Queria poder retornar aquela cena
No intuito de escrever o tal poema,
Cuspir palavras, à tinta e pena.
Porque como disse o mestre
Tudo vale a pena quando a alma não é pequena!
Letra após letra, um tremendo cuspidouro
Revelando fracos versos, permeando um tesouro
A ímpia vocabulária deglutindo pensamentos
O calor daqueles atos sobressai aos sofrimentos.
O resultado é esperado
Tamanho é o enfado
De notar sua ausência
E sentir a sua essência
[ apenas na ponta da pena nesse destrambelhado poema]
Lasciate ognia esperanza
O verde morreu, deu cor à aurora...
Mas não a aurora conhecida, não aquela profusão de gases belos
Escala de cinza caberia melhor! Na palheta de cores o ser humano escolheu a mais sem graça! Preferia o leiteiro!
Chega dessa conivência
Infrinja esse espírito de porco
Cobre eficiência daqueles a quem deu voz
Justifique o seu voto, quiçá com um ato atroz!
Chega de sombra, chega de estupidismo
Cansamos da desumanidade desse congresso sem sentido
Matemo-los antes quem nos matem
Com suas falsas promessas e com sua pizza infinda
Num abarrotar populista, restou-nos a berlinda.
Espero não confundir muito a cabeça de quem o leu, mas coloquei alguns elementos de vários autores e suas respectivas obras, como a citação do leiteiro, a inscrição da entrada do inferno da "Divina Comédia" etc.
Mostrando postagens com marcador Poemas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Poemas. Mostrar todas as postagens
terça-feira, 9 de dezembro de 2008
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008
Quase abandonado...
Blog quase abandonado... Se esse for o fim, que tenha ao menos algo sincero como postagem.
Escrevi agora:
Como pegadas abertas na neve
teus beijos me rasgaram a carne
em milhares de cortes, consumidos
de uma única vez.
Um único ruído, um baque,
um grito de socorro que emitiu meu nome
e depois o completo silêncio,
o sereno sono teu
e a nossa libertação do medo.
Fomos, juntos, o desacato,
o desrespeito e os maus modos;
Fomos a proibição, o pecado,
e fomos além.
Livres da carne somos não mais do que luz,
um soluço, um momento de êxtase,
um espasmo, um tremor, uma contração,
e então somos novamente humanos, corpóreos.
Na falta de ar, tossimos nossos gritos ensurdecedores,
na nossa loucura, nos perdemos em inocência,
no nosso tempo, nos demoramos e,
na nossa longa espera de reencontro, nos sonhamos,
nos reduzimos à espera e vivemos nela,
quase morremos nela.
No nosso amor, nos consumimos em fogo,
em chamas de corpos incandescentes,
em brasa e marcas de unhas e dentes e gostos.
Tudo o que fazemos em vida é morrer,
seja de beber, de amar, de fazer o que quer que seja.
Na vida morremos para na morte renascermos
eternamente.
Abraço sincero do Gui!
Escrevi agora:
Como pegadas abertas na neve
teus beijos me rasgaram a carne
em milhares de cortes, consumidos
de uma única vez.
Um único ruído, um baque,
um grito de socorro que emitiu meu nome
e depois o completo silêncio,
o sereno sono teu
e a nossa libertação do medo.
Fomos, juntos, o desacato,
o desrespeito e os maus modos;
Fomos a proibição, o pecado,
e fomos além.
Livres da carne somos não mais do que luz,
um soluço, um momento de êxtase,
um espasmo, um tremor, uma contração,
e então somos novamente humanos, corpóreos.
Na falta de ar, tossimos nossos gritos ensurdecedores,
na nossa loucura, nos perdemos em inocência,
no nosso tempo, nos demoramos e,
na nossa longa espera de reencontro, nos sonhamos,
nos reduzimos à espera e vivemos nela,
quase morremos nela.
No nosso amor, nos consumimos em fogo,
em chamas de corpos incandescentes,
em brasa e marcas de unhas e dentes e gostos.
Tudo o que fazemos em vida é morrer,
seja de beber, de amar, de fazer o que quer que seja.
Na vida morremos para na morte renascermos
eternamente.
Abraço sincero do Gui!
Assinar:
Comment Feed (RSS)
