgYDTV4/S220/031.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4347702941676018135.post-957008457910802406</id><published>2009-01-18T17:26:00.004-02:00</published><updated>2009-01-18T18:11:23.301-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônicas'/><title type='text'>Ainda (e sempre) sobre a existência.</title><content type='html'>Muitas vezes me questiono sobre minhas escolhas. Mais ainda, me questiono sobre as atitudes que tomei e que me fizeram chegar a essas escolhas. Também penso, embora com menos frequência, a respeito de minhas atitudes posteriores a essas escolhas. Me vem à cabeça então o mito de Sísifo, o grego que enganou a morte e desafiou os deuses, tendo como punição empurrar montanha acima uma pedra de mármore. Sempre que chegava ao topo, a pedra rolava caminho abaixo, fazendo Sísifo repetir a tarefa eternamente.&lt;br /&gt;Talvez esse pensamento não seja exclusividade minha, pois então pergunto: qual o sentido de nos esforçarmos, darmos o máximo de nós mesmos e, estando a ponto de conquistar o objetivo, um acontecimento nos impelir ao princípio? Qual a razão existente nesse eterno caminho de escolhas que, na verdade, não nos dá direito a escolha alguma?&lt;br /&gt;A verdade é que me sinto perdido, sem saber para onde ir, chegando à conclusão de que não importam as nossas próprias conclusões e filosofias: o caminho é um só. Não me lembro desde quando deixei de acreditar em destino e me mantenho firme nessa decisão apesar desse meio-termo que estou citando agora. Digo que o caminho é um só pois todos eles levam a nós mesmos. Individualista e egoísta, mas verdade. No fim só podemos contar com nós mesmos. O que é decepcionante para alguém com a minha filosofia de não poder - nem conseguir - existir sozinho.&lt;br /&gt;Quem sabe essa não seja a resposta às perguntas acima? Devemos repetir até que aprendamos o seguinte: nós somos sós, apesar dos outros. E como escreveu Leminski, "só o erro tem vez". Sinto que é exigindo cada vez mais de nós mesmos, sobrevivendo através de brechas milimétricas que vamos descobrindo neste espaço em que estamos imersos, reconstruiremos, desta vez mais resistentes, as partes que perdemos ao longo dos rumos que seguimos, que, na verdade, é um só: o que escolhemos. Lembrando de Fernando Sabino, a tristeza é que, de cem caminhos, temos de optar por apenas um e viver com a nostalgia dos outros noventa e nove. E, pensando mais claramente agora que escrevo, vejo que minha decepção é ter de abandonar tudo o que poderia ser mas não será, porque, assim que eu decidir qual direção seguir, os outros caminhos existirão paralelos ao que eu sigo, mas só serei presente neles em imaginação. À medida que penso o tempo para optar se esgota. Minha maior frustração é saber que não conhecerei tudo que sonho em conhecer. &lt;br /&gt;Meu conforto é saber também que, independente de qual caminho eu escolher, o arrependimento e a nostalgia daquilo que não vivi existirão e é exatamente isso que me motivará a perseguir incansável e obstinadamente tudo o que procuro, tudo o que sonho e tudo aquilo que vi e senti nos passados noventa e nove caminhos que não trilhei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fica abaixo um trecho de Machado de Assis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Se só me faltassem os outros, vá lá, &lt;br /&gt;um homem consola-se mais ou menos &lt;br /&gt;das pessoas que perde; &lt;br /&gt;mas falto eu mesmo, &lt;br /&gt;e esta lacuna é tudo."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4347702941676018135-957008457910802406?l=folhetinsanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://folhetinsanos.blogspot.com/feeds/957008457910802406/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4347702941676018135&amp;postID=957008457910802406&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4347702941676018135/posts/default/957008457910802406'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4347702941676018135/posts/default/957008457910802406'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://folhetinsanos.blogspot.com/2009/01/ainda-e-sempre-sobre-existncia.html' title='Ainda (e sempre) sobre a existência.'/><author><name>Dógui</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05195772382422327732</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_YmyMzW19Jbw/SXEshXvMfvI/AAAAAAAAAA4/JDuvDgYDTV4/S220/031.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4347702941676018135.post-5813731078923566985</id><published>2009-01-16T03:21:00.006-02:00</published><updated>2009-01-16T03:46:05.682-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônicas'/><title type='text'>O admirador</title><content type='html'>Me lembro da primeira vez que me encontrei de fato com o mar. De longe o ribombo ressoando, indo e voltando com a maré. Passo por passo, calcados obstinadamente, parei a sua frente. A primeira onda me alcançou, vindo como uma mensageira me receber, fazendo meus pés submergirem na areia. Assim que voltou de onde veio, já pensando em voltar, levou de mim a única inocência que me restara: a de crer na perenidade das coisas. &lt;br /&gt;Talvez seja esse o motivo da ligação quase religiosa que tenho com o mar. Essa busca incessante pelo eterno, pela segurança, essa constante fuga do medo e da Morte. Essa descrença no infinito, ainda que não me falte vontade de acreditar.&lt;br /&gt;Em outra ocasião me lembro dos pescadores, de suas feições passivas de felicidade, de aceitação. Olhos crispados em fé, já sem lágrimas. As redes contrastando com as almas que nublavam as tardes. Seus longos silêncios, interrompidos vez ou outra pelo choque entre madeiras, e então iam. Rompiam a água como uma enorme quilha do próprio mar, passavam a pequena ilha onde havia uma pequena igreja branca de batentes azuis e um túmulo, a memória cercada de pedras em direção ao céu, e sumiam. Voltaram, quem sabe. Nunca os vi voltar.&lt;br /&gt;Engraçada essa coisa do mar de dar e tirar, entregar e levar. De repente me lembrei de todas as conchas que perdi para a corrente, dando sem querer de volta ao mar o que peguei sem permissão.&lt;br /&gt;De repente me lembro que o mar está longe, que a Mulher está longe, que os Amigos e Amigas estão longe e que tem chovido incessantemente durante horas como se todas as divindades resolvessem enfurecer-se pela minha incapacidade de ser sozinho. A verdade é que não sei ser absolutamente nada sem essas coisas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4347702941676018135-5813731078923566985?l=folhetinsanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://folhetinsanos.blogspot.com/feeds/5813731078923566985/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4347702941676018135&amp;postID=5813731078923566985&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4347702941676018135/posts/default/5813731078923566985'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4347702941676018135/posts/default/5813731078923566985'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://folhetinsanos.blogspot.com/2009/01/me-lembro-da-primeira-vez-que-me.html' title='O admirador'/><author><name>Dógui</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05195772382422327732</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_YmyMzW19Jbw/SXEshXvMfvI/AAAAAAAAAA4/JDuvDgYDTV4/S220/031.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4347702941676018135.post-759974276475842904</id><published>2009-01-15T23:44:00.002-02:00</published><updated>2009-01-15T23:58:56.345-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões'/><title type='text'>Recado</title><content type='html'>É inevitável, ao menos para mim, o riso diante um casal prestes a se unir. Se gostam, sabem disso, mas se evitam. Qualquer tipo de contato seria fatal, pois os dois se consumiriam incessantemente em uma voragem tal até que não restasse mais nada. Até mesmo os sonhos eram proibidos. O estado é o silêncio antes do caos, mas o que nenhum dos dois se dá conta é que, a partir do caos, seriam criadores de um mundo próprio, em que se encarnariam um no outro, dando origem ao processo inevitável da junção de seus corpos. Sabiam disso, mas não se davam conta.&lt;br /&gt;Ele, o homem do casal, se queixa comigo sobre o silêncio. Coincidentemente li hoje uma frase escrita por Fernando Sabino: "É preciso ouvir o silêncio, não como um surdo, mas como um cego! O silêncio das coisas tem um significado. Quem não entende isso não entende nada". Pois lhe digo, caro amigo, que escute o silêncio e perceba nele algo mais que a ausência de palavras. Nessa hora crucial em que se encontra, na qual a fragilidade é extrema e a tempestade se anuncia em velas negras no horizonte, as palavras são desnecessárias. Diga com gestos, com ternura, com olhares, com imagens. Aponte, mostre, exponha(-se), desnude-se. Silencie.&lt;br /&gt;E, acima de tudo, aja. Respeitosa e carinhosamente, como sei que é, amigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O tempo do amor é irrecuperável" - V.M.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4347702941676018135-759974276475842904?l=folhetinsanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://folhetinsanos.blogspot.com/feeds/759974276475842904/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4347702941676018135&amp;postID=759974276475842904&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4347702941676018135/posts/default/759974276475842904'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4347702941676018135/posts/default/759974276475842904'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://folhetinsanos.blogspot.com/2009/01/recado.html' title='Recado'/><author><name>Dógui</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05195772382422327732</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_YmyMzW19Jbw/SXEshXvMfvI/AAAAAAAAAA4/JDuvDgYDTV4/S220/031.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4347702941676018135.post-3502500207204487835</id><published>2009-01-15T22:52:00.000-02:00</published><updated>2009-01-15T22:53:02.597-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônicas'/><title type='text'>Corações</title><content type='html'>Tomou coragem e disse-lhe. Sem rodeios. Já não era sem tempo, não há coraçãozinho que suporte mais tamanha angústia. Claro, sucedeu em taquicardia. Seu coração acelerou-se, órgão que é, numa epopéia de sístoles e diástoles.&lt;br /&gt;Abriu seu coração, murmurou porquês entre suspiros pausados, gaguejos indizíveis e piscadelas furtivas.&lt;br /&gt;Sabia que dela fazia parte um coração de ouro, certeza essa tinha ao admirar a pureza e inocência de seu sorriso tendendo ao pueril.&lt;br /&gt;Com o coração na mão, despido de qualquer disfarce, a verdade saiu. As palavras, perdidas, tentaram em vão dar cor à ação.&lt;br /&gt;Ela, pueril só no sorriso, já sabia décor a ação. Do fundo do coração, entendeu-o. Ou fez que sim, para que não se passasse por coração de pedra. Afinal, ele estava ou não entregando seu coração?!&lt;br /&gt;Era uma cena de cortar o coração... Falar do coração e com o próprio nas mãos não é tarefa fácil - sugiro que haja condecoração aos bravos que se incumbem disso.&lt;br /&gt;Quis o destino que ela corasse, que suas maçãs a entregassem no mais largo e franco sorriso que o mundo já teve o prazer de reproduzir.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4347702941676018135-3502500207204487835?l=folhetinsanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://folhetinsanos.blogspot.com/feeds/3502500207204487835/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4347702941676018135&amp;postID=3502500207204487835&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4347702941676018135/posts/default/3502500207204487835'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4347702941676018135/posts/default/3502500207204487835'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://folhetinsanos.blogspot.com/2009/01/coraes.html' title='Corações'/><author><name>Rodolfo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06723250135310569352</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_LDwMFUTzBuI/SUKDcJztHrI/AAAAAAAAAA8/zsOjcJALN6k/S220/DSC00411.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4347702941676018135.post-862395047402402993</id><published>2009-01-15T22:51:00.001-02:00</published><updated>2009-01-15T22:51:58.575-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões'/><title type='text'>Cunho social</title><content type='html'>Sem euro nem beira.&lt;br /&gt;Sem o dólar do lar.&lt;br /&gt;Uma crise Real.&lt;br /&gt;Franco, assumiu que era de libra e não disse mais nenhum a, nem n.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4347702941676018135-862395047402402993?l=folhetinsanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://folhetinsanos.blogspot.com/feeds/862395047402402993/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4347702941676018135&amp;postID=862395047402402993&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4347702941676018135/posts/default/862395047402402993'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4347702941676018135/posts/default/862395047402402993'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://folhetinsanos.blogspot.com/2009/01/cunho-social.html' title='Cunho social'/><author><name>Rodolfo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06723250135310569352</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_LDwMFUTzBuI/SUKDcJztHrI/AAAAAAAAAA8/zsOjcJALN6k/S220/DSC00411.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4347702941676018135.post-8391762845614766143</id><published>2009-01-15T22:47:00.001-02:00</published><updated>2009-01-15T22:49:59.431-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônicas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cotidiano'/><title type='text'>Vírgula</title><content type='html'>Secou os cabelos vestiu as ceroulas caprichou no nó da gravata (nova) engoliu o pão com mortadela aquelas de padaria mesmo procurou as chaves apanhou a maleta fechou o gás e as janelas (talvez chovesse) calçou apressado os sapatos andou até o ponto tomou o Praça da Sé lotado espremeu-se na vergonha do transporte público perto das janelas de onde podia admirar o vaivém dos agoniados paulistanos pagou a passagem ao sonolento cobrador esquivou-se (murmurando licenças irrepreensíveis) até a saída pulou perto da São Bento andou até o escritório engoliu um café na portaria enfiou-se no elevador lotado subiu ao 7º caminhou à sua mesa secou o suor da testa com o punho da camisa esgueirou-se até a janela abriu-a (decibéis a invadiram) cerrou os olhos e pulou. Só então, respirou.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4347702941676018135-8391762845614766143?l=folhetinsanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://folhetinsanos.blogspot.com/feeds/8391762845614766143/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4347702941676018135&amp;postID=8391762845614766143&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4347702941676018135/posts/default/8391762845614766143'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4347702941676018135/posts/default/8391762845614766143'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://folhetinsanos.blogspot.com/2009/01/vrgula.html' title='Vírgula'/><author><name>Rodolfo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06723250135310569352</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_LDwMFUTzBuI/SUKDcJztHrI/AAAAAAAAAA8/zsOjcJALN6k/S220/DSC00411.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4347702941676018135.post-6209838799799062329</id><published>2009-01-15T22:40:00.001-02:00</published><updated>2009-01-15T22:43:22.024-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônicas'/><title type='text'>O que a Bíblia não conta</title><content type='html'>Certo dia, Caim e seu irmão Abel vinham andando pelas montanhas de Ur. Caim, o mais piadista do par, começou a desfilar seu talento em anedotas, anedotas-do-bichinho-da-maçã, piadas de louras, de português, de papagaio, sem papagaio, de corno, de bicharocas, de nordestino (sim, já existiam nessa época), de  religião (essas, ele contou baixinho), de humor negro, de Adão – que não tinha sogra nem caminhão; caprichou nas politicamente incorretas, nas raciais, nas de sexo então...&lt;br /&gt;Abel contorcia-se em gargalhadas:&lt;br /&gt;- Um dia você acaba me matando!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4347702941676018135-6209838799799062329?l=folhetinsanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://folhetinsanos.blogspot.com/feeds/6209838799799062329/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4347702941676018135&amp;postID=6209838799799062329&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4347702941676018135/posts/default/6209838799799062329'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4347702941676018135/posts/default/6209838799799062329'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://folhetinsanos.blogspot.com/2009/01/o-que-bblia-no-conta.html' title='O que a Bíblia não conta'/><author><name>Rodolfo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06723250135310569352</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_LDwMFUTzBuI/SUKDcJztHrI/AAAAAAAAAA8/zsOjcJALN6k/S220/DSC00411.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4347702941676018135.post-8273392330685553407</id><published>2009-01-13T18:41:00.002-02:00</published><updated>2009-01-13T19:03:19.207-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões'/><title type='text'>Ócios do ofício</title><content type='html'>No ócio criativo. Contrariando os preceitos romanos de que só se cria no ócio, hoje estou naqueles dias de ouvir Max Brunch e desistir de pensar. Derramar os possíveis pensamentos no poço do esquecimento. Afinal, tudo associo à figura dela. E a recíproca do silêncio me corrói. Ou talvez seja somente o calor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4347702941676018135-8273392330685553407?l=folhetinsanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://folhetinsanos.blogspot.com/feeds/8273392330685553407/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4347702941676018135&amp;postID=8273392330685553407&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4347702941676018135/posts/default/8273392330685553407'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4347702941676018135/posts/default/8273392330685553407'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://folhetinsanos.blogspot.com/2009/01/cios-do-ofcio.html' title='Ócios do ofício'/><author><name>Rodolfo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06723250135310569352</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_LDwMFUTzBuI/SUKDcJztHrI/AAAAAAAAAA8/zsOjcJALN6k/S220/DSC00411.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4347702941676018135.post-2121996613149747687</id><published>2009-01-13T18:03:00.003-02:00</published><updated>2009-01-13T19:06:20.048-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões'/><title type='text'>Mais um ano, mais um certeza</title><content type='html'>&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;Opa&lt;/span&gt;, veio 2009. Dentre as inúmeras incertezas do último "&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;double&lt;/span&gt;" do século, da plástica da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;Dilma&lt;/span&gt;, do "novo" conflito infindável e tendendo ao &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;trogloditismo&lt;/span&gt;, do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;estrelismo&lt;/span&gt; do nosso presidente sapo-barbudo, da tramitação política do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;Oba&lt;/span&gt;-&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;obama&lt;/span&gt;, do agravamento da crise (?), do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;Ronalducho&lt;/span&gt; de volta ao futebol brasileiro, do clima &lt;em&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;sui&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;generis&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; pra esse período, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;etecétera&lt;/span&gt;, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;etecétera&lt;/span&gt;... Só tenho uma certeza que esse ano nos reserva, na virada pra 2010 não haverá mais aqueles óculos com o ano em questão esperado. Uma mudança &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;sutil&lt;/span&gt;, que por enquanto é a única certeza que corroboro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4347702941676018135-2121996613149747687?l=folhetinsanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://folhetinsanos.blogspot.com/feeds/2121996613149747687/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4347702941676018135&amp;postID=2121996613149747687&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4347702941676018135/posts/default/2121996613149747687'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4347702941676018135/posts/default/2121996613149747687'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://folhetinsanos.blogspot.com/2009/01/opa-veio-2009.html' title='Mais um ano, mais um certeza'/><author><name>Rodolfo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06723250135310569352</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_LDwMFUTzBuI/SUKDcJztHrI/AAAAAAAAAA8/zsOjcJALN6k/S220/DSC00411.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4347702941676018135.post-9005509787567061743</id><published>2009-01-12T16:36:00.002-02:00</published><updated>2009-01-12T16:38:36.435-02:00</updated><title type='text'>E agora?</title><content type='html'>E agora?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O futuro agora já é passado.&lt;br /&gt;Objetivo: concluído.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que não me sinto realizado?&lt;br /&gt;Preferia o ludíbrio pelo mérito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mérito? Não existe. Se tivesse, devia ter, esqueci daquilo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando não se tem mais sofreguidão pela realização, talvez com idade, o subterfúgio pende pro lugar comum, dinheiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começo a entender a fragilidade humana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espero ficar livre desse súcubus.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4347702941676018135-9005509787567061743?l=folhetinsanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://folhetinsanos.blogspot.com/feeds/9005509787567061743/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4347702941676018135&amp;postID=9005509787567061743&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4347702941676018135/posts/default/9005509787567061743'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4347702941676018135/posts/default/9005509787567061743'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://folhetinsanos.blogspot.com/2009/01/e-agora.html' title='E agora?'/><author><name>marcos.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02939184245877707372</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_60oyKWnofE4/SGZKW_JDYJI/AAAAAAAAAAY/R3Cqo6iHPw0/S220/_and_we_become_____by_lithp.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4347702941676018135.post-7012621211644689404</id><published>2008-12-18T11:32:00.001-02:00</published><updated>2008-12-18T11:36:35.286-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cotidiano'/><title type='text'>Re(acio)nária</title><content type='html'>A culpa é do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;backspace&lt;/span&gt;. Maldita tecla retrógrada, nos fazendo recuar enquanto um infinito em branco espera para ser preenchido. Um apertar e lá se vão os sonhos, para o caminho das palavras mortas, dos receios tortuosos. Sê corajoso e abole-a.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4347702941676018135-7012621211644689404?l=folhetinsanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://folhetinsanos.blogspot.com/feeds/7012621211644689404/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4347702941676018135&amp;postID=7012621211644689404&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4347702941676018135/posts/default/7012621211644689404'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4347702941676018135/posts/default/7012621211644689404'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://folhetinsanos.blogspot.com/2008/12/reacionria.html' title='Re(acio)nária'/><author><name>Rodolfo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06723250135310569352</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_LDwMFUTzBuI/SUKDcJztHrI/AAAAAAAAAA8/zsOjcJALN6k/S220/DSC00411.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4347702941676018135.post-669785214432213879</id><published>2008-12-18T11:29:00.000-02:00</published><updated>2008-12-18T11:32:24.629-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões'/><title type='text'>Concretismo absoluto</title><content type='html'>Crescer. Crê ser?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4347702941676018135-669785214432213879?l=folhetinsanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://folhetinsanos.blogspot.com/feeds/669785214432213879/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4347702941676018135&amp;postID=669785214432213879&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4347702941676018135/posts/default/669785214432213879'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4347702941676018135/posts/default/669785214432213879'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://folhetinsanos.blogspot.com/2008/12/concretismo-absoluto.html' title='Concretismo absoluto'/><author><name>Rodolfo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06723250135310569352</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_LDwMFUTzBuI/SUKDcJztHrI/AAAAAAAAAA8/zsOjcJALN6k/S220/DSC00411.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4347702941676018135.post-349358977408498923</id><published>2008-12-16T10:23:00.000-02:00</published><updated>2008-12-16T10:26:15.023-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões'/><title type='text'>Bigue-bangue</title><content type='html'>O desejo de ser bem quisto quando se é arrebatado pela inefável ferramenta do amor: a bendita (ou  maldita) paixão; entornam sobre nós, apaixonados, pensamentos levianos. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;Entaramelados&lt;/span&gt;, eles saem de nossas bocas secas indefinidos, buscando lucidez, vigor o suficiente para serem ouvidos, assimilados. Normalmente, acabam por se restarem ao cantinho &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;úmido&lt;/span&gt; de nossos corações, amaldiçoados eternamente por não se esganiçarem o bastante, por não tomarem de assalto seus destinos, invariavelmente, nossas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;Marílias&lt;/span&gt;; num &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;bigue&lt;/span&gt;-&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;bangue&lt;/span&gt; de emoções.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4347702941676018135-349358977408498923?l=folhetinsanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://folhetinsanos.blogspot.com/feeds/349358977408498923/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4347702941676018135&amp;postID=349358977408498923&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4347702941676018135/posts/default/349358977408498923'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4347702941676018135/posts/default/349358977408498923'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://folhetinsanos.blogspot.com/2008/12/bigue-bangue.html' title='Bigue-bangue'/><author><name>Rodolfo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06723250135310569352</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_LDwMFUTzBuI/SUKDcJztHrI/AAAAAAAAAA8/zsOjcJALN6k/S220/DSC00411.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4347702941676018135.post-5031320324244806401</id><published>2008-12-12T13:34:00.004-02:00</published><updated>2008-12-13T14:06:21.133-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cotidiano'/><title type='text'>Cervejinha</title><content type='html'>Ontem tive certeza de tudo. Tudo é instável, mas uma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;cervejinha&lt;/span&gt; despretensiosa com os amigos continua experiência única, garanto!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4347702941676018135-5031320324244806401?l=folhetinsanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://folhetinsanos.blogspot.com/feeds/5031320324244806401/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4347702941676018135&amp;postID=5031320324244806401&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4347702941676018135/posts/default/5031320324244806401'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4347702941676018135/posts/default/5031320324244806401'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://folhetinsanos.blogspot.com/2008/12/cerveijnha.html' title='Cervejinha'/><author><name>Rodolfo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06723250135310569352</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_LDwMFUTzBuI/SUKDcJztHrI/AAAAAAAAAA8/zsOjcJALN6k/S220/DSC00411.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4347702941676018135.post-4811928910236056082</id><published>2008-12-10T18:05:00.002-02:00</published><updated>2008-12-10T18:12:38.101-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Citações'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cotidiano'/><title type='text'>Chuva ou Sol?</title><content type='html'>Cadê a chuva que não vem? Li no jornal que ela vem sob a forma do fenômeno que causou toda aquela destruição em Itajaí... Mas sem o tal vórtice (nem me perguntem o que é isso!), somente frente fria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E como todo bom ser humano, nunca estou satisfeito! Isso me lembra uma frase do saudoso José Lins do Rego: "Se chove, tenho saudades do sol, se faz calor, tenho saudades da chuva".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois é...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4347702941676018135-4811928910236056082?l=folhetinsanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://folhetinsanos.blogspot.com/feeds/4811928910236056082/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4347702941676018135&amp;postID=4811928910236056082&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4347702941676018135/posts/default/4811928910236056082'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4347702941676018135/posts/default/4811928910236056082'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://folhetinsanos.blogspot.com/2008/12/chuva-ou-sol.html' title='Chuva ou Sol?'/><author><name>Rodolfo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06723250135310569352</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_LDwMFUTzBuI/SUKDcJztHrI/AAAAAAAAAA8/zsOjcJALN6k/S220/DSC00411.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4347702941676018135.post-9000459976005540641</id><published>2008-12-09T22:23:00.002-02:00</published><updated>2008-12-09T22:29:50.889-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poemas'/><title type='text'>Resolução</title><content type='html'>Queria poder retornar aquela cena&lt;br /&gt;No intuito de escrever o tal poema,&lt;br /&gt;Cuspir palavras, à tinta e pena.&lt;br /&gt;Porque como disse o mestre&lt;br /&gt;Tudo vale a pena quando a alma não é pequena!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Letra após letra, um tremendo cuspidouro&lt;br /&gt;Revelando fracos versos, permeando um tesouro&lt;br /&gt;A ímpia vocabulária deglutindo pensamentos&lt;br /&gt;O calor daqueles atos sobressai aos sofrimentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O resultado é esperado&lt;br /&gt;Tamanho é o enfado&lt;br /&gt;De notar sua ausência&lt;br /&gt;E sentir a sua essência&lt;br /&gt;                                 [ apenas na ponta da pena nesse destrambelhado poema]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lasciate ognia esperanza&lt;br /&gt;O verde morreu, deu cor à aurora...&lt;br /&gt;Mas não a aurora conhecida, não aquela profusão de gases belos&lt;br /&gt;Escala de cinza caberia melhor! Na palheta de cores o ser humano escolheu a mais sem graça! Preferia o leiteiro!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chega dessa conivência&lt;br /&gt;Infrinja esse espírito de porco&lt;br /&gt;Cobre eficiência daqueles a quem deu voz&lt;br /&gt;Justifique o seu voto, quiçá com um ato atroz!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chega de sombra, chega de estupidismo&lt;br /&gt;Cansamos da desumanidade desse congresso sem sentido&lt;br /&gt;Matemo-los antes quem nos matem&lt;br /&gt;Com suas falsas promessas e com sua pizza infinda&lt;br /&gt;Num abarrotar populista, restou-nos a berlinda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espero não confundir muito a cabeça de quem o leu, mas coloquei alguns elementos de vários autores e suas respectivas obras, como a citação do leiteiro, a inscrição da entrada do inferno da "Divina Comédia" etc.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4347702941676018135-9000459976005540641?l=folhetinsanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://folhetinsanos.blogspot.com/feeds/9000459976005540641/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4347702941676018135&amp;postID=9000459976005540641&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4347702941676018135/posts/default/9000459976005540641'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4347702941676018135/posts/default/9000459976005540641'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://folhetinsanos.blogspot.com/2008/12/resoluo.html' title='Resolução'/><author><name>Rodolfo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06723250135310569352</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_LDwMFUTzBuI/SUKDcJztHrI/AAAAAAAAAA8/zsOjcJALN6k/S220/DSC00411.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4347702941676018135.post-7250725114829821674</id><published>2008-12-09T22:22:00.001-02:00</published><updated>2008-12-09T22:22:56.813-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões'/><title type='text'>Vício</title><content type='html'>Admito. Só assim já me parece ser justo. Até pelo fato de você ter me pressionado. Cansei de negar, era inevitável que você, no joguinho de culpa-sensualidade acabaria por me convencer. Oks, é você. Agora pára de me provocar, se afasta definitivamente. Para que a minha vida também possa experimentar sensações esquecidas e quem sabe evitar a talvez inadiável dor da ferida romântica, complacente se analisada a taxa de toxina que inoculou em mim. Anticorpos, definitivamente é disso que eu preciso. E em larga escala tamanha é a dormência de sinapse que me causou. Uma droga asfixiante, em contrapartida inebriante. O seu vício será o meu fim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4347702941676018135-7250725114829821674?l=folhetinsanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://folhetinsanos.blogspot.com/feeds/7250725114829821674/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4347702941676018135&amp;postID=7250725114829821674&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4347702941676018135/posts/default/7250725114829821674'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4347702941676018135/posts/default/7250725114829821674'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://folhetinsanos.blogspot.com/2008/12/vcio.html' title='Vício'/><author><name>Rodolfo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06723250135310569352</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_LDwMFUTzBuI/SUKDcJztHrI/AAAAAAAAAA8/zsOjcJALN6k/S220/DSC00411.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4347702941676018135.post-60760998643107217</id><published>2008-12-09T22:19:00.000-02:00</published><updated>2008-12-09T22:20:37.523-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cotidiano'/><title type='text'>Voluntária</title><content type='html'>Nem eu entendo tamanha correria... Pra quê tanta pressa no vaivém das pessoas? Pressa no atravessar o sinal, pressa no número um, dois ou quiçá o três (aquele mesmo). Nada é feito naquela antes conhecida e apreciada calma. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;Taí&lt;/span&gt;, o que falta às pessoas do globo terrestre. Não é à toa a enxurrada de produtos, serviços e costumes &lt;em&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;made&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;in&lt;/span&gt; china&lt;/em&gt;. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;Eletrodomésticos&lt;/span&gt; comandam nosso dia-a-dia, escravizam-nos nos seus deliciosos e cintilantes botões de borracha, nos seus chips poderosos, na sua capacidade de adivinhar os nossos mais íntimos desejos (ou fazer-nos crer que é &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;exatamente&lt;/span&gt; isso que precisamos).&lt;br /&gt;Entopem nossas prateleiras, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;emburrecem&lt;/span&gt; a gente de tal forma que cá estou eu, na frente de um dos mais conhecidos escravos da sociedade &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;atual&lt;/span&gt;: o computador.&lt;br /&gt;Perdemos a fascinante utopia do &lt;em&gt;carpe &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;diem&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;, da alegria de viver. De poder olhar pro lado e ficar surpreso por estar no comando, por ter músculos e vontades próprias para realizar nossos movimentos a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;bel&lt;/span&gt;-prazer. De levantarmos do sofá na certeza que viveremos mais um dia daquela aventura ímpar: nossa vida.&lt;br /&gt;Mas estamos adiando nossos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;ensejos&lt;/span&gt;, prendemos nossas asas no &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;conflitante&lt;/span&gt; trabalho e consumo... O mundo mudou e a calma virou &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;stress&lt;/span&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4347702941676018135-60760998643107217?l=folhetinsanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://folhetinsanos.blogspot.com/feeds/60760998643107217/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4347702941676018135&amp;postID=60760998643107217&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4347702941676018135/posts/default/60760998643107217'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4347702941676018135/posts/default/60760998643107217'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://folhetinsanos.blogspot.com/2008/12/voluntria.html' title='Voluntária'/><author><name>Rodolfo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06723250135310569352</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_LDwMFUTzBuI/SUKDcJztHrI/AAAAAAAAAA8/zsOjcJALN6k/S220/DSC00411.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4347702941676018135.post-1708754874853162437</id><published>2008-12-09T22:16:00.000-02:00</published><updated>2008-12-09T22:17:14.588-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poemas'/><title type='text'>Enjoy it!</title><content type='html'>No fulgor dessa leviandade acatei às minhas vontades e questionei os meus métodos (escusos) de reciprocidade. Tarde demais, já estava bobo. Aproveite, mon chèrri.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4347702941676018135-1708754874853162437?l=folhetinsanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://folhetinsanos.blogspot.com/feeds/1708754874853162437/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4347702941676018135&amp;postID=1708754874853162437&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4347702941676018135/posts/default/1708754874853162437'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4347702941676018135/posts/default/1708754874853162437'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://folhetinsanos.blogspot.com/2008/12/enjoy-it.html' title='Enjoy it!'/><author><name>Rodolfo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06723250135310569352</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_LDwMFUTzBuI/SUKDcJztHrI/AAAAAAAAAA8/zsOjcJALN6k/S220/DSC00411.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4347702941676018135.post-171509803198983846</id><published>2008-12-09T22:15:00.000-02:00</published><updated>2008-12-09T22:16:22.518-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões'/><title type='text'>Tvlizando</title><content type='html'>Falta de opção&lt;br /&gt;Cultura emburrecente&lt;br /&gt;Estagnação mental&lt;br /&gt;Saber incipiente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sociedade&lt;br /&gt;Capitalista&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4347702941676018135-171509803198983846?l=folhetinsanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://folhetinsanos.blogspot.com/feeds/171509803198983846/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4347702941676018135&amp;postID=171509803198983846&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4347702941676018135/posts/default/171509803198983846'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4347702941676018135/posts/default/171509803198983846'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://folhetinsanos.blogspot.com/2008/12/tvlizando.html' title='Tvlizando'/><author><name>Rodolfo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06723250135310569352</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_LDwMFUTzBuI/SUKDcJztHrI/AAAAAAAAAA8/zsOjcJALN6k/S220/DSC00411.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4347702941676018135.post-7529994308253318326</id><published>2008-12-09T22:13:00.001-02:00</published><updated>2008-12-09T22:15:42.554-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cotidiano'/><title type='text'>Contradições cotidianas</title><content type='html'>Vai vendo: se o impossível é tocável, o possível é plausível. Claro, não há quem não garanta com segurança tal afirmação. E pra quê o possível, se o impossível abocanha nossas vertigens, fazendo de cada mísero passo um tremendo salto olímpico? Ao invés de uma vida ociosa, uma vida cheia de dúvidas. No lugar de certezas infinitas o questionamento eterno perante as atitudes ( recém) tomadas. Isso é viver, porque, infelizmente, só podemos usufruir dessa; e em sua totalidade, VIDA.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4347702941676018135-7529994308253318326?l=folhetinsanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://folhetinsanos.blogspot.com/feeds/7529994308253318326/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4347702941676018135&amp;postID=7529994308253318326&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4347702941676018135/posts/default/7529994308253318326'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4347702941676018135/posts/default/7529994308253318326'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://folhetinsanos.blogspot.com/2008/12/contradies-cotidianas.html' title='Contradições cotidianas'/><author><name>Rodolfo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06723250135310569352</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_LDwMFUTzBuI/SUKDcJztHrI/AAAAAAAAAA8/zsOjcJALN6k/S220/DSC00411.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4347702941676018135.post-7840035726346223681</id><published>2008-12-09T22:12:00.001-02:00</published><updated>2008-12-09T22:12:59.006-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônicas'/><title type='text'>Olhares</title><content type='html'>Vai ver foi apenas mais uma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;flertada&lt;/span&gt;, um instante assim trivial, sem nexo ou explicação alguma. Um olhar, outro olhar e lá se ia a bendita troca. Como um scanner ela penetrou na mente, nos desejos mais íntimos, com uma habilidade ímpar. Sim, a tal habilidade feminina. Somos um livro aberto perante aos conhecidos “olhos de ressaca”. Sugam-nos nossos rompantes psicológicos, interpretam com uma destreza não &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;copiável&lt;/span&gt; nossas sensações &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;cotidianas&lt;/span&gt;; essas mulheres. Em contrapartida, resta a nós nos defendermos, já que, humanos comuns, não possuímos dom algum, tampouco nada relativo à “&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;mind&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;reader&lt;/span&gt;”.&lt;br /&gt;E isso em apenas uma troca de olhares. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;Diria&lt;/span&gt; lânguido, não fossem perversos; combustível para os pensamentos mais impuros ( porém comedidos, visto o tal “poder feminino” ). &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;Marionete&lt;/span&gt;, isso, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;marionete&lt;/span&gt; mesmo. Não passamos disso em relação aos olhares das mulheres. Gostamos dessa escravidão &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;tênue&lt;/span&gt; e que acelera nosso coração e tira-nos a máscara de segurança que sempre carregamos. Um olhar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4347702941676018135-7840035726346223681?l=folhetinsanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://folhetinsanos.blogspot.com/feeds/7840035726346223681/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4347702941676018135&amp;postID=7840035726346223681&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4347702941676018135/posts/default/7840035726346223681'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4347702941676018135/posts/default/7840035726346223681'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://folhetinsanos.blogspot.com/2008/12/olhares.html' title='Olhares'/><author><name>Rodolfo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06723250135310569352</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_LDwMFUTzBuI/SUKDcJztHrI/AAAAAAAAAA8/zsOjcJALN6k/S220/DSC00411.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4347702941676018135.post-3848560652485744997</id><published>2008-12-09T22:04:00.001-02:00</published><updated>2008-12-09T22:12:10.924-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônicas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cotidiano'/><title type='text'>Fuja!</title><content type='html'>Talvez fosse só mais um dia. Como se mais um dia fosse pouco à sua &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;vidinha&lt;/span&gt; medíocre e sem graça. Talvez fosse um sonho... Mas tão real? Não, não poderia. Tudo parecia no seu devido lugar. Todos os seus sentimentos gelados e de solidão devidamente alimentados. Cargas de ódio cuidadosamente dosadas, transferidas lentamente à sua mente. Arrumou a camiseta, secou o suor do rosto. Somente mais um dia - pensou. Se ele havia &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;agüentado&lt;/span&gt; tantos e tantos outros por que não haveria de aceitar mais um?&lt;br /&gt;Suicídio? Desistiu faz tempo dessa hipótese. Seu sonho era morrer dormindo. Quem sabe assim fugiria da estupidez &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;coletiva&lt;/span&gt;, do fardo de antipatia que carregava contra todos aqueles que o zombaram. O melhor seria fugir. Fuja dessa sua lógica inerte, fuja dessa sociedade estranha. Fuja!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;Put&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;you&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;mind&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;on&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;and&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;the&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;sky&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;will&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;be&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;the&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;limit&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;Fix&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;you&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;pray&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;and&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;the&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;hole&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;will&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;disappear&lt;/span&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4347702941676018135-3848560652485744997?l=folhetinsanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://folhetinsanos.blogspot.com/feeds/3848560652485744997/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4347702941676018135&amp;postID=3848560652485744997&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4347702941676018135/posts/default/3848560652485744997'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4347702941676018135/posts/default/3848560652485744997'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://folhetinsanos.blogspot.com/2008/12/talvez-fosse-s-mais-um-dia.html' title='Fuja!'/><author><name>Rodolfo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06723250135310569352</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_LDwMFUTzBuI/SUKDcJztHrI/AAAAAAAAAA8/zsOjcJALN6k/S220/DSC00411.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4347702941676018135.post-7637619204400540038</id><published>2008-12-09T22:02:00.000-02:00</published><updated>2008-12-09T22:03:24.883-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cotidiano'/><title type='text'>O teclado</title><content type='html'>Aperte com força as teclas do seu super high-tech teclado wireless. Sinta a maciez da cobertura emborrachada, percorra apertando aleatoriamente todas ( repito, todas) as teclas possíveis, desfilando suavidade por sobre o Odin dos aparatos. Orgasmo-tecnológico, né?&lt;br /&gt;   Valeu o preço vendo o sufrágio da sua mente que ( não se sabe como ) aceitou ser alimentada apenas de miojos durante um mês para que essa traquitana – opa, olha como você está chamando ele!&lt;br /&gt;Enfim, aproveite. Enjoy, eu diria. Exercite a sua vidinha virtual, acarinhe mais uma criação escravizante ( olha como brilha! ). Toque-o como se tocasse o corpo de uma mulher... Com receio, talvez. Mas com a certeza de que pode, ele é seu mesmo! Ou será o contrário? Putz, apertou o F9 de novo!?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4347702941676018135-7637619204400540038?l=folhetinsanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://folhetinsanos.blogspot.com/feeds/7637619204400540038/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4347702941676018135&amp;postID=7637619204400540038&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4347702941676018135/posts/default/7637619204400540038'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4347702941676018135/posts/default/7637619204400540038'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://folhetinsanos.blogspot.com/2008/12/o-teclado.html' title='O teclado'/><author><name>Rodolfo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06723250135310569352</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_LDwMFUTzBuI/SUKDcJztHrI/AAAAAAAAAA8/zsOjcJALN6k/S220/DSC00411.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4347702941676018135.post-2219708185653967169</id><published>2008-12-09T21:58:00.002-02:00</published><updated>2008-12-09T22:02:25.372-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônicas'/><title type='text'>A paixão vem em estupor de pensamentos</title><content type='html'>Nada sobrará – disse certa vez o sábio, replicando minha aparente &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;eloqüência&lt;/span&gt;. Ruiu qualquer fascínio que possuía sobre o velho.&lt;br /&gt;– Como ousa? – necessitava de tempo para a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;tréplica&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;Ele simplesmente apontou ao horizonte e disse: “pense”. E fiquei lá, pescando do céu possíveis respostas. Respostas plenas, fossem pelo murmúrio da aragem que fazia trepidar a campina sob meus pés, fossem pelo cair do orvalho sobre minhas rugas de dúvidas. “Devaneios febris” era como o velho costumava chamar as paixões e lembrar disso me fez rir. Adormeci com um sorriso no rosto e sonhei. Sonhei contornos de mulher. Era tudo utopia, quimera de minha mente, inebriada pela febre do querer. Torci para não acordar, temendo não sentir o roçar do meu corpo ao dela. Ah, Gabriela!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Peço desculpas pela voracidade em postar, mas preciso compartilhar com vocês sensações que (ultimamente) me dominam.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4347702941676018135-2219708185653967169?l=folhetinsanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://folhetinsanos.blogspot.com/feeds/2219708185653967169/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4347702941676018135&amp;postID=2219708185653967169&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4347702941676018135/posts/default/2219708185653967169'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4347702941676018135/posts/default/2219708185653967169'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://folhetinsanos.blogspot.com/2008/12/paixo-vem-em-estupor-de-pensamentos.html' title='A paixão vem em estupor de pensamentos'/><author><name>Rodolfo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06723250135310569352</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_LDwMFUTzBuI/SUKDcJztHrI/AAAAAAAAAA8/zsOjcJALN6k/S220/DSC00411.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4347702941676018135.post-9149032883714921943</id><published>2008-12-09T21:53:00.003-02:00</published><updated>2008-12-09T22:09:22.777-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônicas'/><title type='text'></title><content type='html'>Não é segredo de ninguém o fato de eu ter uma certa &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;quedinha&lt;/span&gt; pela &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;Srta&lt;/span&gt;. Cravo &amp;amp; Canela... e após um certo encontro, sob o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;mormaço&lt;/span&gt; que se abate sobre essa &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;Paulicéia&lt;/span&gt;. E aqui vai, meio derrubado, meio apressado... como todo sintoma de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;paixonite&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;dríade&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;Mormaço&lt;/span&gt;. Ardia mais que qualquer &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;Kalahari&lt;/span&gt; aquela tarde. As sombras ausentavam-se, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;irônicas&lt;/span&gt;. Especialmente as das árvores. Sombras fugidias, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;taí&lt;/span&gt;, um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;ótimo&lt;/span&gt; nome pra qualquer poema &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;byroniano&lt;/span&gt;. Como quem dissesse “Ardam, culpados!”, a fornalha do Sol fazia o papel de vilão(...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seus cabelos louros, fios d’ouro brilhavam mais que o de costume. Ofuscavam a beleza de qualquer madeixa, por mais bela que fosse. Atraía-me, ardilosamente. No fundo ela sabia. Sabia que aquele olhar &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;doudo&lt;/span&gt;, somado àquele perfume lascivo e provocante (sim, Castro Alves...) era armadilha a qualquer mortal, especialmente a mim. A tentação, misturada ao calor impávido, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;enleava&lt;/span&gt;-me, sussurrava-me, lânguida. Miragem, miragem...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não mais que de repente, qualquer defesa que possuísse, se esvaiu perante a mais inocente e mais poderosa arma feminina: o sorriso, com aquele charme secreto, tendendo ao petulante. Era &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;Pã&lt;/span&gt;, de cuja flauta havia soprado a mais perfeita das &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;dríades&lt;/span&gt;. De graça ímpar, de sabores &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;infindos&lt;/span&gt;... O amor com gosto de canela. Sabor de Gabriela.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4347702941676018135-9149032883714921943?l=folhetinsanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://folhetinsanos.blogspot.com/feeds/9149032883714921943/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4347702941676018135&amp;postID=9149032883714921943&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4347702941676018135/posts/default/9149032883714921943'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4347702941676018135/posts/default/9149032883714921943'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://folhetinsanos.blogspot.com/2008/12/no-segredo-de-ningum-o-fato-de-eu-ter.html' title=''/><author><name>Rodolfo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06723250135310569352</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_LDwMFUTzBuI/SUKDcJztHrI/AAAAAAAAAA8/zsOjcJALN6k/S220/DSC00411.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4347702941676018135.post-8435059904219500229</id><published>2008-12-09T21:52:00.000-02:00</published><updated>2008-12-09T21:53:14.393-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões'/><title type='text'>Olhos d'alma</title><content type='html'>Vi, através dos olhos da alma pela primeira vez. E no meio daquele turbilhão de emoções, distingui o sofrer. Estava só, invisível às demais feridas d’alma, embora fosse deveras semelhante à outra logo ali, e também àquela outra, e outra, e outra...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4347702941676018135-8435059904219500229?l=folhetinsanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://folhetinsanos.blogspot.com/feeds/8435059904219500229/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4347702941676018135&amp;postID=8435059904219500229&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4347702941676018135/posts/default/8435059904219500229'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4347702941676018135/posts/default/8435059904219500229'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://folhetinsanos.blogspot.com/2008/12/olhos-dalma.html' title='Olhos d&apos;alma'/><author><name>Rodolfo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06723250135310569352</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_LDwMFUTzBuI/SUKDcJztHrI/AAAAAAAAAA8/zsOjcJALN6k/S220/DSC00411.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4347702941676018135.post-5617798199478482628</id><published>2008-12-09T21:50:00.001-02:00</published><updated>2008-12-09T21:52:14.333-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônicas'/><title type='text'>Inspiração</title><content type='html'>Sim, eu precisava de inspiração. A do tipo que me arrebata uma, duas vezes ao ano. Todavia desconheça o poder desta, vou me aproveitar até a última gota. É inerente a qualquer homem se apaixonar. E inevitavelmente tendemos a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;herculices&lt;/span&gt;, miramos o alvo mais impossível. Claro, estamos sempre de sobreaviso, sentinelas, a espreita de uma mínima abertura à tentativa de tiro. Sequer calculamos precisão, só a alvejamos; talvez nos apoiando na máxima da quantidade. E assim estou eu, me furtando a esse tipo de atitude. Rondando tal qual Hércules ao &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;pomo&lt;/span&gt; das &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;Hespérides&lt;/span&gt;. Incertezas a parte, a sensação é recompensadora. Aparvalhado ou não, prometê-la-&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;ei&lt;/span&gt; a Lua, se for preciso. A paixão exige pressa e jamais me &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;atreverei&lt;/span&gt; a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;olvidá&lt;/span&gt;-la. Jogo a pedra, fato que seja longa a espera. Só peço-te, abra a janela, Gabriela.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4347702941676018135-5617798199478482628?l=folhetinsanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://folhetinsanos.blogspot.com/feeds/5617798199478482628/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4347702941676018135&amp;postID=5617798199478482628&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4347702941676018135/posts/default/5617798199478482628'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4347702941676018135/posts/default/5617798199478482628'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://folhetinsanos.blogspot.com/2008/12/inspirao.html' title='Inspiração'/><author><name>Rodolfo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06723250135310569352</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_LDwMFUTzBuI/SUKDcJztHrI/AAAAAAAAAA8/zsOjcJALN6k/S220/DSC00411.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4347702941676018135.post-8363538051756498176</id><published>2008-12-09T21:40:00.002-02:00</published><updated>2008-12-09T21:46:22.739-02:00</updated><title type='text'>Iniciando!</title><content type='html'>Começo agradecendo o convite (pensando melhor, eu me convidei...) para participar, e posto o conto que participei no concurso do meu &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;campus&lt;/span&gt; e dentre 45 outros, fiquei em quarto. É meio pesado, e nada requintado... Mas com o tempo aprendemos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O lamento do abutre&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Não fosse mais um dia de sol talvez não estivesse lá. Mesmo com a aparente &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;tranqüilidade&lt;/span&gt;, ele abriu suas asas, na esperança que o calor secasse suas penas. Caso pudesse murmurar, um lamento de tristeza ecoaria daquele pico. Na cabeça já pelada pelos anos, no olhar vago, distante... Já não havia mais aquela fleuma, aquela alegria de viver. Seus dias de abutre estavam chegando ao fim. A podridão já não o atraía. A carniça já não o satisfazia. A expressão reumática da pobre ave &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;refletia&lt;/span&gt; isso. Esboçou um sorriso amarelo, lembrando o tempo em que dominava os céus daquele cerrado. Quando era temido pelos semelhantes e invejado também, porque não? O tempo voou, literalmente. Acomodado no esqueleto da velha &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;pitombeira&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;remoia&lt;/span&gt; a implicação que os anos de maus hábitos haviam lhe trazido.&lt;br /&gt;Talvez a culpa fosse do cardápio. Sim, era o cardápio. Por que não um fígado de Prometeu? Resignou-se. Tentou afastar esse pensamento. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;Fez&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;mea&lt;/span&gt; culpa (os abutres sempre o fazem). O ócio culinário, sabia, era o único e total responsável. Beliscou suas asas, parcialmente secas. Pelo menos o sol ainda servia... Se bem que torrava sua cabeça, devorava sua sombra, minava qualquer resistência que a outrora poderosa ave exercia. O abutre, antes de tudo era um forte. O seu Sol ardia mais, inimigo impossível de ser combatido. Trevas – talvez o desejo mais íntimo daquela ave.&lt;br /&gt;Culpar o Sol já não o satisfazia – ele o culpava dia sim, dia não. Quem sabe receio. Vingança de Apolo, que negaria a um dia inabalável ave um mísero &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;calorzinho&lt;/span&gt;. A culpa era do vento, só podia. Carregava a maldita areia vermelha, nunca &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;ventava&lt;/span&gt; certo. As correntes sempre em desalinho, por mais hábil que fosse o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;vôo&lt;/span&gt; do abutre sempre o carregavam para o longe, para o nunca. Malditas aragens – balançou o abutre. As asas quase secas.&lt;br /&gt;Se esforçou para lembrar o que mais o importunava. Os jovens. Desfilando arrogância com suas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;penugens&lt;/span&gt; petulantes, com suas fêmeas opulentas. Não havia mais abutres como antigamente. Suspirou – sim, os abutres também suspiram. Mirou a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;pitombeira&lt;/span&gt;, já morta. No seu íntimo o abutre sabia que eram parecidos, fadados às pilhas, já fracas, do tempo.&lt;br /&gt;Ah, mas os abutres não se satisfazem fácil. Seu âmago queria mais. E lembrou: o homem. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;Serzinho&lt;/span&gt; mau-&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;caráter&lt;/span&gt;, egocêntrico. Ardia mais que o sol, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;ventava&lt;/span&gt; mais que o vento. Por mais que fosse solitário o abutre sabia que o homem o havia deixado assim. Fora ele que levou sua família, com o maldito cospe-chumbo. Ódio! Mas, momentaneamente, refestelou-se. Uma onda de prazer invadiu o seu corpo. Sim, ele havia dado suas bicadas nos parentes do homem, também. Sabia como ninguém esperar, pacientemente, o único desfecho ao homem perdido na amplitude daquele cerrado.&lt;br /&gt;Porém a culpa poderia ser dos astros. Culpar a uma coisa maior não é característica somente dos homens. Horóscopo o abutre desconhecia. Era regido pela rabugice, mesmo. Mas culpar aos astros fez o abutre se sentir bem, como a tempo não se sentia. Pudesse sorrir, sorriria. As asas já secas fizeram menção de voar. E então o abutre fechou os seus olhinhos ausentando-se da vermelhidão do cerrado, abriu suas imponentes asas e voou. Voou o mais alto que pôde. Voou para o infinito. Aonde fígados vinham em bandejas de prata. Aonde o Sol acariciava suas penas e o vento abraçava-o. Aonde os jovens eram velhos e o homem, homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraços, Rodolfo&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4347702941676018135-8363538051756498176?l=folhetinsanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://folhetinsanos.blogspot.com/feeds/8363538051756498176/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4347702941676018135&amp;postID=8363538051756498176&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4347702941676018135/posts/default/8363538051756498176'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4347702941676018135/posts/default/8363538051756498176'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://folhetinsanos.blogspot.com/2008/12/iniciando.html' title='Iniciando!'/><author><name>Rodolfo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06723250135310569352</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_LDwMFUTzBuI/SUKDcJztHrI/AAAAAAAAAA8/zsOjcJALN6k/S220/DSC00411.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4347702941676018135.post-7935782103675952374</id><published>2008-10-28T22:59:00.003-02:00</published><updated>2008-10-28T23:06:52.637-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônicas'/><title type='text'>História sobre amores de um segundo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Após longa abstinência...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tinha lá seus dezoito anos, menina de calças rasgadas compradas na loja de grife e a sua velha mochila vermelha de estudante com zíper quebrado, All Star era indispensável, às vezes listrado, às vezes preto, mas sempre, pelo menos nos dias da semana. Não se pode nunca ignorar os cabelos, castanhos cor de terra molhada, oleosos, mas nem por isso menos charmosos. Franja presa à orelha e estava pronta. Os olhos não tive tempo de notá-los, nem o pescoço ou as mãos, essas coisas que parecem essenciais a todo homem que simplesmente não me recordo. Desapercebida pela multidão, vestibulanda voltando do cursinho, ou talvez indo. Realmente não importa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na primeira vez a moça, nem mulher nem adolescente, estava sentada nos bancos pouco confortáveis, mas loucamente disputados do metrô da linha vermelha, leste-oeste. Todos os outros assentos do vagão estavam ocupados: senhoras, gordinhos, trabalhadores. O silêncio do cansaço imperava sobre os burburinhos fofoqueiros indistinguíveis. O portal eletrônico se fez majestoso e abriu com um estrondo de ar para que o rapaz entrasse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saltou sobre o vão e emergiu na atmosfera do transporte público. O anseio pelo caminho de casa o invadiu e o rapaz procurou um lugar. Acomodou-se em pé, de frente para a moça, com os braços estendidos na haste de metal e seguiu viagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rapaz e moça trocaram despretensiosos olhares discretos, nenhum dos dois tinha humor para uma conversa com desconhecidos e também nada disso passava pelo turbilhão de pensamentos deles. O rapaz cantarolava dentro de sua cabeça uma música da qual só sabia o refrão e a moça; bem, vai saber o que se passa pela cabeça das mulheres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez a moça tenha notado o olhar cansado do rapaz, talvez tenha passado por situação parecida e se simpatizou com o rapaz, mas gosto de acreditar que tenha sido apenas automático, que não precise de justificativa. Com um sorriso quase infantil e bem amigável, a moça ousou pronunciar algumas palavras que certamente o rapaz não ouviu, mas entendeu o gesto. Apenas disse à moça para que não se incomodasse e que sua mochila estava bem pesada. O peso do conhecimento é algo realmente pesado. A moça desceu algumas estações depois, o rapaz tomou seu lugar e seguiu viagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A segunda e última vez foi a mais inesperada. O rapaz tinha uma mania que o preocupava, apesar de se autodenominar como desatento, tinha uma estranha facilidade em reconhecer rostos familiares, principalmente aqueles que encontrava no transporte público, mas nem todos, aqueles que de alguma forma eram notados por ele. Seja um bêbado atormentando os passageiros, uma mulher amamentando o filho, ou uma simpática moça que oferecesse o colo para carregar sua mochila.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De rabo de olho, aguardando a porta se abrir, o rapaz notou na janela do metrô a moça que inesperadamente retribuiu o olhar com um sorriso de rosto inclinado, fazendo a franja cair. Nem preciso dizer que a reação imediata do rapaz foi de uma inesperada alegria, mas ao entrar no vagão, nem ousou olhá-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O assento ao lado da moça estava livre, mas não sei bem por que, o rapaz decidiu sentar-se afastado, não muito, o suficiente para um discreto contato visual. Afinal de contas, aquilo ainda era o transporte público, não é lugar de conhecer pessoas, só bêbados conversam com os outros no metrô.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois é, não estava bêbado e se manteve calado por toda a viagem, a moça respeitou seu silêncio e chegou a hora de descer do vagão. Ela juntou-se ao aglomerado de pessoas ao redor da porta e pouco antes de sair, virou o rosto por cima do ombro e acenou para o rapaz, que a essa altura já cogitava saltar para fora do metrô junto da moça, nem se fosse apenas para perguntar seu nome. Apenas acenou de volta e se encostou novamente no assento. Suspirou e se apaixonou. Apaixonou-se por aquela moça das calças rasgadas intensamente até o segundo suspiro, até a próxima estação. Seguiu viagem.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4347702941676018135-7935782103675952374?l=folhetinsanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://folhetinsanos.blogspot.com/feeds/7935782103675952374/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4347702941676018135&amp;postID=7935782103675952374&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4347702941676018135/posts/default/7935782103675952374'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4347702941676018135/posts/default/7935782103675952374'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://folhetinsanos.blogspot.com/2008/10/histria-sobre-amores-de-um-segundo.html' title='História sobre amores de um segundo'/><author><name>Yujistock</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11709655413526900860</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_tb4xmuWERUY/R2dCwnUy2oI/AAAAAAAAAAs/lg4bAbhQaIg/S220/woodstock.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4347702941676018135.post-5929483291633341226</id><published>2008-08-27T22:03:00.015-03:00</published><updated>2008-09-20T15:59:13.094-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônicas'/><title type='text'>Diálogo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Pára de frescura, seja homem, vem beber comigo! Pelo menos uma vez na vida pára com isso! Por que não bebe comigo?&lt;br /&gt;- Por que preciso beber com você? Minha companhia já não é suficiente?&lt;br /&gt;- Suficiente é, mas por que ter só suficiente? Até hoje na vida você não teve só suficiente, por que há ter agora? Justo quando te peço para juntar-se a mim nesse ritual você continua com esse papo de saúde? Faça-me o favor!&lt;br /&gt;- Temos princípios diferentes meu amigo, sei que você sempre quis e pregou o intenso, o excesso, aproveitar a vida ao máximo, de acordo com a sua ideologia é claro, mas eu penso diferente.&lt;br /&gt;- É, já percebi isso, por muitos anos insisti para você me acompanhar nos vícios e "prazeres da vida" mas até hoje você continua convicto en manter a sua saúde e vigor.&lt;br /&gt;- Esqueça, não insisto mais!&lt;br /&gt;- Sei que tálvez isso seja difícil de entender, mas escute o que eu tenho a dizer.&lt;br /&gt;- Está certo!&lt;br /&gt;- A cada cerveja, a cada cálice de vinho, a cada cigarro, a cada tragada, você perde minutos de sua vida.&lt;br /&gt;- Eu já sei disso, mas não posso morrer agora mesmo sendo atropelado, ou tropeçando na rua? Isso já tá batido!&lt;br /&gt;- Acalme-se.&lt;br /&gt;- Estou calmo!&lt;br /&gt;- Sua amizade, meu velho amigo! Não é das mais fáceis de se achar. Custo a dizer que muitos não a têm na vida, julgo que não exista seres superiores ou aquela coisa toda que se prega pelas igrejas, sinagogas, centros espíritas, a vida é agora e se não aproveitou, me desculpe, mas perdeu sua chance.&lt;br /&gt;- Puta merda! Virou ateu agora é?&lt;br /&gt;- Penso demais, penso se perderei alguns anos de vida, se morrerei com uma doença por consequência de vícios, penso se perderei horas de conversa com você.&lt;br /&gt;- Agora viro viado também?&lt;br /&gt;- Pára de brincadeira velho! Estou falando sério!&lt;br /&gt;- Está bem, prossiga!&lt;br /&gt;- Por isso, não tenho vícios. A vida é curta e custo a aproveitá-la sem que a última lembrança de mim seja daquele velho que morreu de úlcera ou de câncer no pulmão.&lt;br /&gt;- Tá querendo enganar quem, hein?&lt;br /&gt;- Não acho suficiente, se você for sempre comportado, sóbrio e saudável, como espera que as pessoas lembrem-se de você de qualquer forma? Ser um velho maçante não levará ninguem a imortalidade! Você se lembra de quando nasceu?&lt;br /&gt;- Não&lt;br /&gt;- Nem eu, nem ninguém, eu vivo como se soubesse que vou morrer, já você não aceita esse fato, vive como se fosse uma eterna presença pulsante nessa terra. Por isso você preocupa-se tanto com o prolongar da vida. O seu medo constante é a morte.&lt;br /&gt;- Preocupar-se demais com a saúde, é temer a morte e perder os poucos anos que temos pela frente. Por isso eu bebo, fumo, transo e aproveito o corpo que me foi dado por esse possível século de vida.&lt;br /&gt;- Procure se preocupar mais com a vida do que a morte! Você não está aproveitando como diz!&lt;br /&gt;- Para alguém que envenena-se constantemente você sabe argumentar!&lt;br /&gt;- Companheiro, a bebida é uma dádiva!&lt;br /&gt;- Ei, garçom! Desce mais uma aqui!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4347702941676018135-5929483291633341226?l=folhetinsanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://folhetinsanos.blogspot.com/feeds/5929483291633341226/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4347702941676018135&amp;postID=5929483291633341226&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4347702941676018135/posts/default/5929483291633341226'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4347702941676018135/posts/default/5929483291633341226'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://folhetinsanos.blogspot.com/2008/08/dilogo.html' title='Diálogo'/><author><name>marcos.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02939184245877707372</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_60oyKWnofE4/SGZKW_JDYJI/AAAAAAAAAAY/R3Cqo6iHPw0/S220/_and_we_become_____by_lithp.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4347702941676018135.post-6900152681678926876</id><published>2008-07-31T09:45:00.005-03:00</published><updated>2008-11-13T01:15:34.368-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônicas'/><title type='text'>Síndrome de Privada Gelada</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sabe quando você tem algo que é de extrema importância que você faça, mas tudo conspira contra você, inclusive você mesmo? Quando a comodidade da situação em que você se encontra é muito maior do que o esforço necessário para a tarefa ainda a ser realizada? Esse embate de vontades e sentimentos é o que eu diagnostiquei recentemente como a “Síndrome da Privada Gelada”.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Estes são os sintomas.&lt;br /&gt;&lt;ul style="text-align: justify;"&gt;&lt;li&gt;Você se acomoda com uma situação, pode ser qualquer coisa. Para ter uma doença, é necessário antes estar saudável, não concordam?&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Mas como bom ser humano, nada parece perfeito, então você sente uma pontadinha de nada de incômodo. Mas nada que o faça levantar a bunda da cadeira que a essa altura já está quentinha e confortável. Você acha que é uma coisa besta que vai passar logo.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Ah sim, necessariamente, deve ser um dia frio. Daqueles perfeitos para ficar em casa de pijama.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Depois de um tempo você começa a calcular os riscos de se levantar. Leva em conta que você não consegue achar suas havaianas que até a pouco estavam no seu pé. Você percebe isso pelo fato de sua meia ainda estar com a marquinha do chinelo entre os dedos. Calcula o longo caminho de assoalho gelado que você terá que percorrer e decide por esquecer aquilo, deve ser algo passageiro.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Você tenta se distrair, pensar em outra coisa, mas aquilo não sai da sua cabeça. No final das contas, mesmo que tudo esteja contra o que você acredita, você aceita. Aceitar é um passo importante e doloroso.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Já ciente do inexorável, o último e mais essencial sintoma aparece, lhe falta apenas uma coisa, um lapso de irracionalidade e você cede sem pensar nas conseqüências. É nessa hora que vem o bonito da coisa! Se joga, meu amigo!&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Necessariamente também, se segue essa ordem de sintomas. Em algumas pessoas alguns podem durar mais que outros, e se você por acaso não apresentar o último sintoma, você não tem Síndrome de Privada Gelada. Relaxa, foi só um alarme falso. ;)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estudos de universidades conceituadas comprovaram recentemente através de pesquisas empíricas que a Síndrome acima apresentada ocorre de forma mais agravada em adolescentes rebeldes sem causa.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_tb4xmuWERUY/SJIM6gsr2VI/AAAAAAAAAHY/RIlffem5xXI/s1600-h/vaso_sanitario.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_tb4xmuWERUY/SJIM6gsr2VI/AAAAAAAAAHY/RIlffem5xXI/s400/vaso_sanitario.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5229256316679870802" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="font-style: italic; text-align: center;"&gt;É...  A vida é uma m*&amp;amp;%#!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4347702941676018135-6900152681678926876?l=folhetinsanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://folhetinsanos.blogspot.com/feeds/6900152681678926876/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4347702941676018135&amp;postID=6900152681678926876&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4347702941676018135/posts/default/6900152681678926876'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4347702941676018135/posts/default/6900152681678926876'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://folhetinsanos.blogspot.com/2008/07/sndrome-de-privada-gelada.html' title='Síndrome de Privada Gelada'/><author><name>Yujistock</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11709655413526900860</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_tb4xmuWERUY/R2dCwnUy2oI/AAAAAAAAAAs/lg4bAbhQaIg/S220/woodstock.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_tb4xmuWERUY/SJIM6gsr2VI/AAAAAAAAAHY/RIlffem5xXI/s72-c/vaso_sanitario.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4347702941676018135.post-2134904140343148224</id><published>2008-07-19T17:57:00.003-03:00</published><updated>2008-07-20T21:37:44.127-03:00</updated><title type='text'>Carta ao distante</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;(...)Tu sabes como dói essa coisa de amar sem ser amado na mesma intensidade. Me ensinaste que é preciso amar assim para que vivamos além da existência e não me arrependo de tê-lo feito, mas acontece que, com o peito extravasado, vivemos nus e apostando nosso coração. Como disse Márquez, "são os riscos de se estar vivo".&lt;br /&gt;Mas não venho maldizer a vida, apenas, como citou Gullar uma frase de alguém que não lembro o nome, que o poeta joga a tristeza dele pra cima de você. Escolhemos viver à beira, esperando apenas que Ela surja para que nos joguemos, abandonados completamente de razão. Não há mais o que fazer, desaprendemos a viver de outro jeito e não queremos voltar. Há consequências extremamente mais intensas, mas, quando há um retorno, é inatingível.&lt;br /&gt;Andei pensando também sobre aquele dilema cristão que tanto discutimos sobre martirizar o corpo para purificar o espírito. Fomos hipócritas. Todo grande amor pelo qual sofremos é um martírio tanto físico quanto espiritual. Aquele amor pelo qual passamos dias nos alimentando vagarosamente, mal, pelo qual bebemos e, antigamente, sem saber, apelamos à mandinga da capoeira que, misteriosamente, nos revelava caminhos pela crença, pela música, pela companhia e compreensão, nos purificou e nos levou um degrau acima. Somos o que somos graças aos atos e ao que sofremos, que, de um jeito ou de outro, nos formou o caráter.&lt;br /&gt;Tu entendes, é diferente...&lt;br /&gt;Lembrando de Vinicius, morremos de amor tantas vezes que acabamos nascendo também, muitas vezes, imensamente... A vontade que tenho é de olhá-la e dizer com palavras alheias "vai teu caminho que eu vou te seguindo em pensamento e aqui me deixo rente quando voltares, pela lua cheia, aos braços sem fim do teu amigo"... Aquele pássaro contente - digo-o com o mesmo riso que se ri quando dizemos "filha da puta"!&lt;br /&gt;O que, pessoalmente, consola é que "de repente, nunca mais esperaremos"...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vai passar antes que nos encontremos, mas precisava dizê-lo antes que me restasse nada além de um quarto escuro e o arrependimento de não tê-lo feito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mande notícias,&lt;br /&gt;Gui.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4347702941676018135-2134904140343148224?l=folhetinsanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://folhetinsanos.blogspot.com/feeds/2134904140343148224/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4347702941676018135&amp;postID=2134904140343148224&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4347702941676018135/posts/default/2134904140343148224'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4347702941676018135/posts/default/2134904140343148224'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://folhetinsanos.blogspot.com/2008/07/carta-ao-distante.html' title='Carta ao distante'/><author><name>Dógui</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05195772382422327732</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_YmyMzW19Jbw/SXEshXvMfvI/AAAAAAAAAA4/JDuvDgYDTV4/S220/031.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4347702941676018135.post-7487595458520089266</id><published>2008-07-14T04:07:00.011-03:00</published><updated>2008-07-14T23:48:47.244-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões'/><title type='text'>Por que teria?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por que teria eu identidade por essa terra tupiniquim?&lt;br /&gt;Contaria nos dedos as personalidades que cruzaram meu caminho e não decepcionaram ou trairam.&lt;br /&gt;Abaixo a ditadura daqueles que elevam à divindade a cultura local, do culto singular de sua região!&lt;br /&gt;Deixem-los cultuarem essa, deixem-nos cultuarmos aquela.&lt;br /&gt;Interessante ao interlocutor, essa é a relevância!&lt;br /&gt;Somos todos iguais perante os deuses, por que não a nos mesmos? As manifestações e tradições ao redor do globo são valiosas ao mesmo ponto, seja aborígine, tupiniquim ou ianque.&lt;br /&gt;Já não somos livres de nossas vontades!&lt;br /&gt;O idílio é o mesmo daqui a Lua na pele do sapiens.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4347702941676018135-7487595458520089266?l=folhetinsanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://folhetinsanos.blogspot.com/feeds/7487595458520089266/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4347702941676018135&amp;postID=7487595458520089266&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4347702941676018135/posts/default/7487595458520089266'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4347702941676018135/posts/default/7487595458520089266'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://folhetinsanos.blogspot.com/2008/07/por-que-teria.html' title='Por que teria?'/><author><name>marcos.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02939184245877707372</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_60oyKWnofE4/SGZKW_JDYJI/AAAAAAAAAAY/R3Cqo6iHPw0/S220/_and_we_become_____by_lithp.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4347702941676018135.post-1330600343460984370</id><published>2008-07-13T13:28:00.004-03:00</published><updated>2008-07-13T14:10:28.099-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Noticias'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fait Divers'/><title type='text'>Rock'n'Roll!</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Todo gênero de música tem lá seu charme, mas nada supera o bom e velho Rock'n'Roll. E nem precisa levar em conta os inúmeros subgeneros, rock é rock. Ponto.&lt;br /&gt;É mais que um estilo musical, mais que um jeito de se vestir, é aquilo que faz um adolescente confuso e espinhento se arrepiar, gritar alto, querer mudar o mundo, e o melhor de tudo, faz achar que ele realmente vai conseguir. E isso não é nem um pouco ruim, o que seria do mundo sem os jovens sonhadores. Fazer Rock é sonhar, sonhe alto, voe.&lt;br /&gt;Rock'n'Roll também é um pouco de mal caminho, lembrem-se, estamos falando de adolescentes jovens e estúpidos sem nada na cabeça! A vida não tem tanta graça se você não se corromper um pouquinho. Grite até ficar rouco, pule até não aguentar mais, beba até ficar tonto, ria de coisas estúpidas, fale muitos palavrões.&lt;br /&gt;Rock'n'Roll é magia que não precisa de explicação.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Agora, deixo o Rock falar por si mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/S6e8aOdPxhI&amp;amp;hl=en&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/S6e8aOdPxhI&amp;amp;hl=en&amp;amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;Ah sim! Rock'n'Roll também é ser tosco pra caralho e ainda ser foda!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/6FMq0iDX1yE&amp;amp;hl=en&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/6FMq0iDX1yE&amp;amp;hl=en&amp;amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FELIZ DIA INTERNACIONAL DO ROCK!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4347702941676018135-1330600343460984370?l=folhetinsanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://folhetinsanos.blogspot.com/feeds/1330600343460984370/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4347702941676018135&amp;postID=1330600343460984370&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4347702941676018135/posts/default/1330600343460984370'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4347702941676018135/posts/default/1330600343460984370'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://folhetinsanos.blogspot.com/2008/07/rocknroll.html' title='Rock&apos;n&apos;Roll!'/><author><name>Yujistock</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11709655413526900860</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_tb4xmuWERUY/R2dCwnUy2oI/AAAAAAAAAAs/lg4bAbhQaIg/S220/woodstock.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4347702941676018135.post-2732690892513519516</id><published>2008-06-30T13:00:00.004-03:00</published><updated>2008-06-30T13:29:18.178-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônicas'/><title type='text'>Garoto é condenado por andar na contramão:</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ainda longe de tudo, preferia manter-se assim: afastado do plano concreto do real. Absteve-se de pensamentos que se prendiam à matéria e pensava somente no que via. Sentado na varanda, de costas para a casa e de frente para o jardim que tinha o dobro do tamanho, via os pássaros descerem das árvores, como folhas secas que caem sem ter escolha, para comer a ração jogada ao chão. Em uma paz intermitente, voavam de volta aos galhos a qualquer sinal de perigo, fosse barulho, fosse algum predador.&lt;br /&gt;Violão em mãos, o garoto dedilhava notas que mais tarde seriam, juntas, uma canção para a mulher amada - que era uma das coisas que pensava. Coisa curiosa essa de apaixonar-se e, como ele, de mudar de paixão como quem muda de rumo numa caminhada - e perder-se, sempre, completamente, por inteiro, fosse por um sonho, fosse por uma desilusão, lá estava ele, seguindo o rumo de sua vida motivado por uma mulher. E não qualquer uma: sempre era aquele tipo de mulher que não poderia ser de ninguém, que nunca seria de ninguém. Amar o inatingível, não como um desafio, mas como uma idolatria, como uma eterna perplexidade, um admirável arregalar de olhos e um sorriso involuntário ao analisar a situação.&lt;br /&gt;E para ele não era nada demais. Era um rumo que se tem de seguir e que, involuntaria e inquestionavelmente seguimos sem nos dar conta. Adaptamo-nos e conformamo-nos na mesma qualidade: involuntaria e inquestionavelmente.&lt;br /&gt;E seguimos, eternamente...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4347702941676018135-2732690892513519516?l=folhetinsanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://folhetinsanos.blogspot.com/feeds/2732690892513519516/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4347702941676018135&amp;postID=2732690892513519516&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4347702941676018135/posts/default/2732690892513519516'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4347702941676018135/posts/default/2732690892513519516'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://folhetinsanos.blogspot.com/2008/06/garoto-condenado-por-andar-na-contramo.html' title='Garoto é condenado por andar na contramão:'/><author><name>Dógui</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05195772382422327732</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_YmyMzW19Jbw/SXEshXvMfvI/AAAAAAAAAA4/JDuvDgYDTV4/S220/031.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4347702941676018135.post-847810352685349930</id><published>2008-06-27T18:44:00.015-03:00</published><updated>2008-06-30T12:59:24.649-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônicas'/><title type='text'>O niilista - introdução</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vivemos como se fossemos eternos, indestrutíveis!&lt;br /&gt;       Angustiante é pensar que não somos. O niilista, aquele que superou essa mágoa, vive não como se fosse eterno, intermitente ou não, pouco importa. Se ao cruzar a rua for atropelado e não ter as oportunidades, os arrependimentos, pouco importa.&lt;br /&gt;Niilista que pode ser triste, ou ter sido. Viu a morte ao seu lado, contexto que o transformou no que é. Apenas é. Não só, mas hedonista também, afinal de contas, se nada importa, o prazer vem acima de tudo.&lt;br /&gt;       Por que ter o trabalho de importar-se com algo? Quando garoto, assistia ao pai artesão dar tudo de si em muitas horas de trabalho para fazer maravilhas que tanto orgulhava-se que no fim das contas, iam parar nas mesas e criados mudos dos figurões por ai. Não entendia, seu pai apenas dizia: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;São ossos do ofício&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;Viu o pai morrer aos seus braços no hospital por burocracia, perdeu a fé nos homens.&lt;br /&gt;      &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"É muita pretensão achar que deuses nos criaram as suas imagens, como se fossemos divinos, tão perfeitos! Que existam lugarem para dividir os "bons" dos "maus". Quem perderia o tempo com criações tão grandiosas e complexas com os homens?"&lt;/span&gt; - dizia o niilista que também era ateu.&lt;br /&gt;           Desiludido, não acreditara mais no amor, ou nunca realmente o entendeu, amou muitas, mas poucas souberam, as que souberam pouco ligaram. Dos mais galãs não era, mas tinha seu charme. Nunca ninguém deu-lhe dicas sobre o amor, mal convivia com o sexo oposto, havia perdido a mãe no parto e seu pai era tão carrancudo que nem isso o ensinava, talvez o culpasse pela morte de sua amada.&lt;br /&gt;A vida o fez o que é! Não só ele, mas todos nós. Era niilista, hedonista, ateu e inexpugnavelmente insensível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que se pode fazer?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4347702941676018135-847810352685349930?l=folhetinsanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://folhetinsanos.blogspot.com/feeds/847810352685349930/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4347702941676018135&amp;postID=847810352685349930&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4347702941676018135/posts/default/847810352685349930'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4347702941676018135/posts/default/847810352685349930'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://folhetinsanos.blogspot.com/2008/06/o-niilista-introduo.html' title='O niilista - introdução'/><author><name>marcos.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02939184245877707372</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_60oyKWnofE4/SGZKW_JDYJI/AAAAAAAAAAY/R3Cqo6iHPw0/S220/_and_we_become_____by_lithp.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4347702941676018135.post-8682486360106150950</id><published>2008-06-26T23:33:00.004-03:00</published><updated>2008-07-01T11:18:08.633-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fait Divers'/><title type='text'>Silêncio dos íntimos</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;Do Olimpo ao Tártaro, caminharia, ao silêncio, mais forte que a mais gostosa das bebedeiras é a sensação após o fim da esperada sexta-feira. Sexta que sempre(não sempre!) acaba, reprime a tristeza, incerteza e ignorância do abismo do cotidiano de preparação.&lt;br /&gt;Talvez a necessidade de preocupação com o futuro, preparação, futuro tão longe, nebuloso e às vezes eterno futuro, tão abstrato seja a razão(uma das milhares!) da infelicidade.&lt;br /&gt;Será a preocupação imediata a resposta? O que comer, o que vestir, onde dormir. Talvez estas me livrem da tortura do dia-a-dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só uma ideia.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4347702941676018135-8682486360106150950?l=folhetinsanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://folhetinsanos.blogspot.com/feeds/8682486360106150950/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4347702941676018135&amp;postID=8682486360106150950&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4347702941676018135/posts/default/8682486360106150950'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4347702941676018135/posts/default/8682486360106150950'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://folhetinsanos.blogspot.com/2008/06/silncio-dos-ntimos.html' title='Silêncio dos íntimos'/><author><name>marcos.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02939184245877707372</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_60oyKWnofE4/SGZKW_JDYJI/AAAAAAAAAAY/R3Cqo6iHPw0/S220/_and_we_become_____by_lithp.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4347702941676018135.post-9185996208686241542</id><published>2008-06-25T23:43:00.003-03:00</published><updated>2008-06-25T23:55:11.636-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônicas'/><title type='text'>A espera</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Era um homem, não muito mais velho do que eu ou você. Estava esperando, e isto resumia praticamente sua vida inteira, sempre a esperar. Esperou nove meses para nascer, mais alguns para falar e assim que completou 11 anos, quis ter 14 para ver os filmes com censura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esperou até os 18 para poder dirigir e mais uns anos para o seu primeiro carro. Já era um homem e queria ser menino. Esperou a sexta-feira para beber, o fim da aula para voltar, a mulher perfeita para casar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E mulheres amou várias, mas poucas souberam. Esperou para contar segredos, mas só esperou. Espera não morrer com eles. Ensaia diariamente diálogos que não existiram mas poderiam ter acontecido. O homem, desiludido de um amor que nunca possuiu, sonha acordado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Engoliu seco, o inverno chegara e esfriara a ponta de seu nariz. O homem que queria ser menino viu seus sonhos irem embora com o vento gelado que batia em seu rosto. Não eram suas conquistas que ainda viriam, não era a felicidade, já que esta é momentânea, vai e vem. Viu escapar por entre os dedos a magia. O gosto amargo da falta lhe queimava o céu da boca e a fumaça o desnorteava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todas as manhãs esperava o trem chegar, crente de que estava mais frio do que dizia a moça do tempo. Era estranhamente reconfortante o silêncio do transporte público. O silêncio dos burburinhos alheios nunca o incomodou, ajudava a pensar em nada. Cruzava a cidade e via as pessoas tomarem diferentes rumos todos os dias. Cada uma no seu caminho, cada uma na sua espera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espera o sono chegar, e enquanto ele não vem, a madrugada lhe faz companhia, essa sim, a amante perfeita, sempre presente, sempre disposta a um abraço. E assim, o menino-homem abraça a madrugada, as vezes bem forte, as vezes só desfalece sobre seu colo e ela o acaricia com delicadeza impecável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim, esperava sempre a inspiração. Esperava até achar que ela nunca mais viria, mas ela vem, sempre vem. Então o homem a inspira e expira a esperança. E por um breve momento, é menino de novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis que homenzinho verde apareceu, e com seu passo tímido, o menino atravessou a rua.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4347702941676018135-9185996208686241542?l=folhetinsanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://folhetinsanos.blogspot.com/feeds/9185996208686241542/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4347702941676018135&amp;postID=9185996208686241542&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4347702941676018135/posts/default/9185996208686241542'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4347702941676018135/posts/default/9185996208686241542'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://folhetinsanos.blogspot.com/2008/06/era-um-homem-no-muito-mais-velho-do-que.html' title='A espera'/><author><name>Yujistock</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11709655413526900860</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_tb4xmuWERUY/R2dCwnUy2oI/AAAAAAAAAAs/lg4bAbhQaIg/S220/woodstock.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4347702941676018135.post-7400515997760191667</id><published>2008-06-23T16:03:00.005-03:00</published><updated>2008-06-25T14:58:27.397-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônicas'/><title type='text'>A arte de amar em silêncio II</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Visivelmente desanimado pelo tanto de páginas que ainda teria de escrever, pensou nela. Eram linhas e mais linhas de um discurso que para ele só importava para o momento - esqueceria depois. O texto, não ela, tanto que ela apareceu e até agora ele crê na possibilidade de ele tê-la chamado em pensamento e ela, inconscientemente, ter ido atrás do canto doce que ouvia. Sorriu involuntariamente, mas o reprimiu assim que ela entrou. Em vez de silêncio, algum diálogo e, enfim, silêncio. Pensava na alegria de estar apaixonado e o quão estúpido parecera por sorrir em um dia de frio e chuva, em um dia em que renunciara um amor certo para cair novamente na incerteza de um novo amor.&lt;br /&gt;Ela se mantinha séria, pensativa, alternando entre ler e escrever seu nome num pedaço de papel que usava para marcar as páginas do livro. Ele apenas a olhava e respondia às perguntas que ela fazia - já esquecera completamente o texto e a cópia. Tinha vontade de rasgar as páginas do caderno e sussurrar com os olhos fechados em dor tudo que sentia por ela, tudo que queria fazer, que queria que acontecesse - tudo que sonhava e que lutaria para realizar. Era, inelutavelmente, loucura, mas ele se mantia são, era preciso. Quem faria o que ele fez se não fosse louco? Quem negaria a sinceridade de um amor por uma nova paixão? Quem se perderia no infinito a pensar no mistério? Quem esqueceria compromissos e perderia o sono se não fosse louco?&lt;br /&gt;Ela se tornara a insônia, o bater de saltos no assoalho que desperta o sono, o peso que apenas se sente deitar ao lado quando, de repente, o cheiro vem e nos atrai. Coisa curiosa essa mulher: é a tradução de poemas, a inconstância, o desespero da humanidade, é o caos essa mulher! É a destruidora de paz e a prova de que a fantasia, a poesia e o amor são físicos, concretos; é a desilusão que se tem ao ver o intocável e, ao mesmo tempo, a incrível ilusão de esperança de poder tocá-lo um dia.&lt;br /&gt;É o resultado do retorno do poeta para si mesmo, a destruição do mundo e a construção de um novo em que tudo é feito ao seu gosto e há prazer nisso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltou ao texto, era preciso terminá-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um cheiro,&lt;br /&gt;Gui.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4347702941676018135-7400515997760191667?l=folhetinsanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://folhetinsanos.blogspot.com/feeds/7400515997760191667/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4347702941676018135&amp;postID=7400515997760191667&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4347702941676018135/posts/default/7400515997760191667'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4347702941676018135/posts/default/7400515997760191667'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://folhetinsanos.blogspot.com/2008/06/arte-de-amar-em-silncio-ii.html' title='A arte de amar em silêncio II'/><author><name>Dógui</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05195772382422327732</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_YmyMzW19Jbw/SXEshXvMfvI/AAAAAAAAAA4/JDuvDgYDTV4/S220/031.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4347702941676018135.post-6680233866633045936</id><published>2008-06-21T15:53:00.004-03:00</published><updated>2008-06-25T14:58:35.355-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônicas'/><title type='text'>A capacidade de amar em silêncio</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como sempre, voltaram juntos de metrô. "Como sempre" é um exagero, uma vez que são poucas as vezes que andam de metrô, e juntos, ainda por cima. Seguiram o trajeto numa comunhão com o silêncio, apesar do vento nos túneis, provocado pela força do trem, gritarem; apesar de, em sua mente, boiarem idéias e jeitos de quebrar o silêncio, de fazê-la sorrir, como se trouxesse todas as alegrias de uma só vez. Pensava no elemento da surpresa, em suas possíveis curiosidades, em todo o mistério que rondava seu ar, como a confusão à deriva na mente dele.&lt;br /&gt;Mas o que ele só veio a descobrir depois é que havia uma compreensão mútua. Se amavam e respeitavam em silêncio, sem necessidade de expressão. Para que ela sorrisse, bastava olhá-lo, e vice-versa. Se arriscava uma carícia, seguida de um susto e, por sua vez, seguida de um sorriso. Por vezes, passava minutos a prestar atenção em seu olhar perdido, tentando adivinhar em que pensava. Quando ela percebia, contraía levemente o rosto e logo desviava novamente o olhar.&lt;br /&gt;Raramente ela mexia no cabelo. Se o fazia era para contar alguma história. O cabelo, parte importantíssima em uma mulher, a tornava mais nova do que era; o seu cheiro a tornava mais misteriosa e mais impressionante do que era e seu sorriso, talvez o lugar por onde se expressa a alma, se tornou um símbolo, um signo associado à paz e ao sorriso dele.&lt;br /&gt;É uma guerra travada todos os dias com si mesmo a descrição e a poesia da mulher. É repleta de versos que são, porém, incompreensíveis. Cheia de imagens que, na lembrança, trazem consigo a saudade, que tornam explícita a falta que a mulher faz. Essa coisa de amar em silêncio, sentir saudade é algo que pode matar, mas que, levando em conta isso, é algo pelo qual se vale a pena morrer.&lt;br /&gt;"Amo-a, ele disse"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um cheiro,&lt;br /&gt;Gui&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4347702941676018135-6680233866633045936?l=folhetinsanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://folhetinsanos.blogspot.com/feeds/6680233866633045936/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4347702941676018135&amp;postID=6680233866633045936&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4347702941676018135/posts/default/6680233866633045936'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4347702941676018135/posts/default/6680233866633045936'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://folhetinsanos.blogspot.com/2008/06/capacidade-de-amar-em-silncio.html' title='A capacidade de amar em silêncio'/><author><name>Dógui</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05195772382422327732</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_YmyMzW19Jbw/SXEshXvMfvI/AAAAAAAAAA4/JDuvDgYDTV4/S220/031.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4347702941676018135.post-8792106323756087564</id><published>2008-06-16T22:54:00.007-03:00</published><updated>2008-06-25T14:58:51.937-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônicas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cotidiano'/><title type='text'>Eu e o transporte Público</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Oi, meu nome é Cesar e eu gosto de andar de ônibus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É verdade, eu gosto de andar de ônibus. Gosto dele vazio ou até um pouco cheio. As vezes não me importo em ficar de pé, apoio minha cabeça no braço e posso passar um bom tempo assim. O ônibus balança com a rua irregular, quando pára ele vibra por causa do motor. Se você está encostado com a cabeça na janela dá pra sentir. Às vezes isso te tira o sono, às vezes ajuda a dormir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existe toda uma técnica em escolher lugares de ônibus. Depende da ocasião e também do seu humor. Escolher um lugar não é uma tarefa fácil, mesmo quando não se tem lugares vagos. É muito importante a sua localização quando se está de pé no corredor do ônibus. Você tem poucos minutos para escolher um lugar, é o tempo de espiar pelo ombro da pessoa que entrou no ônibus na sua frente, passar o cartão e girar a catraca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você observa atentamente, se está cansado, deve-se analisar as prováveis pessoas que desocuparão primeiro o lugar, ou, se o ônibus estiver vazio, procure um canto onde não vai ser incomodado. Se vai descer rápido, procure um lugar perto da porta, a não ser que o ônibus esteja beem vazio, mas o lugar que você vai escolher não pode incomodar muito os outros passageiros. Acredito que existe uma ética não oficializada dos ônibus onde você inconscientemente julga quem vai descer em que ponto e por instinto, dá passagem. Porém, como toda boa ética, tem gente que não segue. Se a viagem vai ser longa, procure lugares na janela, você não atrapalha ninguém e curte a paisagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro fator complicado é quando você precisa escolher a pessoa com que você vai se sentar ao lado. Analisar qual delas pode sair primeiro ou com qual você pode ficar mais confortável é quase uma análise psicológica da pessoa. talvez ela desça no próximo ponto, talvez a viagem dela seja tão longa quanto a sua. Por isso, reconhecimento geográfico é crucial, existem pontos de ônibus que sobem mais gente e descem mais gente, deve-se manipular todas essas informações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ultima coisa, no meu caso pelo menos, quando o acento do meu lado está vazio, eu sempre torço para que uma mulher bonita sente do meu lado. É até engraçado fazer isso, as vezes você se frustra, mas vale a pena. Não que eu tenha segundas intenções em uma viagem de ônibus, apenas torna tudo mais agradável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fora a incrível sensação de volta pra casa, não tem coisa melhor depois de um dia cansativo! Você enfrenta qualquer hora do rush!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4347702941676018135-8792106323756087564?l=folhetinsanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://folhetinsanos.blogspot.com/feeds/8792106323756087564/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4347702941676018135&amp;postID=8792106323756087564&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4347702941676018135/posts/default/8792106323756087564'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4347702941676018135/posts/default/8792106323756087564'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://folhetinsanos.blogspot.com/2008/06/eu-e-o-transporte-pblico.html' title='Eu e o transporte Público'/><author><name>Yujistock</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11709655413526900860</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_tb4xmuWERUY/R2dCwnUy2oI/AAAAAAAAAAs/lg4bAbhQaIg/S220/woodstock.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4347702941676018135.post-1246010295517924451</id><published>2008-06-08T23:06:00.005-03:00</published><updated>2008-06-25T14:57:44.169-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônicas'/><title type='text'>Talvez o primeiro capítulo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mais do que antes e, incertamente, talvez menos do que no futuro, há silêncio. Um silêncio perturbador, rompedor de artérias e tímpanos, destruídor de pisos e telhados, capaz de reduzir uma alma à sua mísera condição de existência. De repente, não havia mais. Não era a morte, nem a vida em si, nem mesmo um júbilo ou uma praga. Era apenas o silêncio de milhares de vozes no pensamento de duas pessoas que se entendiam mutuamente, mudamente, mas que, por pecado do destino, não sabiam. Por mais que orassem os outros, havia de terminar assim. Por mais que houvesse os que torceram contra, independe deles. Cabe apenas aos dois decidir o que será feito.&lt;br /&gt;  Só gostaria que se esclarecesse, enfim, que um não aguentou mais tanta cobrança e crítica. O que antes era eterno, resumiu-se em uma atuação de duas personagens contratuais e limitadas por termos e condições, sendo fora de cogitação qualquer forma de naturalidade. Esse foi o pior e maior erro cometido: não houve naturalidade, contrariou-se qualquer forma de naturalidade, pois não haveria aceitação. Talvez houvesse, mas o medo sempre foi maior.&lt;br /&gt;  Poderia ter sido diferente, não fosse a terrível participação de gerações anteriores a quem ela tanto quis dever satisfações e ouvir palpites que, ocasionalmente, envenenaram as veias da relação, mesmo sem querer. Mas fizeram certo e ficaram do lado dela, o que talvez conte um ponto a favor. Mas devem ser menos rudes em relação a atitudes, decisões e mentalidade. Talvez esse recado nunca chegue aos olhos da pessoa a quem é destinado, mas é necessário falar: &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;às vezes, pessoas reagem diferente de outras, e cobrá-las de uma reação igual é colocá-las diante de um problema maior - ser quem elas não são -, e a perda da identidade é fatal. &lt;/span&gt;Essa pessoa, na intenção de tornar a geração posterior mais forte às quedas da vida, agiu com essa mentalidade fascista e, com o perdão do termo, só cagou tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, é um bom tema para uma futura peça de teatro: Como as mentes fechadas podem tornar efêmero algo destinado à eternidade...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desculpem se falei bosta...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um cheiro,&lt;br /&gt;Gui.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4347702941676018135-1246010295517924451?l=folhetinsanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://folhetinsanos.blogspot.com/feeds/1246010295517924451/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4347702941676018135&amp;postID=1246010295517924451&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4347702941676018135/posts/default/1246010295517924451'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4347702941676018135/posts/default/1246010295517924451'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://folhetinsanos.blogspot.com/2008/06/talvez-o-primeiro-captulo.html' title='Talvez o primeiro capítulo'/><author><name>Dógui</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05195772382422327732</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_YmyMzW19Jbw/SXEshXvMfvI/AAAAAAAAAA4/JDuvDgYDTV4/S220/031.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4347702941676018135.post-3560524352599146201</id><published>2008-06-06T22:23:00.003-03:00</published><updated>2008-06-26T23:48:23.217-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fait Divers'/><title type='text'>"Vai ser mais forte que o pai"</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tá aí uma bela frase, muito efeito: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Vai ser mais forte que o pai"&lt;/span&gt;, pode ser um grande clichê ou até mesmo impressionar os que não conhecem a obra do poeta grego Homero, Ilíada, não obstante ainda é algo que eu falaria ao admirar o recém-chegado a este mundo por meus esforços(&lt;span style="font-style: italic;"&gt;sem duplo sentido!&lt;/span&gt;), garotinho ou garotinha, sem preferências(nomes ja decididos, hehe!), mas não vem ao caso.&lt;br /&gt;Heitor ao ver pela primeira vez seu filho disse estas palavras, fico pensando num mundo como o de hoje, diria ele a mesma coisa? Talvez diria: "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Espero que você não tenha tanta sede!&lt;/span&gt;", "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Vai sofrer mais que o pai!&lt;/span&gt;". Falta de comida, pseudofalta na realidade, sobra comida no mundo, falta de água, excessos, quando veêm uma embalagem "big size"(maldito inglês, por falta de expressão com o mesmo efeito, tive que apelar pro Tio Sam) logo assimilam - Opa vou levar, vou sair ganhando! - cada vez mais gordos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CONSUMIR CONSUMIR CONSUMIR!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;....ainda existe esperança e solidariedade, ontem meu irmão após uma conversa profunda com um amigo, perde o ônibus pra casa e acaba encontrando 3(2 mais ainda) pessoas que estavam no "caminho" certo(certo ou errado cada um diz um, esse é o meu!). Estavam em busca de um rumo na vida, 2 garotas estavam a caminho da Argentina sem ideia de como(aos 16 anos!!! Que inveja! Gui, essa é a nossa deixa!!!). Todos já haviam perdido o ônibus, eis que meu irmão oferece carona para os viajantes.&lt;br /&gt;Bom, arriscado foi, mas uma garota parecida com Mila Jovovich até eu dava carona!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4347702941676018135-3560524352599146201?l=folhetinsanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://folhetinsanos.blogspot.com/feeds/3560524352599146201/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4347702941676018135&amp;postID=3560524352599146201&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4347702941676018135/posts/default/3560524352599146201'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4347702941676018135/posts/default/3560524352599146201'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://folhetinsanos.blogspot.com/2008/06/vai-ser-mais-forte-que-o-pai.html' title='&quot;Vai ser mais forte que o pai&quot;'/><author><name>marcos.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02939184245877707372</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_60oyKWnofE4/SGZKW_JDYJI/AAAAAAAAAAY/R3Cqo6iHPw0/S220/_and_we_become_____by_lithp.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4347702941676018135.post-2369732618880253251</id><published>2008-06-03T22:26:00.005-03:00</published><updated>2008-06-25T15:07:32.752-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Citações'/><title type='text'>Poema de Natal - Vinicius de Moraes</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Isso corre solto na internet, mas fiz questão de digitar e lê-lo, apesar de sabê-lo praticamente de cor. É idiossincrasia &lt;span style="font-style: italic;"&gt;(reação individual própria a cada pessoa) &lt;/span&gt;minha, o que, eventualmente, pode ser insignificante pra alguns de vocês... Aí vai:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Para isso fomos feitos:&lt;br /&gt;Para lembrar e ser lembrados&lt;br /&gt;Para chorar e fazer chorar&lt;br /&gt;Para enterrar os nossos mortos -&lt;br /&gt;Por isso temos braços longos para os adeuses&lt;br /&gt;Mãos para colher o que foi dado&lt;br /&gt;Dedos para cavar a terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim será a nossa vida:&lt;br /&gt;Uma tarde sempre a esquecer&lt;br /&gt;Uma estrela a se apagar na treva&lt;br /&gt;Um caminho entre dois túmulos -&lt;br /&gt;Por isso precisamos velar&lt;br /&gt;Falar baixo, pisar leve, ver&lt;br /&gt;A noite dormir em silêncio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há muito o que dizer:&lt;br /&gt;Uma canção sobre um berço&lt;br /&gt;Um verso, talvez, de amor&lt;br /&gt;Uma prece por quem se vai -&lt;br /&gt;Mas que essa hora não esqueça&lt;br /&gt;E por ela nossos corações&lt;br /&gt;Se deixem, graves e simples.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois para isso fomos feitos:&lt;br /&gt;Para a esperança no milagre&lt;br /&gt;Para a participação na poesia&lt;br /&gt;Para ver a face da morte -&lt;br /&gt;De repente nunca mais esperaremos...&lt;br /&gt;Hoje a noite é jovem; da morte, apenas&lt;br /&gt;Nascemos, imensamente."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Entenderam?&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4347702941676018135-2369732618880253251?l=folhetinsanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://folhetinsanos.blogspot.com/feeds/2369732618880253251/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4347702941676018135&amp;postID=2369732618880253251&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4347702941676018135/posts/default/2369732618880253251'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4347702941676018135/posts/default/2369732618880253251'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://folhetinsanos.blogspot.com/2008/06/poema-de-natal-vinicius-de-moraes.html' title='Poema de Natal - Vinicius de Moraes'/><author><name>Dógui</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05195772382422327732</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_YmyMzW19Jbw/SXEshXvMfvI/AAAAAAAAAA4/JDuvDgYDTV4/S220/031.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4347702941676018135.post-3029187198847903529</id><published>2008-06-03T11:32:00.005-03:00</published><updated>2008-07-11T10:24:04.194-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Internet'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fait Divers'/><title type='text'>Sou classe média</title><content type='html'>&lt;object width="425" height="355"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/KfTovA3qGCs&amp;amp;hl=en"&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/KfTovA3qGCs&amp;amp;hl=en" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="355"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se eu comentar estraga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;via Thomas Czank.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4347702941676018135-3029187198847903529?l=folhetinsanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://folhetinsanos.blogspot.com/feeds/3029187198847903529/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4347702941676018135&amp;postID=3029187198847903529&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4347702941676018135/posts/default/3029187198847903529'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4347702941676018135/posts/default/3029187198847903529'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://folhetinsanos.blogspot.com/2008/06/sou-classe-mdia.html' title='Sou classe média'/><author><name>Yujistock</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11709655413526900860</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_tb4xmuWERUY/R2dCwnUy2oI/AAAAAAAAAAs/lg4bAbhQaIg/S220/woodstock.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4347702941676018135.post-2124415397899995676</id><published>2008-06-02T21:30:00.004-03:00</published><updated>2008-06-25T15:03:20.087-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônicas'/><title type='text'>Timeless Chronicle</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Faz tempo que não escrevo. Não só aqui, mas no papel mesmo. No máximo trabalhos, enfim, nada que tenha um compromisso firmado não com alguém, mas comigo mesmo, com um íntimo que se perdeu em um infinito intenso e irremediável de frustração. Olhar essa coluninha piscando, à espera de letras e fonemas que, juntas, formarão palavras que, quando lidas, tocarão cada parte do corpo do leitor, formarão caráteres, despertarão idéias e emoções, firmarão restos e fragmentos sem nenhum sentido, mas que juntos têm um poder imensurável. Enfim, perdeu-se a "aura", aquele sentimento único diante de algo.&lt;br /&gt;   Fui instruído, minha vida inteira, a não ceder. Somente se algo parecer inevitável, aí dá-se a volta, tenta-se pelos flancos, e, em último caso, chama-se a artilharia, pois esta vem pra acabar com tudo. O que acontece é que vem me surgindo a idéia de simplesmente abandonar o lugar; Não tentar os flancos nem usar a artilharia, simplesmente largar. Deixar que os mortos se devorem. Mas, infelizmente, é impossível, pois é necessário derrubar o oponente para se ganhar território e então seguir em frente, até que a próxima infantaria intervenha, e, antes da próxima - se houver -, existe essa, que é extremamente poderosa.&lt;br /&gt;   E aí vai a pergunta: Como agir diante da derrota pela vitória? Complicado? Vou explicar: como agir quando, após derrotado o adversário, este traz você consigo, e o pior, é você quem se derrota? Deixo claro a circunstância de que ambos se recompõem depois, mas, diante da inevitável derrota, como se deve agir?&lt;br /&gt;   Esse não é o tipo de pergunta que eu sei a resposta, é uma dúvida real! Há o tipo de resposta mais patriótica e gloriosa, que insiste em "lutar, mesmo que se morra!". Há quem diga que "deve-se planejar, montar estratégias". Eu, sinceramente, se tivesse condições, abandonaria. Iria para a África, ensinar português. Ou pensando maior, iria viajar o Brasil ensinando português, literatura e cultura, para ver se ainda é possível um resgate dessa terra, porque o resgate dessa alma é causa perdida. Não por ser impossível - não é -, mas eu tenho uma indisposição desgraçada e uma culpa imensa por ter de pensar (sozinho) em soluções para problemas que não deveriam nem existir.&lt;br /&gt;   Eu mereço? Acho que sim. Qualquer dia ainda estouro os miolos. Não necessariamente os meus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E VIVA A REPÚBLICA!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4347702941676018135-2124415397899995676?l=folhetinsanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://folhetinsanos.blogspot.com/feeds/2124415397899995676/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4347702941676018135&amp;postID=2124415397899995676&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4347702941676018135/posts/default/2124415397899995676'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4347702941676018135/posts/default/2124415397899995676'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://folhetinsanos.blogspot.com/2008/06/timeless-chronicle.html' title='Timeless Chronicle'/><author><name>Dógui</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05195772382422327732</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_YmyMzW19Jbw/SXEshXvMfvI/AAAAAAAAAA4/JDuvDgYDTV4/S220/031.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4347702941676018135.post-3023641864538333715</id><published>2008-03-23T23:52:00.004-03:00</published><updated>2008-06-26T23:50:11.355-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fait Divers'/><title type='text'>Admirável Mundo Novo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O ano é 632 d.F ( ou para os leigos depois de Ford), o mundo vive uma estabilidade até então nunca alcançada. Todos pertencem a todos, não existe religião, política, economia e principalmente não exite arte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mãe, pai, família são considerados ultrapassados e inaceitáveis. Todos sabem e gostam dos seus deveres; máquinas e aparelhos são usados para TUDO. E a coisa que as pessoas menos temem é a morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse simples resumo se refere ao livro que é o título dessa postagem: Admirável Mundo Novo, do autor Aldous Huxley. Eu foi o último livro que eu li e parei para analisar nossa sociedade em geral. Será que a humanidade não ser tornou um grande só, as pessoas desistiram de encontra um amor e simplesmente apelam para sexo? Ou é muita coragem minha dizer que verdadeiro valores como respeito à família, aos pais deixaram de existir e são motivo de muitas piadas e chacotas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A única certeza que eu cheguei é que eu não quero perder a diferença entre eu e o outro, quero sim um mundo feliz, mas um mundo com politícas ( justas, mas existentes), com economias ( porque ela eh um meio de alcançar o progresso), QUERO muito um mundo com arte ( de todo o tipo, até daquilo que não considera arte) e principalmente quero um mundo com religião( você pode ser católico, evangelico, judeu, budista, islâmico; qual religião você segue não importa, o importante é ter fé em alguma coisa).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu por mais que eu não queira confessar, tenho muito medo da morte, de perder tudo, de não saber se vou continuar aqui. E isso é que faz eu viver intensamente; faz eu amar muito; faz eu tentar conhecer melhor quem está ao meu redor e faz principalmente eu ser eu de verdade, sem mentiras nem histórias, simplesmente eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;abraços&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4347702941676018135-3023641864538333715?l=folhetinsanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://folhetinsanos.blogspot.com/feeds/3023641864538333715/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4347702941676018135&amp;postID=3023641864538333715&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4347702941676018135/posts/default/3023641864538333715'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4347702941676018135/posts/default/3023641864538333715'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://folhetinsanos.blogspot.com/2008/03/admirvel-mundo-novo.html' title='Admirável Mundo Novo'/><author><name>Ya</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_9Zp4mZq24bs/R93gcV15ZFI/AAAAAAAAAAM/p0j48ewsIZU/S220/niver+luis+031.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4347702941676018135.post-7163595293594086554</id><published>2008-03-19T19:42:00.005-03:00</published><updated>2008-06-25T15:15:02.143-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Citações'/><title type='text'>Júlio César - W. Shakespeare</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Desculpem postar algo seguido por tão pouco tempo, mas é algo que lembrei e que se encaixa perfeitamente... É o discurso que Marco Antônio faz no funeral de Júlio César, após este ser apunhalado por Brutus e os outros homens...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   "Amigos, romanos, compatriotas, prestai-me atenção! Estou aqui para sepultar César, não para glorificá-lo. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O mal que os homens fazem perdura depois deles! &lt;/span&gt;O bem é quase sempre sepultado com seus próprios ossos! Que seja assim com César!&lt;br /&gt;   O &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;nobre &lt;/span&gt;Brutus vos disse que César era ambicioso. Se assim foi, era uma grave falta, e César a pagou gravemente. Aqui, com a permissão de Brutus e dos demais - &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;pois Brutus e um homem honrado&lt;/span&gt;, como todos os demais são honrados-, venho falar nos funerais de César. Era meu amigo, leal e justo comigo; Mas Brutus diz que César era ambicioso, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;e Brutus é um homem honrado.&lt;/span&gt; Trouxe muitos cativos para Roma, cujos resgates encheram os cofres do Estado. César, neste particular, parecia ambicioso? Quando os pobres deixavam ouvir suas vozes lastimosas, César derramava lágrimas. A ambição deveria ter um coração mais duro. Entretanto, Brutus disse que ele era ambicioso &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;e Brutus é um homem honrado. &lt;/span&gt;Todos vós o viste nas Lupercais: três vezes eu o apresentei uma coroa real e três vezes ele a recusou. Isto era ambição? Entretanto, Brutus disse que ele era ambicioso, e, sem dúvida alguma, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Brutus é um homem honrado.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Não falo para desaprovar o que Brutus disse, mas aqui estou para falar sobre aquilo que sei. &lt;/span&gt;Todos vós já o amastes, mas não sem motivo. Que razão, então, vos detém agora para pranteá-lo? Oh! Inteligência, fugistes para os irracionais, pois os homens perderam o juízo!... Desculpai-me, meu coração está ali com César e preciso esperar que ele para mim volte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Ainda ontem, a palavra de César podia ser mais forte do que o universo. Agora, ali ele jaz, e ninguém, mesmo que seja o mais miserável possível, não lhe presta uma só homenagem! Ó senhores,&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; se estivesse disposto a excitar vossos corações e vossos espíritos para o motim e a cólera, seria injusto com Brutus e com Cassius, os quais, como todos vós sabeis, são homens honrados.&lt;/span&gt; Não quero ser injusto com eles! &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Prefiro ser injusto comigo, com o morto e convosco a ser injusto com homens tão honrados!"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qualquer semelhança com a vida real é mera coincidência!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O último refúgio do oprimido é a ironia e nenhum tirano, por mais cruel que seja, escapa a ela. O tirano pode evitar uma fotografia. Não pode impedir uma caricatura. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A mordaça aumenta a mordacidade&lt;/span&gt;". M.F.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um cheiro,&lt;br /&gt;Eu.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4347702941676018135-7163595293594086554?l=folhetinsanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://folhetinsanos.blogspot.com/feeds/7163595293594086554/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4347702941676018135&amp;postID=7163595293594086554&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4347702941676018135/posts/default/7163595293594086554'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4347702941676018135/posts/default/7163595293594086554'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://folhetinsanos.blogspot.com/2008/03/jlio-csar-w-shakespeare.html' title='Júlio César - W. Shakespeare'/><author><name>Dógui</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05195772382422327732</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_YmyMzW19Jbw/SXEshXvMfvI/AAAAAAAAAA4/JDuvDgYDTV4/S220/031.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4347702941676018135.post-1738339056899511153</id><published>2008-03-17T18:08:00.004-03:00</published><updated>2008-06-25T15:29:48.085-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fait Divers'/><title type='text'>Mensagens</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em segundos o frio congelou meus dedos, arrepiou meus pêlos e me aflorou a poesia. À poesia, certamente.&lt;br /&gt;Ainda consigo me emocionar, é certo. Tem sido cada vez mais difícil, e lamento, mas ela não vem a qualquer hora. Quem me dera tê-la ao alcance, mas há toda uma intermitência, e não a culpo. Tenho sido tão intenso nesses últimos dias que a tenho exprimido fora dos versos. A deixo explícita nas risadas, nos abraços, nos beijos, no cotidiano que me obriga a me virar do avesso, a expor a carne, as feridas, todas as marcas de unhas, dentes e violência dela.&lt;br /&gt;Trago-a de volta a vocês hoje, agora, enquanto ela está disposta. Não há um dia sequer sem ela, mas hoje, especialmente, ela volta em forma de palavras. Não foram arrancadas, mas admito que foram resgatadas de um fundo que, de tão fundo, nem mais nome tem.&lt;br /&gt;Talvez tenha sido a ausência de tutano, de combustível. Não deixei de amar, apenas diminui a intensidade devido às circunstâncias. Sempre achei que a saudade fosse sua maior fonte de energia, mas não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A poesia, minha pelo menos, está relacionada diretamente com o contato. É sentir a pele na pele, o gosto na boca, todos os cheiros invadindo as narinas e puxando a alma para fora. É o trabalho conjunto de todos os sentidos que me faz escrever.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me dou bem com versos. Talvez a paixão pela forma tenha me feito tentar exprimí-la assim, mas não dá certo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Moicano, vá! Ainda iremos todos descer ladeiras ao som dos afoxés. Atuaremos como Mateus e Bastião no Boi Bumbá. Leremos juntos poesias de Carlos Pena Filho, autos de Ariano Suassuna e livros de João Cabral de Melo Neto. Dançaremos o frevo e o maracatu. Iremos à feira de Caruaru. Nos tornaremos, juntos, mamelucos.&lt;br /&gt;Seremos a orquestra armorial!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Stock, fique! Temos de filmar todas as nossas histórias milaborantes de assassinatos e sexo no melhor estilo noir. Portas e janelas tortas, mulheres com maquiagens pesadas e cidades estranhamente macabras e familiares. Becos sem saída não irão nos impedir de ir além e descobrirmos quem é o vilão. Teremos nossos próprios papéis atuados por nós mesmos sem interrupções nem prazos.&lt;br /&gt;Seremos simplesmente nós mesmos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ya, venha! Eu sempre te espero. Não há noite tão escura nem dia tão quente (ou frio) que me impeça de te esperar. Há flores e mangueiras aonde eu moro e você pode ficar à vontade para fazer o que quiser com esse meu jardim. Há também um livro inteirinho em branco para você completar com a poesia dos seus dias, com os pequenos rascunhos que eu te dou, com as fotos. Não há um dia sem que teu nome não esteja no céu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Roubando um verso, "vamos voar juntos bem alto sentindo o gosto de algodão doce, que é o gosto que as nuvens devem ter".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um cheiro,&lt;br /&gt;Eu.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4347702941676018135-1738339056899511153?l=folhetinsanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://folhetinsanos.blogspot.com/feeds/1738339056899511153/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4347702941676018135&amp;postID=1738339056899511153&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4347702941676018135/posts/default/1738339056899511153'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4347702941676018135/posts/default/1738339056899511153'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://folhetinsanos.blogspot.com/2008/03/mensagens.html' title='Mensagens'/><author><name>Dógui</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05195772382422327732</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_YmyMzW19Jbw/SXEshXvMfvI/AAAAAAAAAA4/JDuvDgYDTV4/S220/031.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4347702941676018135.post-6524373487232954999</id><published>2008-03-17T00:15:00.002-03:00</published><updated>2008-06-26T23:50:39.146-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fait Divers'/><title type='text'>Primeira!</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Depois de meses esse blog reralmente precisava de um toque feminino.&lt;br /&gt;Quero avisar antes de mais nada, que meus textos podem não ser tão bons quanto os Dogui,&lt;br /&gt;mas prometo que vou tentar.&lt;br /&gt;Talvez quem leia se assuste e pense o que uma menina que faz moda tenha para falar, mas na verdade tenho muito o que comentar aqui.&lt;br /&gt;Beijos e até uma próxima postagem&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4347702941676018135-6524373487232954999?l=folhetinsanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://folhetinsanos.blogspot.com/feeds/6524373487232954999/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4347702941676018135&amp;postID=6524373487232954999&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4347702941676018135/posts/default/6524373487232954999'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4347702941676018135/posts/default/6524373487232954999'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://folhetinsanos.blogspot.com/2008/03/primeira.html' title='Primeira!'/><author><name>Ya</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_9Zp4mZq24bs/R93gcV15ZFI/AAAAAAAAAAM/p0j48ewsIZU/S220/niver+luis+031.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4347702941676018135.post-8883333790007126032</id><published>2008-03-14T20:24:00.005-03:00</published><updated>2008-06-26T23:51:18.176-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fait Divers'/><title type='text'>O Semblante do abandono</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Caro leitor!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Receio que chegou a época em minha vida que devo fazer decisões, mas não decisões que afetam a mim só, mas todos ao meu redor.&lt;br /&gt;Recentemente descobri a existência de um curso de Gastronomia em uma universidade federal(UFRPE), mas há um problema, o curso é em Pernambuco e diferente dos cursos em SP, é bacharel, ou seja, 4 anos de duração. O meu plano era primeiramente cursar Ciências Sociais e depois Gastronomia, mas como surgiu essa oportunidade estou reavaliando meus possíveis caminhos.&lt;br /&gt;Eis que chego ao dilema, vou a federal e perco inevitavelmente a proximidade com meus queridos amigos ou continuo em SP , curso Ciências Sociais e talvez Gastronomia depois(se tiver o capital necessário , R$1500 por mês).&lt;br /&gt;Vou ser realista, 4 anos mudam a cabeça de qualquer um, ainda mais anos universitários.&lt;br /&gt;Mas também não tenho o direito de seguir minha vocação?&lt;br /&gt;Corro o risco de perder grandes amizades e voltar sem nada.&lt;br /&gt;Ainda não me decidi...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4347702941676018135-8883333790007126032?l=folhetinsanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://folhetinsanos.blogspot.com/feeds/8883333790007126032/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4347702941676018135&amp;postID=8883333790007126032&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4347702941676018135/posts/default/8883333790007126032'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4347702941676018135/posts/default/8883333790007126032'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://folhetinsanos.blogspot.com/2008/03/o-semblante-do-abandono.html' title='O Semblante do abandono'/><author><name>marcos.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02939184245877707372</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_60oyKWnofE4/SGZKW_JDYJI/AAAAAAAAAAY/R3Cqo6iHPw0/S220/_and_we_become_____by_lithp.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4347702941676018135.post-8840694410784173025</id><published>2008-03-13T22:40:00.003-03:00</published><updated>2008-11-13T01:15:38.052-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fait Divers'/><title type='text'>Sim, é verdade.... SELVA!</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_YmyMzW19Jbw/R9ndJpqF7OI/AAAAAAAAAAM/4RSr5BV0064/s1600-h/infantaria.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_YmyMzW19Jbw/R9ndJpqF7OI/AAAAAAAAAAM/4RSr5BV0064/s320/infantaria.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5177412404510059746" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É capaz que nem todos saibam, mas sim, eu me voluntariei para servir ao Exército Brasileiro.&lt;br /&gt;Apesar das atuais situações, eu amo meu país. Mas a questão nada tem a ver com patriotismo, apesar dele existir.&lt;br /&gt;A questão de eu ser voluntário é mais uma questão de honra, algo completamente fora de pauta hoje em dia. Honra, coragem e desejo. Provar a mim mesmo que sou capaz e o quanto eu o sou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cresci em meio ao militarismo. Seu lado bom, ao menos, e acontece que me apaixonei. É mais do que sair atirando, cultivar músculos e usar uma farda. É disciplina, ética, moral, algo que levarei comigo o resto de minha vida.&lt;br /&gt;O que me chateia é ter sido taxado de burro e louco. Por que? Porque tive coragem de fazer algo que vocês não tiveram? Porque quero provar que paradigmas (como o do serviço militar) não são bichos de sete cabeças?&lt;br /&gt;Talvez pela ausência das palavras "honra" e "patriotismo" no vocabulário atual. Hoje ninguém quer dar a cara ao tapa, ninguém quer arriscar, todos têm muito medo da morte, e, o tendo, se privam da vida. Não medo da morte em si, mas medo de correr riscos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só vou pedir aos leigos que não falem sobre o que não sabem. Isso é algo que me irrita muito e que já vi milhares de vezes. Gente que nunca pisou na bosta e fala que ela é quentinha (é capaz dos mesmo não entenderem a metáfora... Capaz de não saberem nem o que é metáfora). E isso não serve apenas para esse assunto, e sim para os demais. Me irrita demais ouvir o "bacharel" dizer que no Exército "você vai ficar correndo igual um otário o dia inteiro" (Qualquer semelhança com a vida real é mera coincidência).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, aqui vai o recado: Se decidam, nem que para isso vocês demorem anos, mas se decidam sobre o rumo que querem seguir. Se perceberem que precisam voltar, voltem, se perceberem que é hora de seguir, sigam, mas nunca desistam. Carregarei seus corpos sobre os ombros se preciso, mas não desistam. Herói é aquele que não teve tempo de fugir...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sigam seus corações, detenham o medo um segundo a mais e, quando olharem para trás e se virem no espelho, perceberão que fizeram a coisa certa e não se arrependerão, nunca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É mais um lance interior... Mas precisava desabafar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SELVA! (se tudo der certo!).&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4347702941676018135-8840694410784173025?l=folhetinsanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://folhetinsanos.blogspot.com/feeds/8840694410784173025/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4347702941676018135&amp;postID=8840694410784173025&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4347702941676018135/posts/default/8840694410784173025'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4347702941676018135/posts/default/8840694410784173025'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://folhetinsanos.blogspot.com/2008/03/sim-verdade-selva.html' title='Sim, é verdade.... SELVA!'/><author><name>Dógui</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05195772382422327732</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_YmyMzW19Jbw/SXEshXvMfvI/AAAAAAAAAA4/JDuvDgYDTV4/S220/031.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_YmyMzW19Jbw/R9ndJpqF7OI/AAAAAAAAAAM/4RSr5BV0064/s72-c/infantaria.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4347702941676018135.post-8121685398886806589</id><published>2008-02-27T21:20:00.007-03:00</published><updated>2008-06-26T23:51:53.040-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões'/><title type='text'>Jovens Universitários!</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Com um diploma e um nome nas costas a juventude entra no mercado de trabalho, pouco se lixando para tudo. "Pelo menos a gente ganha mais dinheiro do que eles!", frase que escutei ontem de um grande amigo quando o mesmo comentava sobre sua nova faculdade, Publicidade e propaganda na Faculdade Rio Branco. Fiquei chocado ao ouvir outra amiga comentando sobre esta faculdade: "Estudar a noite não, só tem nerd!", como se o ambiente adolescente do colegial tivesse permanecido, levando a vida pelos caminhos mais fáceis esses jovens continuam ainda verdes e despreocupados com o rumo de tudo e olha que esta amiga visa a diplomacia(esta cursando RI) em frente.&lt;br /&gt;      Que valores de merda....&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4347702941676018135-8121685398886806589?l=folhetinsanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://folhetinsanos.blogspot.com/feeds/8121685398886806589/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4347702941676018135&amp;postID=8121685398886806589&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4347702941676018135/posts/default/8121685398886806589'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4347702941676018135/posts/default/8121685398886806589'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://folhetinsanos.blogspot.com/2008/02/jovens-universitrios.html' title='Jovens Universitários!'/><author><name>marcos.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02939184245877707372</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_60oyKWnofE4/SGZKW_JDYJI/AAAAAAAAAAY/R3Cqo6iHPw0/S220/_and_we_become_____by_lithp.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4347702941676018135.post-4969065076576704355</id><published>2008-02-10T16:58:00.001-02:00</published><updated>2008-06-25T15:34:13.747-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Citações'/><title type='text'>Intermitência.</title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O Profeta, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Khalil Gibran,&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;L&amp;amp;PM Pocket, págs. 14 e 15.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Não é uma peça de roupa que jogo fora hoje, mas uma pele que rasgo com minhas próprias mãos.&lt;br /&gt;Também não é um pensamento que deixo para trás, mas um coração adocicado pela fome e pela sede.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, não posso me demorar mais. O mar, que chama todas as coisas, me chama e devo embarcar. Pois ficar, apesar das horas que queimam na noite, é congelar e cristalizar e ficar colado a um molde. De bom grado, levaria comigo tudo que existe aqui. Mas como poderia?&lt;br /&gt;Uma voz não pode levar a língua e os lábios que lhe deram asas. Deve buscar o éter sozinha. E sozinha e sem o seu ninho deve a águia voar através do Sol".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;    &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Comecei a postagem com o começo de um livro que achei aqui na escrivaninha. Provavelmente meu pai que largou aqui. Mas, ao assunto.&lt;br /&gt;   Me identifiquei demais com essa passagem. Comecei a faculdade e é difícil chegar e não ver os amigos de sempre. Me senti mal um dia antes do primeiro dia, mas passou. Me sinto mal novamente hoje.&lt;br /&gt;   Vi alguns rostos familiares nesse final de semana e nunca me senti tão em casa, apesar de estar longe dela. Tomara que consiga encontrá-los ao acaso vez ou outra que estiver sem rumo, perdido e precisando de algo reconfortante. O colégio, é hoje, minha maior saudade e minha melhor lembrança, mas, como está escrito nesse mesmo livro, "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;... o amor não conhece sua própria profundidade até a hora da separação (...) Pois mesmo quando o amor vos coroa, ele vos crucifica&lt;/span&gt;".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Mas nem tudo está perdido. Quero explicar o por quê do nome &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;"Intermitência"&lt;/span&gt; à postagem. Intermitência é a qualidade que se aplica a algo que é interrompido por pausas, assim como tem sido esse sentimento que me aflige de vez em quando e a freqüência com a qual eu vejo meus amigos. Tudo tem sido interrompido.&lt;br /&gt;   Não vou me encarregar da missão de manter tudo junto. Cada um sabe o que é importante para si, e, para mim, eles são importantes. Mas não depende de um só.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixo com vocês meu coração,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gui.&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4347702941676018135-4969065076576704355?l=folhetinsanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://folhetinsanos.blogspot.com/feeds/4969065076576704355/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4347702941676018135&amp;postID=4969065076576704355&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4347702941676018135/posts/default/4969065076576704355'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4347702941676018135/posts/default/4969065076576704355'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://folhetinsanos.blogspot.com/2008/02/intermitncia.html' title='Intermitência.'/><author><name>Dógui</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05195772382422327732</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_YmyMzW19Jbw/SXEshXvMfvI/AAAAAAAAAA4/JDuvDgYDTV4/S220/031.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4347702941676018135.post-1251806959769255988</id><published>2008-02-04T20:12:00.001-02:00</published><updated>2008-06-26T23:55:41.762-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fait Divers'/><title type='text'>Quase abandonado ....mas não esquecido.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu nunca disse "Eu te amo" para ouvir de volta, o que aparentemente é só o que fazem na grandiosa internet.&lt;br /&gt;   Nunca foi tão fácil nos comunicarmos, mas também nunca foram tão vazias as conversas, apenas casualidades. Me pergunto quantas vezes já escutei, quer dizer, li "te adoro, te amo" em mensagens em sites de relacionamentos, msn, sms e nunca as ouvi da boca dos mesmos! Como um grande amigo meu já disse, "...na internet as coisas saem mais fáceis, mas as vezes não somos bem interpretados..", devo complementar essa frase , ...e as vezes, não somente as vezes somos sem sentimento.&lt;br /&gt;   Sim, acredito que a internet foi um passo na comunicação, mas será que ao conversarmos abertamente e sem timidez alguma somos nos mesmos? Acredito que não, somos quem gostaríamos que os outros pensem que somos.&lt;br /&gt;   A frase "Eu te amo" perdeu seu significado, está mais parecendo uma forma de terminar mensagens do que uma forma de expressar os sentimentos. Não sei o que é amar como nos romances de Shakespeare, mas sei que não devo utilizar dessa expressão para insignificante, o que talvez criou uma imagem de misterioso e insensível minha aos outros.&lt;br /&gt;   Como eu aprendi que não se deve importar no que outros pensam, sigo com minhas convicções e idéias por ai...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gui....sinto que estamos nos perdendo no caminho.....mas meu camarada digo..não vou entregar essa batalha..!!!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4347702941676018135-1251806959769255988?l=folhetinsanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://folhetinsanos.blogspot.com/feeds/1251806959769255988/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4347702941676018135&amp;postID=1251806959769255988&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4347702941676018135/posts/default/1251806959769255988'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4347702941676018135/posts/default/1251806959769255988'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://folhetinsanos.blogspot.com/2008/02/quase-abandonado-mas-no-esquecido.html' title='Quase abandonado ....mas não esquecido.'/><author><name>marcos.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02939184245877707372</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_60oyKWnofE4/SGZKW_JDYJI/AAAAAAAAAAY/R3Cqo6iHPw0/S220/_and_we_become_____by_lithp.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4347702941676018135.post-7225596836227168160</id><published>2008-02-01T20:23:00.002-02:00</published><updated>2008-06-25T15:34:37.295-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poemas'/><title type='text'>Quase abandonado...</title><content type='html'>Blog quase abandonado... Se esse for o fim, que tenha ao menos algo sincero como postagem.&lt;br /&gt;Escrevi agora:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como pegadas abertas na neve&lt;br /&gt;teus beijos me rasgaram a carne&lt;br /&gt;em milhares de cortes, consumidos&lt;br /&gt;de uma única vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um único ruído, um baque,&lt;br /&gt;um grito de socorro que emitiu meu nome&lt;br /&gt;e depois o completo silêncio,&lt;br /&gt;o sereno sono teu&lt;br /&gt;e a nossa libertação do medo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fomos, juntos, o desacato,&lt;br /&gt;o desrespeito e os maus modos;&lt;br /&gt;Fomos a proibição, o pecado,&lt;br /&gt;e fomos além.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Livres da carne somos não mais do que luz,&lt;br /&gt;um soluço, um momento de êxtase,&lt;br /&gt;um espasmo, um tremor, uma contração,&lt;br /&gt;e então somos novamente humanos, corpóreos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na falta de ar, tossimos nossos gritos ensurdecedores,&lt;br /&gt;na nossa loucura, nos perdemos em inocência,&lt;br /&gt;no nosso tempo, nos demoramos e,&lt;br /&gt;na nossa longa espera de reencontro, nos sonhamos,&lt;br /&gt;nos reduzimos à espera e vivemos nela,&lt;br /&gt;quase morremos nela.&lt;br /&gt;No nosso amor, nos consumimos em fogo,&lt;br /&gt;em chamas de corpos incandescentes,&lt;br /&gt;em brasa e marcas de unhas e dentes e gostos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo o que fazemos em vida é morrer,&lt;br /&gt;seja de beber, de amar, de fazer o que quer que seja.&lt;br /&gt;Na vida morremos para na morte renascermos&lt;br /&gt;eternamente.&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraço sincero do Gui!&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4347702941676018135-7225596836227168160?l=folhetinsanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://folhetinsanos.blogspot.com/feeds/7225596836227168160/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4347702941676018135&amp;postID=7225596836227168160&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4347702941676018135/posts/default/7225596836227168160'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4347702941676018135/posts/default/7225596836227168160'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://folhetinsanos.blogspot.com/2008/02/quase-abandonado.html' title='Quase abandonado...'/><author><name>Dógui</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05195772382422327732</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_YmyMzW19Jbw/SXEshXvMfvI/AAAAAAAAAA4/JDuvDgYDTV4/S220/031.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4347702941676018135.post-6334896771461509174</id><published>2008-01-30T17:46:00.001-02:00</published><updated>2008-06-25T15:40:28.901-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Citações'/><title type='text'>Antoine Saint-Exupèry - Cidadela</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Não foram tão poucas assim as vezes que vi a piedade enganar-se. Mais não faço do que negar essa piedade às feridas de exibição que comovem o coração das mulheres. Assim como também a nego aos moribundos, e além disso aos mortos. E sei bem por quê.&lt;br /&gt;   Houve uma altura da minha mocidade em que senti piedade pelos mendigos e pelas suas úlceras. Procedi assim até descobrir que eles tinham como artigo de luxo aquele insuportável fedor. Surpreendi-os a coçar e a regar com bosta aquelas pústulas, como quem estruma uma terra para dela extrair a flor cor de púrpura. Mostravam orgulhosamente uns aos outros a sua podridão e gabavam-se das esmolas recebidas. Aquele que mais ganharam comparava-se a si próprio ao sumo sacerdote que expõe o ídolo mais prendado. Se consentiam em consultar o meu médico, era na esperança de que o cancro deles o surpreendesse pela pestilência e pelas proporções. Chegavam a empregar os cotos para conquistar um lugar no mundo. Daí também o aceitarem os cuidados como uma homenagem e oferecerem os membros a abluções bajuladoras. Mas, apenas o mal os deixava, descobriam-se sem importância. Já nada alimentavam que fosse deles próprios, davam-se por inúteis. O único remédio era ressuscitar de novo essa úlcera que vivia à custa deles. E, uma vez envoltos de novo no seu mal, gloriosos e vãos, pegavam na escudela e tornavam a empreender o caminho das caravanas. Voltavam a espoliar os viajantes em nome dos seus sórdidos deuses.&lt;br /&gt;   Houve também um tempo em que tive piedade dos mortos. (...) Ainda não tinha descoberto que nunca há solidão para os que morrem. Não havia ainda tropeçado com a condescendência deles.&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;   Só o que a morte escolheu, entretido a vomitar o sangue ou a conservar as entranhas, descobre esta verdade: não há horror algum na morte. O próprio corpo se lhe antolha, instrumento doravante inputil. Como já não serve para nada, tem de o pôr de parte. Corpo desmantelado, objeto de ostensiva deterioração. E, se esse corpo tem sede, o moribundo só vê nele uma ocasião de sede, de que aliás gostaria de se ver livre. E tornaram-se inúteis todos os bens que serviam para preparar, alimentar, festejar essa carne semi-estrangeira, afinal mera propriedade doméstica, como o burro atado à sua argola.&lt;br /&gt;   Começa então a agonia, que não passa do balanço de uma consciência ora vazia ora cheia das marés da memória. Vão e vêm como o fluxo e o refluxo, trazendo, da mesma sorte que tinham levado, todas as provisões de imagens, todas as conchas da recordação, todos os búzios de todas as vozes ouvidas. Sobem, banham de novo as algas do coração, e aí temos todas as ternuras reanimadas. Mas o equinócio prepara o refluxo decisivo, o coração se esvazia, a maré e as suas provisões reentram em Deus.&lt;br /&gt;   Para quê negá-lo? Também já vi gente que fugia da morte, impressionada de antemão pelo confronto. Mas é bom que vos desenganeis: aquele que morre, nunca eu o vi amedrontar-se.&lt;br /&gt;   Se assim é, para que os hei de lastimar? Para que chorar o seu acabamento? A perfeição dos mortos!".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falta consciência a todos, e não só nesses assuntos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cheiro,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gui&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4347702941676018135-6334896771461509174?l=folhetinsanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://folhetinsanos.blogspot.com/feeds/6334896771461509174/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4347702941676018135&amp;postID=6334896771461509174&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4347702941676018135/posts/default/6334896771461509174'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4347702941676018135/posts/default/6334896771461509174'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://folhetinsanos.blogspot.com/2008/01/antoine-saint-exupry-cidadela.html' title='Antoine Saint-Exupèry - Cidadela'/><author><name>Dógui</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05195772382422327732</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_YmyMzW19Jbw/SXEshXvMfvI/AAAAAAAAAA4/JDuvDgYDTV4/S220/031.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4347702941676018135.post-470656655968176601</id><published>2008-01-24T21:45:00.001-02:00</published><updated>2008-06-25T15:40:07.111-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Citações'/><title type='text'>Vinicius de Moraes</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;"ESCREVE COM TEU SANGUE E VERÁS QUE TEU SANGUE É ESPÍRITO".&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4347702941676018135-470656655968176601?l=folhetinsanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://folhetinsanos.blogspot.com/feeds/470656655968176601/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4347702941676018135&amp;postID=470656655968176601&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4347702941676018135/posts/default/470656655968176601'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4347702941676018135/posts/default/470656655968176601'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://folhetinsanos.blogspot.com/2008/01/vinicius-de-moraes.html' title='Vinicius de Moraes'/><author><name>Dógui</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05195772382422327732</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_YmyMzW19Jbw/SXEshXvMfvI/AAAAAAAAAA4/JDuvDgYDTV4/S220/031.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4347702941676018135.post-318881583621875569</id><published>2008-01-14T23:47:00.001-02:00</published><updated>2008-06-25T15:39:38.088-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônicas'/><title type='text'>Crônica 1</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Achei essa crônica perdida aqui na zona que é meu computador... Talvez seja o início efetivo dos "folhetins". Escrevi quando voltei de um filme no shopping Higienópolis com a Namorada...&lt;br /&gt;   Aí vai...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Centro&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;    &lt;/span&gt;Era pouco antes das dez da noite e o ponto de ônibus do Minhocão estava cheio. Muitas pessoas vinham da Avenida Angélica e outras, com olhares mais cansados, faziam a última parte do trajeto metrô-ônibus. Talvez eu fosse o único lá com o pensamento livre de amarras, até mesmo sem pensamentos, ou talvez as outras pessoas que não tinham tempo de não ter pensamentos, mas algo lá me prendeu a atenção; ou reduziu a importância da paisagem ao redor?&lt;br /&gt;Um dos prédios, ao lado de um estacionamento, estava encardido, pichado, mas ainda assim conseguia ser, ao menos para mim, encantador. Tinha as luzes dos apartamentos baixas, luzes quentes que me atraíam como às mariposas, aos mosquitos. Aquelas luzes me levaram até um ambiente quente como as luzes, propriedade de donos melancólicos, que haviam feito da vida nada mais do que tempo, que desistiram da vida, enfim. Devia ser isso já que o prédio transbordava melancolia. Era o típico prédio do centro da cidade, bucólico, cheio de memórias de um tempo saudoso, glorioso, de um tempo em que ele transbordava gente. Gente que ainda usava chapéu, que se espantava com velocidades altas, gente sem tanto medo.&lt;br /&gt;O silêncio em minha mente se calou com o rugido feroz de uma motocicleta, rugido esse que me tragou e me trouxe de volta à realidade. O prédio não era mais saudoso, agora era mais nostálgico. Me veio à mente um verso de Vinicius de Moraes: "E essa memória anterior de mundos inexistentes...". É certo que nada descreveria melhor o que esse prédio causou em mim do que esse verso. O centro à noite, as bancas de jornal fechadas, uma sirene ao longe ou um alarme de carro, o prédio, a melancolia, tudo me traz à tona saudade de algo que não vivi, ao menos nessa vida. Me é nostálgico e misterioso. E é bom por ser misterioso.&lt;br /&gt;Talvez o centro todo, não só aquele prédio, tenha vontade de viver novamente. Pude perceber uma inquietação enquanto pensava, como se a alma do prédio vibrasse e se aprumasse a qualquer sinal de admiração.&lt;br /&gt;Quero, no íntimo, que todo esse mistério e nostalgia cause mais admiração do que medo, pois o centro e a cidade não merecem esse descaso; merecem mais, muito mais.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4347702941676018135-318881583621875569?l=folhetinsanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://folhetinsanos.blogspot.com/feeds/318881583621875569/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4347702941676018135&amp;postID=318881583621875569&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4347702941676018135/posts/default/318881583621875569'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4347702941676018135/posts/default/318881583621875569'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://folhetinsanos.blogspot.com/2008/01/crnica-1.html' title='Crônica 1'/><author><name>Dógui</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05195772382422327732</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_YmyMzW19Jbw/SXEshXvMfvI/AAAAAAAAAA4/JDuvDgYDTV4/S220/031.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4347702941676018135.post-8807829790359190818</id><published>2008-01-09T22:40:00.001-02:00</published><updated>2008-06-20T16:30:12.713-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cotidiano'/><title type='text'>Back in Black</title><content type='html'>Uff!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Silhueta sendo avistada ao longe no meio da névoa.*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Salve, leitores! Depois de longa e turbulenta jornada, estou de volta! E devendo algumas explicações.&lt;br /&gt;Vai ser um post pequeno, mas é só pra dar sinal de vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste período eu:&lt;br /&gt;Joguei muito Buraco,&lt;br /&gt;Pesquei,&lt;br /&gt;Nadei,&lt;br /&gt;Vi o mar,&lt;br /&gt;Namorei,&lt;br /&gt;Joguei X360,&lt;br /&gt;Joguei sinuca, (perdi sempre, mas valeu a pena)&lt;br /&gt;Joguei Boliche, (3 strikes seguidos, yeah!)&lt;br /&gt;Vi as Cataratas do Iguaçu, (!)&lt;br /&gt;Fiz Fuvest, (¬¬)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o mais importante, fiquei com o meu pai. Existe companhia melhor?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obrigado Pai, por tudo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4347702941676018135-8807829790359190818?l=folhetinsanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://folhetinsanos.blogspot.com/feeds/8807829790359190818/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4347702941676018135&amp;postID=8807829790359190818&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4347702941676018135/posts/default/8807829790359190818'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4347702941676018135/posts/default/8807829790359190818'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://folhetinsanos.blogspot.com/2008/01/back-in-black.html' title='Back in Black'/><author><name>Yujistock</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11709655413526900860</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_tb4xmuWERUY/R2dCwnUy2oI/AAAAAAAAAAs/lg4bAbhQaIg/S220/woodstock.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4347702941676018135.post-5987407115913321109</id><published>2008-01-06T22:55:00.001-02:00</published><updated>2008-06-25T15:39:04.645-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filmes'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fait Divers'/><title type='text'>Protesto!</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acabei de ver o filme "Titus", com Anthony Hopkins no papel de Tito, Alan Cumming no papel de Saturninus e mais uma pancada de atores bons que nunca lembro o nome.&lt;br /&gt;Pra quem não conhece a história, assista o filme. É o tipo de tragédia Shakesperiana complicadíssima de se resumir. Só lhes adianto que há na história membros decepados, estupros, assassinatos e uma torta de carne humana.&lt;br /&gt;Ah, a torta! Talvez a parte que mais nos alivia na história toda. Tito tem sua filha estuprada e com a língua e as duas mãos cortadas. 2 de seus 3 filhos morrem numa armadilha. Ele se finge de louco, captura os filhos da rainha que planejou toda a conspiração contra ele, recolhe o sangue e tritura os ossos e faz uma torta com essa massa. Não é preciso dizer que a rainha se deleita e ele logo trata de dizer a ela que são seus filhos que ela está comendo.&lt;br /&gt;Digo que alivia pois vemos Tito sofrer o filme inteiro, e, bem nessa hora, temos o herói da guerra de volta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O assunto se tornou conveniente pois talvez seja isso o que precisamos aqui: ressuscitar nossos heróis, deixar de lado o sofrimento. Sei que é difícil, que não é de uma hora pra outra, mas não é pra ser. Façamos nossos planos lentamente, planejemos todas as rotas com previsão de falha, todos os ataques, os que faremos e os que sofreremos. Precisamos reanimar esse instinto que jaz incólume, porém esquecido, como o abismo enorme que existe entre nós e as pessoas sentadas nas calçadas, aquelas por quem passamos despercebidos, ou por mais nojento que soe, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;acostumados&lt;/span&gt;. Nunca me esquecerei de uma cena que me revoltou. Estava na av. Paulista, no sentido Paraíso-Consolação, passando na frente de um bar próximo ao Hospital Santa Catarina quando vi uma mesa repleta de homens com seus ternos, gravatas e sapatos caros. Deviam conversar de assuntos absolutamente relevantes. Todos bebendo suas cervejas e um deles estava tendo seu sapato engraxado por um garoto. O menino não devia ter metade da minha idade. Imaginem a cena: a mesa de uns 6 ou 7 homens de ternos limpos, passados e lavados, cabelos penteados, desodorante em dia, quem sabe até com uma colônia atrás da orelha; um menino com nada mais do que uma camiseta suja, larga, uma bermuda, um par de chinelos e o equipamento de engraxate. Talvez fosse mais que isso, talvez fosse, além da aparência, fosse fome, ilusão e esperança. Quem dera, Deus, fosse esperança. Quanto a ilusão, sou a favor dela enquanto ela cria esperança. A partir do ponto que vira insanidade acredito que seja hora de voltar.&lt;br /&gt;Essa cena é tão difícil de ser descrita quanto uma peça do Shakespeare. Nenhum abismo era tão claro quanto ela. Era preto no branco, óbvio.&lt;br /&gt;É difícil expressar a indignação por meio de um blog. Vocês podem achar tudo isso artificial, hipócrita, como eu já achei vários dos textos que eu li por aí. Podem achar que saindo daqui eu vou vestir minha camisa pólo e andar de relógio no pulso até a padaria. É o que eu geralmente faço e não tenho vergonha. Aí está o maior dos erros de quem não tem entende o sentido de igualdade: achar que quem está numa classe alta deve se rebaixar. A pegadinha está aí! É justamente o contrário; o de classe baixa deve ascender!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devíamos fazer como Tito. Ressuscitar nosso espírito de soldado, não o bárbaro, mas o justiceiro. Nunca me esqueço de uma frase do jacobino Robespierre quando indagado sobre a Revolução Francesa de 1789: "A França não precisa de mais políticos, e sim de mais guilhotinas".&lt;br /&gt;O Brasil não precisa de mais teoria, precisa de mais ação. A bandeira vai &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;sim perder as cores&lt;/span&gt; enquanto houver impunidade. "Para que o mal triunfe basta que as pessoas de bem não façam nada", ou citando ainda um trecho da Constituição dos Estados Unidos: "Se algo estiver fora dos padrões, as pessoas que são capazes de reparar o erro têm a &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;obrigação&lt;/span&gt; de fazê-lo". Se a prática fosse como a teoria seria tudo muito lindo, mas não é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem sabe alguma alma mais porra louca que a minha leia esse texto e se sinta tentada a iniciar uma revolução. Não é possível fazer uma revolução a brados de garganta.&lt;br /&gt;Termino com a frase de uma professora de história de uma das minhas mais novas colegas de faculdade. Ela disse assim: "Os jovens são os únicos capazes de fazer uma revolução pois os velhos não têm vontade, eles tem reumatismo".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leiam, estudem, se interessem, meu Deus, pois esse país é nosso! Não percam tempo com futilidades, elas não vão melhorar a situação de ninguém.&lt;br /&gt;Mais uma frase ótima de Cid Teixeira: "Um país que não conhece a própria história está fadado a repetí-la".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cheiro,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DóGui.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4347702941676018135-5987407115913321109?l=folhetinsanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://folhetinsanos.blogspot.com/feeds/5987407115913321109/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4347702941676018135&amp;postID=5987407115913321109&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4347702941676018135/posts/default/5987407115913321109'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4347702941676018135/posts/default/5987407115913321109'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://folhetinsanos.blogspot.com/2008/01/protesto.html' title='Protesto!'/><author><name>Dógui</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05195772382422327732</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_YmyMzW19Jbw/SXEshXvMfvI/AAAAAAAAAA4/JDuvDgYDTV4/S220/031.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4347702941676018135.post-4014669001200913422</id><published>2007-12-25T23:00:00.002-02:00</published><updated>2008-06-25T15:37:48.721-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Citações'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fait Divers'/><title type='text'>Tudo o que me atormenta:</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Deixo essa postagem com pensamentos e citações que considero de suma importância, nem que seja pra ficar no subconsciente...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Procurei, intimamente, me convencer de que não vai acabar, mas tudo isso soa como um adeus para mim.&lt;br /&gt;Procurei um lugar calmo em que eu pudesse refletir, enfim, me conformar.&lt;br /&gt;Tenho certeza absoluta de que perderei contato com os meus melhores amigos, por mais que digamos "de jeito nenhum" quando reprimidos a não nos distanciarmos. É inevitável! Triste, mas inevitável.&lt;br /&gt;Mas, para todos os solitários notívagos como eu, aqui vai o recado: a vida continua. Tentemos não nos prender a padrões, tentemos estar sempre renovando, evoluindo, nem que para isso tenhamos de regredir também.&lt;br /&gt;Mas, que possamos nos reencontrar, nos abraçarmos no futuro como fazemos hoje: com sinceridade, mais que amor! Amor, nesse caso, é fácil, difícil mesmo é a sinceridade. Que possamos nos beijar fraternalmente, sentar do lado de fora de um bar de esquina e beber, como hoje.&lt;br /&gt;Só peço a vocês uma única coisa: sei que o destino há de colocar cada um em seu caminho e, talvez, esse caminhos seja triste ou doloroso, mas, por favor, não se tornem completamente adultos, não anseiem pela responsabilidade. O mundo é nosso hoje e será amanhã se estivermos dispostos a tê-lo. E, acreditem, adultos não têm essa vontade.&lt;br /&gt;Creio que a vida fará de nós pessoas admiráveis pois temos cabeça para isso; Fará de nós reis, rainhas, atores, cavaleiros, plebeus e poetas - os mais nobres de todos; Fará de nós o essencial para que o mundo se cure do veneno que o possuiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"  Vocês irão partir da segurança da casa onde nasceram para realizar os objetivos de suas vidas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Para pensar, criar e agir.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Quem sabe para se sentirem tentados a exercer o poder que Deus nos proibiu, ou do qual, talvez nos protegeu por milhares de anos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Nesse mundo vocês terão sucesso porque têm conhecimento. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; O estudo deve se tornar um dever religioso.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Porém, se acharem que têm poder, estarão enganados.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Se acharem que têm o direito de estar à frente dos outros porque pensam que sabem mais, estarão errados.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Nunca se deixem levar pelo pecado da vaidade. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Ela é o maior dos pecados e fonte de todos os outros.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Se, porém, a vida os levar a julgar alguém, saibam que tudo o que fazem é lutar por sua segurança.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; São pessoas como nós.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Portanto, não se baseiem em aparências.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Cuidado com os boatos. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Examinem tudo por vocês mesmos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Desprezem as patentes.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Não assumam o que não conhecerem.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Pratiquem a disciplina ainda que de um modo próprio.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Não ostentem o que é de vocês.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Bens e propriedades podem ser consumidos pelo fogo, carregados pela inundação e principalmente levados por políticos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Quando se sentirem excluídos, não lamentem.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Se adaptem a outros meios e assim se tornarão capazes de sentir a ligação entre as partes de um todo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Nunca abandonem a Deus.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; A vida é só um barco a deriva, equilibrado pela incerteza.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; E somente Ele é um barco estável para conduzi-los a outra margem."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse texto é do meu pai, escrito a mim e à minha irmã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, uma citação do livro &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;"O Coração das Trevas"&lt;/span&gt; de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Joseph Conrad&lt;/span&gt;:&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Não, não me enterraram, embora tenha havido um período que recordo vagamente, com espanto e horror, como uma passagem por um mundo inconcebível, onde não há esperança nem desejo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Achei-me de volta a cidade sepulcral, ressentindo a visão de pessoas com pressa nas ruas, para roubar um pouco de dinheiro umas das outras, devorar sua infame cozinha, engolir sua cerveja insalubre, sonhar seus sonhos insignificantes e tolos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Atropelaram meus pensamentos. Eram intrusos cujo conhecimento da vida era para mim uma pretensão irritante, porque me sentia bastante seguro de que não tinham condições de saber as coisas que eu sabia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Suas maneiras, que eram simplesmente as maneiras de indivíduos comuns lidando com seus negócios na certeza da perfeita segurança, eram ofensivas para mim como a escandalosa empáfia dos tolos diante de um perigo que são incapazes de compreender.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Não tinha nenhum desejo especial de iluminá-los, mas tinha alguma dificuldade em abster-me de rir de suas caras tão cheias de estúpida importância.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Perambulava nas ruas - havia muitos assuntos a acertar - arreganhando os dentes para pessoas "absolutamente responsáveis".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Admito que meu comportamento era inescusável, mas a temperatura naqueles dias raramente se mantinha normal..."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Termino escrevendo algo que tem sido minha maior crença e meu maior apoio nos últimos meses: Nós só nos separamos para nos encontrarmos novamente. Enfim, bebam, caiam, fumem, chorem, riam, se levantem, batam, xinguem, praguejem e, acima de tudo, amem, pois viver sem amar é apenas existir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um ótimo final de ano e um abraço&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;sincero &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;do DóGui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sacada - 2:16am - 24/12&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4347702941676018135-4014669001200913422?l=folhetinsanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://folhetinsanos.blogspot.com/feeds/4014669001200913422/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4347702941676018135&amp;postID=4014669001200913422&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4347702941676018135/posts/default/4014669001200913422'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4347702941676018135/posts/default/4014669001200913422'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://folhetinsanos.blogspot.com/2007/12/tudo-o-que-me-atormenta.html' title='Tudo o que me atormenta:'/><author><name>Dógui</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05195772382422327732</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_YmyMzW19Jbw/SXEshXvMfvI/AAAAAAAAAA4/JDuvDgYDTV4/S220/031.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4347702941676018135.post-5392890015008251908</id><published>2007-12-24T00:18:00.002-02:00</published><updated>2008-06-25T21:17:34.081-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fait Divers'/><title type='text'>Adios</title><content type='html'>&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;A todos aqueles que compartilharam desse ano comigo. Ninguém em especial, mas todos ao mesmo tempo:&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;/span&gt;Vou ver o mar,&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;/span&gt;Vou ver o Sol nascer,&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;/span&gt;Vou beijar a namorada,&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;/span&gt;Vou abraçar o Pai,&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;/span&gt;Vou beber uma cerveja gelada.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;E no tempo que uma folha seca leva para cair da árvore até o chão no outono, o ano se foi. Com risadas e paixões, amores perdidos e amizades conquistadas.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Com abraços, sorrisos, gritaria e algazarra.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Amei e chorei muito mais do que devia. Mas neste ano me dei a esse luxo. Pois compartilhei memórias, fiz histórias com as pessoas mais queridas da minha vida. O amor cresceu rápido como um raio e as lágrimas insistiam em apertar meu peito.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Mais do que o normal; sorri e fiz sorrir. E confesso, devo fazer isso mais vezes.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Agora, as manhãs vão se tornar saudade, e a saudade vai virar uma gostosa risada de bebê toda vez que der aquela pontada no coração.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Agradeço sinceramente a vocês, amigos e companheiros, que fizeram as horas passar voando e receberam meu sorriso com um forte abraço.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Adeus vocês, eu hoje vou pro lado de lá.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Vou ver o mar,&lt;br /&gt;Vou ver o Sol nascer,&lt;br /&gt;Vou beijar a namorada,&lt;br /&gt;Vou abraçar o Pai,&lt;br /&gt;Vou beber uma cerveja gelada.&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Feliz Natal e um próspero Ano Novo!&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Namaste!&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4347702941676018135-5392890015008251908?l=folhetinsanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://folhetinsanos.blogspot.com/feeds/5392890015008251908/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4347702941676018135&amp;postID=5392890015008251908&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4347702941676018135/posts/default/5392890015008251908'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4347702941676018135/posts/default/5392890015008251908'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://folhetinsanos.blogspot.com/2007/12/todos-aqueles-que-compartilharam-desse.html' title='Adios'/><author><name>Yujistock</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11709655413526900860</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_tb4xmuWERUY/R2dCwnUy2oI/AAAAAAAAAAs/lg4bAbhQaIg/S220/woodstock.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4347702941676018135.post-8788032328143035757</id><published>2007-12-21T00:04:00.002-02:00</published><updated>2008-06-25T15:38:17.612-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônicas'/><title type='text'>Valores pt.II</title><content type='html'>&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Continuando o tema de segunda, volto a falar de valores. Porém, inspirado pelo texto do Stock e por uma conversa que tivemos, venho falar-vos de um tipo de valor que considero de extrema importância, se não o de maior importância: o amor. Claro que dentro do amor estão inclusos o amor amizade, o amor de caso, o amor fraterno, enfim, todos os tipos de amor. Todos nós temos, em nossa vida, todos os tipos de amor, e, sempre que penso ou falo sobre esse tema me vem à cabeça inúmeras personalidades, entre elas a mais influente, o poetinha Vinicius de Moraes. Começo citando um verso da música “Eu não existo sem você” em que ele escreveu: “Assim como viver sem amor não é viver”. Dispensa comentários.&lt;/p&gt;&lt;div&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Comecei a namorar em Maio. Devo admitir que nunca sofri tanto! São sapos que engulo, palavras refreadas, medo, tensão, mas tudo se dissipa de uma vez quando ela chega. A Namorada é uma pessoa que sabe me fazer sofrer, mas que sabe como me fazer esquecer esse sofrimento. Não acho que sofrer seja ruim, enfim. Ela, como sei que não é a única, sabe fazer sumir o chão, o céu, tudo com um toque, com um sorriso. Ela, com aquela manha, aquele sorriso carregado de perfumes e versos, estes, achados perdidos em meio às loucuras sussurradas por mim aos seus ouvidos. Sabe fazer sumir toda a dor, todo o medo, toda a angústia com um beijo, um abraço, ah!, a namorada sabe tudo! Citando Vinicius: “Sabe me dizer sem lágrimas: ‘Vou sentir saudades quando você for’”. Contudo, sabe que, com lágrimas, derruba qualquer muro que eu tenha construído em volta de mim. Sabe que qualquer defesa minha é de areia.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Continuando com experiências pessoais e, claro, com a poética, falo do amor fraterno e do amor amizade, que, para mim, são a mesma coisa. Uso como exemplo nosso outro cronista, o Stock. Admito que tenho uma inveja dele, mas inveja boa, de querer bem. Pra iniciar vos repasso uma mensagem que meu pai me passou quando era pequeno. Somos compostos por três espíritos: o espírito adulto, o espírito pai e o espírito filho. O adulto é o equilíbrio dos outros dois, que representam, respectivamente, a severidade e a criança. Se perdermos qualquer um desses três espíritos, nos desequilibramos. Pra mim, os textos do Stock são dominados por esse espírito da criança, mas com palavras e segredos soprados pelo pai. São textos nostálgicos, que me fazem lembrar o melhor da minha infância, aquela época em que o medo era só do escuro. Deixo claro que o escuro a que me refiro é o escuro de ausência de luz, pois ainda tenho medo do escuro, mas do metafórico. Mas voltando ao amor fraterno, Stock me deixa com a sensação de que nossos textos se completam, como um irmão equilibra e ajuda outro. Sinto como se, apesar dele me chamar de mestre, sou eu quem aprende nesse jogo.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Termino citando Vinicius novamente pra falar de um amor que não citei no começo: “Ainda acho que o amor que constrói para a eternidade é o amor paixão, o mais precário, o mais perigoso, certamente o mais doloroso. Esse é o único que tem a dimensão do infinito”.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Bonito, né? De se pensar...&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;                Abraços!&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4347702941676018135-8788032328143035757?l=folhetinsanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://folhetinsanos.blogspot.com/feeds/8788032328143035757/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4347702941676018135&amp;postID=8788032328143035757&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4347702941676018135/posts/default/8788032328143035757'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4347702941676018135/posts/default/8788032328143035757'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://folhetinsanos.blogspot.com/2007/12/valores-ptii.html' title='Valores pt.II'/><author><name>Dógui</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05195772382422327732</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_YmyMzW19Jbw/SXEshXvMfvI/AAAAAAAAAA4/JDuvDgYDTV4/S220/031.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4347702941676018135.post-8791769404746857741</id><published>2007-12-20T14:11:00.001-02:00</published><updated>2008-11-13T01:15:39.048-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fait Divers'/><title type='text'>Explicações!</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Saudações leitores(se é que temos nesse começo de folhetim)!&lt;br /&gt;Primeiramente, o importante é esclarecermos o motivo de "ultimo dos moicanos".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;      Bom a história começa no ano de 2006, segundo ano do colegial. Todos sabem perfeitamente e viveram essa bela época onde os hormônios estão a flor da pele, poros entupem, corpos ganham formas arredondadas, surpresas após as férias quando você descobre que a Mariazinha não é mais aquela tábua de passar. A vida é mais dramática que filme mela-cueca da sessão da tarde na Globo. Ahhh e é claro, não esquecendo, época de muitos estudos(;P).&lt;br /&gt;     Estava eu e os grandes visionário(para não dizer farofeiros, mas isso é historia para outro dia...) do fundo, Césinha, Guizão, Andreizinho, Pedrão, Fabão, Ariel, Renan, todos muito atentos(!?!) a aula da professora Inês. E subitamente eu(quem convive sabe!) tive um ataque de loucura e esquecendo todos os afazeres da professorinha peguei o macaquinho-chaveiro e o comecei o show!! Este é o chamado o ultimo dos moicanos, ataquei a todos, lançando desastradamente lápis e canetas e por fim gritando: "&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;EU SOU O ULTIMO DOS MOICANOS UHHHHHEHHHHHH&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;!!!&lt;/span&gt;".&lt;br /&gt;     História que até hoje, fim de 2007, é motivo de grandes risadas e saudades! Uso este Pseudônimo para que as historias dessa grande época não sejam esquecidas por mim e pelos visionários!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_60oyKWnofE4/R2qVnVl2rxI/AAAAAAAAAAM/FulwDkxz110/s1600-h/viva-a-amizade.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_60oyKWnofE4/R2qVnVl2rxI/AAAAAAAAAAM/FulwDkxz110/s320/viva-a-amizade.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5146090027267567378" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;E do fundo do meu coração: Amo a todos! Garanto que eu não esquecerei, espero que todos façam sua parte!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4347702941676018135-8791769404746857741?l=folhetinsanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://folhetinsanos.blogspot.com/feeds/8791769404746857741/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4347702941676018135&amp;postID=8791769404746857741&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4347702941676018135/posts/default/8791769404746857741'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4347702941676018135/posts/default/8791769404746857741'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://folhetinsanos.blogspot.com/2007/12/explicaes.html' title='Explicações!'/><author><name>marcos.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02939184245877707372</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_60oyKWnofE4/SGZKW_JDYJI/AAAAAAAAAAY/R3Cqo6iHPw0/S220/_and_we_become_____by_lithp.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_60oyKWnofE4/R2qVnVl2rxI/AAAAAAAAAAM/FulwDkxz110/s72-c/viva-a-amizade.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4347702941676018135.post-5969164228366990249</id><published>2007-12-19T00:09:00.002-02:00</published><updated>2008-11-13T01:15:39.270-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônicas'/><title type='text'>A Declaração</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Salve!&lt;br /&gt;      De tudo que podemos escrever, o amor sem dúvida, é o que nos rende mais assunto! Eis a minha singela declaração de amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify;"&gt;Lembro, quando nem idade tinha para lembrar, te vi brilhando naquela festa. Tamanha era sua beleza que para mim, naquela época, você era um grande enigma.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify;"&gt;Sumiste da minha vida por dois anos inteiros. Meus pais e avós acreditavam que você me faria mal. Bobagem. Nunca vou esquecer aquele dia. Foi em outra festinha. Dessas chatas que gente grande insiste em ir, mesmo não tendo nenhum escorrega ou fliperama. Os da minha idade, percebi, estavam como eu, agarrados aos pais, de saco cheio querendo ir para casa.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify;"&gt;Então os meus olhos de criança te encontraram ali, sozinha perto à mesa. Na minha curiosidade ingênua caminhei em sua direção, apenas para sentir que a medida que me aproximava, ficava cada vez mais gelado. Engoli em seco. Meus dedos magrelos te envolveram, e assim que te toquei, um calafrio passou da ponta do mindinho até minha nuca. Nunca sentira aquilo antes. Fiz algo que não devia, mas não me arrependo. Meus lábios secos te encontraram, e aquele gosto divino se espalhou pela minha boca, enlouquecendo meu paladar. Lambi os beiços. Eu era outra pessoa. Mesmo tão novo, sabia que aquilo que sentira era amor.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify;"&gt;Crescemos juntos, te vi ficar mais esbelta e fina, tua cor morena se tornava cada vez mais atraente. Toda vez que meus lábios te tocavam, minhas mãos suavam frio e era uma deliciosa experiência: aquela explosão de amor e satisfação. Minha eterna companheira, como era bom ter você ao meu lado no cinema, nas madrugadas que passávamos acordados e mesmo nas festas você estava lá. Zombavam de mim. Muitos preferiam as loiras, mas você... Ah, você era a minha Morena ideal. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify;"&gt;Você me viu deixar o cabelo crescer e meu rosto se encher de espinhas, mas nem por isso me abandonou. Mas, na adolescência, como de costume dos seres humanos nessa época, cometi os maiores erros da minha vida. Estava louco por novas experiências e influenciado por ideais estúpidos: te abandonei. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify;"&gt;Não sabe como sofri sem você. Tive outras experiências, claro, mas nenhuma tão prazerosa e nenhuma com tanto amor. Não havia a tal explosão nas outras que meus lábios tocaram. Eram boas até certo ponto, mas nenhuma me satisfazia como você. Por um ano senti sua falta. Por um ano não fui completo. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Por fim deixei de tabu e voltei a amar. Valeu a pena ficar sem você um ano só para sentir seu gosto de novo como se fosse a primeira vez!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify;"&gt;Nunca mais vou te largar. &lt;span style="font-size:100%;"&gt;Te &lt;/span&gt;amo, minha Coca-Cola&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_tb4xmuWERUY/R2h-03Uy2xI/AAAAAAAAAB0/N_G3q9qVnkc/s1600-h/Coca-Cola-Poster-C10054866.jpeg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_tb4xmuWERUY/R2h-03Uy2xI/AAAAAAAAAB0/N_G3q9qVnkc/s320/Coca-Cola-Poster-C10054866.jpeg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5145502020940258066" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Te amo no copinho de plástico ou na latinha gelada, te amo cheia de gelo no cinemark ou no bico da garrafa de vidro.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4347702941676018135-5969164228366990249?l=folhetinsanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://folhetinsanos.blogspot.com/feeds/5969164228366990249/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4347702941676018135&amp;postID=5969164228366990249&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4347702941676018135/posts/default/5969164228366990249'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4347702941676018135/posts/default/5969164228366990249'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://folhetinsanos.blogspot.com/2007/12/declarao.html' title='A Declaração'/><author><name>Yujistock</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11709655413526900860</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_tb4xmuWERUY/R2dCwnUy2oI/AAAAAAAAAAs/lg4bAbhQaIg/S220/woodstock.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_tb4xmuWERUY/R2h-03Uy2xI/AAAAAAAAAB0/N_G3q9qVnkc/s72-c/Coca-Cola-Poster-C10054866.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4347702941676018135.post-8167314525580215477</id><published>2007-12-18T01:43:00.002-02:00</published><updated>2008-06-25T15:36:51.255-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônicas'/><title type='text'>Bon soir!</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A primeira postagem do blog! Escrita individualmente, mas, com idéias presentes em todos os corações... Nada de apresentações! Conheçam-nos à medida que nos mostramos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DóGui&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VALORES&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Domingos são sempre ociosos. Na maioria das vezes são carregados de tardes lentas, que se arrastam com sofrimento, que nadam e morrem para renascerem novamente num outro dia. É um dia em que o peso da semana é descarregado e os ombros se preparam para mais um cansativo caminho de acontecimentos, alguns inusitados, outros não, mas que sempre nos coloca à frente dos olhos lições que elevam nosso moral, que nos torna mais fortes e mais sensíveis ao mesmo tempo, por mais que um não seja antônimo do outro.&lt;br /&gt;A música que toca, o cigarro que queima estalando, as lembranças e as dores, enfim, o ciclo de dias que nos carrega, nos ensina mais que qualquer escola, qualquer professor; É preciso saber aturar os amores, as inconstâncias, saber relevar o que se deve relevar e ressaltar o que se deve ressaltar, saber enterrar e o que não se deve nunca enterrar; é preciso pensar em cada palavra, cada frase, sentir o que essas frases passam, o que elas querem dizer: é preciso saber o que se quer dizer, em primeiro lugar; o mundo está repleto de pseudo-intelectuais, de falsos-sábios, de pessoas que dizem ser e não são, que não sabem nem o que querem ser. Patifes que se sobressaem a pessoas influenciáveis; pessoas fúteis, burguesas. Sim, o mundo está repleto delas. Por isso discute-se o tema “valores”.&lt;br /&gt;Tem sido cada vez mais comum ouvir sobre pessoas que mudaram de estilo, de conceitos, princípios e principalmente de opinião; que antes criticavam e hoje endeusam, e vice-versa. Acontece que o pseudo-intelectualismo, muitas vezes, provoca curiosidade, interesse, fazendo com que o “intelectualóide” realmente queira saber sobre o que está falando, ocasionando, aí,  a mudança de opinião. Mas, o que fazer? Como interagir com essas pessoas? Deve-se aturar? As respostas são: ria, ironicamente, sim e não, respectivamente. Ria, pois o “intelectual” vai adorar ver que as piadas e os comentários “sábios” estão fazendo efeito, mas, o importante é que você saiba que está rindo dele, e não para ele. Aja ironicamente, pois, quanto mais corda você der, mais ele fala, e, quanto mais ele fala, mais você, ri. É uma terapia, definitivamente. Agora, quanto a aturar, ature enquanto ele te divertir, e nada mais. Pessoas assim são facilmente descartáveis com frases feitas do tipo: “A conversa está ótima, mas preciso terminar minha tese” ou então “Perdoe-me, mas não consigo absorver tanto intelecto de uma só vez”. Funciona e é absurdamente irônico, o único problema é segurar a risada.&lt;br /&gt;Quanto aos valores, atenham-se aos seus. Não abandone-os nunca: uma pessoa que se liberta de seus valores é uma pessoa sem essência. Ainda que o ser humano seja mutável, é preciso que a honra, a coragem e os princípios se mantenham intactos, independente do governo ser de direita ou de esquerda, opressor ou excessivamente liberal, é preciso se manter firme. Uma ave deve voar mesmo quando o céu está cheio de abutres, pois “o segredo da felicidade está na liberdade, e o segredo da liberdade está na coragem”. Lutem, morram e renasçam eternamente para o mundo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4347702941676018135-8167314525580215477?l=folhetinsanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://folhetinsanos.blogspot.com/feeds/8167314525580215477/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4347702941676018135&amp;postID=8167314525580215477&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4347702941676018135/posts/default/8167314525580215477'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4347702941676018135/posts/default/8167314525580215477'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://folhetinsanos.blogspot.com/2007/12/bon-soir.html' title='Bon soir!'/><author><name>Dógui</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05195772382422327732</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_YmyMzW19Jbw/SXEshXvMfvI/AAAAAAAAAA4/JDuvDgYDTV4/S220/031.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry></feed>
